Político
Quando vejo multidões em carreatas, passeatas, comícios e afins em prol de algum político a única coisa que me conforta é que a censura da ditadura é pior
-SE POLITICO NO BRASIL FOSSE INTELIGENTE, NÃO USARIA AS MESMAS PALAVRAS -SEGURANÇA, EDUCAÇÃO- USARIA SIM CRESCIMENTO POIS SOMENTE O CRESCIMENTO PODE MUDAR TUDO.
Não defendo nenhum político, porque não sei