Por muito Tempo Pensei

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No meu tempo,
Agora,
Levanto da vida
Para descrever o que não sei,
O que sinto.
Na mente confusa,
Fico parado,
Esperando o tempo passar.

Melhor é o silencio e o tempo para revelar a verdade; o que fala, insita discussões tolas que tiram sua paz.

Ninguém consegue se esconder por muito tempo...
É debaixo dos panos que muitas coisas acontecem.
Que lixos e pessoas se escondem. Pessoas se escondem e escondem os seus lixos também.
É debaixo dos panos que pessoas manipulam as outras. Que a sujeira fica disfarçada e o ambiente aparentemente limpo, até que não se consegue disfarçar o cheiro e toda a podridão até então camuflada, escondida, disfarçada começa a fazer mal a quem está envolta, até mesmo quem o escondeu. E chega a hora de limpar, de faxinar, de jogar fora. Porque, mentiras, sujeiras, disfarces não se consegue esconder por muito tempo. Uma hora a mascara cai e o lixo apodrece.

O PREÇO DA EVOLUÇÃO




Já faz algum tempo que venho me observando com mais atenção. Nesse processo de autoanálise, aprendi algo valioso: o preço da evolução.




Como se diz popularmente, abri a caixa de Pandora.

A expressão vem do mito grego em que Pandora, a primeira mulher, recebeu uma jarra contendo todos os males da humanidade — como a doença, a guerra e a tristeza — e, por curiosidade, a abriu, liberando-os no mundo. Restou apenas a esperança no fundo da caixa.




É mais ou menos isso.

No grupo do qual faço parte, dizemos que “é olhar os pontos cegos, é acender a luz no quarto escuro”.




Um dos momentos mais reveladores foi entender meu padrão de funcionamento — onde estavam as manias, os repertórios e as marcas deixadas pela infância. Nosso corpo e nossa mente se adaptam da melhor forma possível para sobreviver. Afinal, era (e muitas vezes ainda é) sobre isso: sobreviver, apesar de tudo.




Ao longo desses dois anos, compreendi que todas as circunstâncias estão interligadas por decisões e ações — tomadas ou não.

Passamos a enxergar tudo com outros olhos.

Como costumamos dizer: com os óculos divergentes.




Hoje, perceber os acontecimentos e entendê-los antes que se tornem complexos demais para resolver é simplesmente extraordinário.




Recentemente, identifiquei um ponto cego.

Quando somos crianças, precisamos de proteção, de um ambiente acolhedor e seguro, onde nossa integridade e nosso intelecto possam se desenvolver sem dependências emocionais.




Mas percebi algo doloroso: a pessoa de quem eu esperava proteção eu tinha medo… medo pela minha própria sobrevivência.

E isso é profundamente problemático na formação de uma criança.




Ela quer desesperadamente ser abraçada, acolhida, acalentada — mas teme, porque justamente quem deveria protegê-la é também quem desperta medo.

Então o corpo deseja o toque, o carinho, o amparo… mas a mente reage com defesa.




Sentimentos confusos, bagunçados, onde se ama e se teme a mesma pessoa com a mesma intensidade. E o que acontece na vida adulta? Transferimos esse padrão para nossos relacionamentos.




Quando começamos a nos envolver com alguém, por mais que o corpo queira se entregar, a mente grita:




“Cuidado! Vão te deixar. Vão te trair.”




A entrega, que deveria ser leve, se torna um campo de batalha entre corpo e mente. O corpo diz: “Vai, confia”. A mente responde: “Não vai, não confia.”




Dias atrás, vi uma publicação de um psicanalista que explicava isso cientificamente — e fez todo sentido.

Ele falava sobre a linguagem biológica das emoções.




Quando estamos felizes, nosso corpo produz quatro neurotransmissores principais:




*Endorfina, que alivia dor e estresse.

*Serotonina, que traz satisfação e bem-estar.

*Dopamina, que motiva e gera prazer.

*Oxitocina, o hormônio do amor e do afeto.




Essas substâncias são como mensageiros do corpo e da alma — regulam humor, sono, apetite e emoções.




Mas quando sentimos medo, entra em cena outro sistema:

O corpo libera adrenalina, preparando-nos para lutar ou fugir, e cortisol, o hormônio do estresse.

Curiosamente, também pode haver liberação de oxitocina, para promover conexão em meio ao medo.




E quando sentimos alegria e, no segundo seguinte, medo ou raiva da mesma situação?

Nosso corpo entra em confusão. É uma mistura química intensa — luta, fuga e euforia coexistindo.




Ah… esse tal de autoconhecimento!

É revelador, libertador e, ao mesmo tempo, desafiador.

Como disse no início, é abrir a caixa de Pandora — e ter maturidade para limpar os próprios núcleos emocionais.




É ter as conversas necessárias para recuperar a autonomia de viver uma vida plena, feliz e em progresso. É retirar as travas que nos impedem de seguir.




Costumamos dizer: plano, preço, pagamento e resultado inevitável.

Eu decidi pagar o preço de limpar meus núcleos.

E sei que o resultado será excelente — porque é inevitável.




Afinal, tudo muda quando alguma coisa muda!




Albert Einstein disse:




“A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original.”




Essa frase me toca profundamente. Ela nos lembra que a expansão é irreversível. Ao absorver uma nova perspectiva, nossa mente se transforma — e não há como voltar atrás. Estar aberto ao aprendizado é o que impulsiona o crescimento e a inovação. Cada nova ideia nos convida a ver o mundo por outro ângulo. E, depois disso, nunca mais seremos os mesmos. Agora, com uma nova visão sobre as circunstâncias, só me resta viver conforme dizemos por aqui:

-Vai pra vida. Ela te espera!



Ana Cláudia Oliver-09/10/2025

O tempo se arrasta quando se espera; e no deserto, ele parece ainda mais lento, como se a eternidade coubesse em cada instante

O tempo se alonga quando se espera; no deserto, ele se veste de silêncio e se derrama como uma eternidade em cada grão de areia.

O tempo é relativo: na espera, arrasta-se; no deserto, revela sua face infinita, lembrando que a eternidade não é ausência de fim, mas excesso de instantes.

O processo de cura se tece no tempo, que decide o que será eterno e o que apenas passará.

As crianças amam o mundo sem medo,
confiam sem reservas,
e enxergam beleza até no que o tempo esqueceu.


Elas não precisam entender o amor,
elas o são.


Na pureza dos gestos,
na risada sem motivo,
na amizade que nasce num olhar.


Ah, se o mundo tivesse o coração de uma criança,
o amor seria simples,
e a vida, um eterno brincar.

Um bom vocabulário e uma escrita elegante são seduções que não se desfazem com o tempo.

Cada luta ao seu tempo e cada batalha à sua vez; assim o destino nos ensina a ter paciência, fé e coragem para vencer o que é nosso, no momento certo.

Cada luta ao seu tempo e cada batalha à sua vez. O importante é não desistir, pois até as maiores vitórias precisam de tempo para florescer.

Cada luta ao seu tempo e cada batalha à sua vez; o guerreiro não se apressa, apenas confia que o tempo revela o propósito de cada dor

Cada luta ao seu tempo e cada batalha à sua vez, porque Deus sabe o momento certo de nos fortalecer e o instante exato de nos dar a vitória.

Déjà Vu


"Vem doce, meu bem
Vem doce que o tempo é nosso".


Seu colo, nêga, me coube.
Dos seus braços, recebi dengo.
Descansei debaixo de tuas sombras, baobá.
Degustei dos teus frutos.
Oh, bá!
Me enrolei na tua juba, leãozinho.
Fui me esconder na barra de tua saia,
Fiquei preso entre tuas pernas.
Se eu tivesse o dom da vida,
Te daria a eternidade de sempre
no mesmo corpo ressuscitar.
Sou cético ao espiritismo,
Mas parece que já te peguei
em outro lugar.
Melhor, vários lugares! (Que ritmo!)
A poesia pra nós, passa pano.
Seria um déjà vu?
An!? Já visto!
É como noutro plano
ouvir Djavan=Caetano.
Mar é tu,
provoco tua ressaca (pompoarismo)
E te aguardo na beira da praia de manhã.
Nas profundezas da tua carne negra, nêga,
Eu me joguei de corpo e alma.
Lábios de jabuticaba,
Não há caba que resista-os.
Provca meu nervo vago.
É o id freudiano.
Você não pode ter cabimento,
Porque derrama pelos lados.
Na maré masna,
atraquei meu barco em ti, Mar.
Minha vela foi guiada pelo teu vento.
Quem vem lá sou eu
À cancela bateu,
Madrugada rompeu
Marinheiro sou eu!
Vem desaguar em mim porque sei mergulhar,
Sou profundo.
"E esqueço que amar é quase uma dor"
A posteriori, tu:
..."é o som,
é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta".
Maria (Aguenta!)


A vida lhe fez assim:
Doce ou atroz
Mansa ou feroz
Eu, caçador de ti,
Mata Doce (Matar-doce).
Em tu não há curvas,
(mas tem linhas de poesia)
Me escondo na moita.
Cheirosa, Mata Doce, Maria.
Em vossa pessoa tem encanto.
Compõe o cenário, o texto que és:
Minha voz eu-lírica, alegria.
Nós temos um vocabulário próprio,
Um acontecimento veio descrever:
Só cabe a nós conjugar, viver o lexema
Num olhar, no argumentar com os lábios, num abraço, num poema.
Sob a poética de Milton Nascimento:
"Quem sabe isso quer dizer amor
Estrada de fazer o sonho acontecer".


Se tu me permitir:
Quem dera ser um peixe
Para em teu límpido mar mergulhar
Fazer borbulhas de amor pra te encantar
Passar a noite em claro
Dentro de ti.


"Quando acordei estava só
Sem ter ninguém do meu lado,
Era muito mais melhor
Que eu não tivesse sonhado.
Quem já vai no fim da estrada
Levando a carga pesada
De sofrimento sem fim,
Doente, cansado e fraco
Vem um sonho enchendo o saco
Piorar quem já está ruim".

⁠Considero a saudade como uma faca de dois gumes, já que ao mesmo tempo que nos traz aquele sentimento nostálgico de um momento feliz, pode nos trazer a tristeza por não podermos mais vivenciá-lo, entretanto, melhor focarmos nas boas lembranças e seguirmos.

A minha vontade agora é de sair caminhando em uma estrada sem
Saber onde vou chegar, sem tempo pra retornar, sem que ninguém esteja a me esperar.

A minha vontade mesmo era sumir do mapa ate mesmo dos pensamentos das pessoas dos sentimentos, da vida, como se pudesse ser desfeita toda minha história na terra, que eu pudesse voltar de onde eu vim.

A minha vontade no momento era ir pra um lugar que eu nunca fui mais eu sei que eu vim de la, eu nao sei oq tem la mais com certeza é melhor do que o que tem aqui, é um paradoxo sem fim, parece embaraçoso, mais eu sinto saudade do que eu nunca apalpei, como ser ja tivesse vivido intensamente.

A minha vontade mesmo era sair voando pelo espaço vendo coisas novas sem preocupar com o tempo, pq o tempo ja ficou pra traz e nao me governa mais, estarei a cima do jugo do tempo que tanto me aflinge.

Acredito, sim.
Mas acredito também que ainda há tempo.
Tempo de resgatar o que nos foi roubado pela pressa, pela competição inútil, pela máscara que sufoca a essência.
Nos perdemos na vaidade, mas podemos nos reencontrar na humildade.
O orgulho nos afastou, mas a verdade pode nos unir.
Não precisamos de aplausos para existir.
Não precisamos de palco para sorrir.
A vida é feita de chão, de poeira, de mãos dadas sem contrato, de olhares que não cobram nada.
A grandeza está no simples, e o simples é o que nos salva.
Que tenhamos coragem de despir a arrogância,
de abandonar o peso das aparências,
e de voltar a rir como crianças — livres, sem medo de ser o que somos.

Os dias e os meses passavam depressa enquanto eu cursava a escola normal. Havia uma pressa no tempo, como se a rotina puxasse os ponteiros para frente sem pedir licença. Quando percebi, já era época de provas finais — e que provas! Pareciam ter sido sopradas diretamente da cabeça do capeta. Uma mais difícil que a outra, exigindo não só conhecimento, mas nervos firmes e fé.

No último dia de prova, acordei mal. O corpo pesado, o estômago embrulhado, a cabeça latejando. Tudo em mim pedia cama, silêncio e descanso. Mas era o último dia. Faltar significava recuperação, e eu não queria, não podia. Levantei-me como quem se arrasta contra a própria vontade, vesti-me no automático e fui.

Naquele dia fiz três provas. Cada questão parecia sugar o pouco de energia que ainda me restava. Quando eu já enfrentava a última, tentando manter a letra firme no papel, a inspetora apareceu à porta da sala. Chamou a professora e as duas começaram a conversar em voz baixa, num cochicho que gelava o ambiente. De repente, da porta, ela ergueu a voz:

— Ana, falta muito para você terminar a sua prova?

Olhei para ela como quem encara um inquisidor. A sala inteira parecia prender a respiração comigo. Com a voz trêmula, respondi:

— Não, senhora… faltam três questões.

Ela assentiu, ainda da porta:

— Pois bem. Quando acabar, vá até a minha sala e leve suas coisas.

Um silêncio pesado caiu sobre a turma. Todos me olhavam com olhos de compaixão. Nós sabíamos — quando alguém era chamado daquele jeito, algo sério havia acontecido.

Terminei as três questões com cautela, respirando fundo, lutando contra o enjoo e o aperto no peito. Entreguei a prova, recolhi meu material e segui até a sala dela, exatamente como havia sido orientada. Bati à porta. Ela nem esperou que eu falasse.

— Ana, pode ir embora. Aconteceu algo na sua família. Como hoje é o último dia de prova, fique tranquila. Eu mesma ligo para avisar sobre o resultado.

Minhas pernas viraram bombas. Um zunido tomou conta da cabeça. O que tinha acontecido? Saí da escola sem sentir o chão. O ônibus demorou mais do que o habitual, e o motorista dirigia tão devagar que tive a impressão de que, se fosse correndo, chegaria antes. Na minha mente, só vinham pensamentos ruins. Ninguém nunca tinha ligado para a escola pedindo para eu ir embora.

Quando cheguei em casa, o portão estava aberto. Minhas tias estavam lá, meus primos também. Choravam. Choravam muito. Meu tio falava ao telefone, mencionando algo sobre uma van. A casa, que sempre fora abrigo, estava tomada por uma dor densa.

Minha mãe veio da cozinha, caminhou até mim e disse, com a voz quebrada, a notícia que eu não queria ouvir:

— O vovô Jorge faleceu.

Na mesma hora, um filme começou a passar na minha cabeça. Lembrei-me do avô maravilhoso que ele era. Aquele avô garotão, pra frente, que ria alto, contava histórias e bebia uma cervejinha com os netos como se fosse um deles. A minha memória fez uma retrospectiva apressada dos nossos melhores momentos, e eu me recusei a aceitar que ele tinha ido, que nunca mais nos veríamos.

Meu Jorge.
Meu Jorge Amado.

Ele tinha partido — e, com ele, uma parte inteira da minha infância também se despedia.

Parece que o tempo nos afastou, como se as horas tivessem o poder de apagar aquilo que um dia foi tão vivo entre nós. Mas, ainda que o silêncio nos envolva, você continua habitando dentro do meu peito — não como lembrança distante, mas como presença que arde e me consome.
Há uma dor infame que me provoca, como se fosse o eco dos seus passos fugindo de mim. E, mesmo assim, eu não consigo deixar de te buscar nas frestas da memória, nos instantes em que fecho os olhos e sinto o calor da sua voz.
Se o amor parece ter se perdido, eu insisto em acreditar que ele apenas se escondeu, esperando que a coragem nos devolva ao caminho. Porque, apesar da distância, ainda existe em mim a esperança de que nossos corações se reconheçam e se abracem novamente.
Volte, nem que seja em pensamento, para que eu possa descansar dessa saudade que me dilacera. Volte, porque mesmo na dor, eu ainda escolho você.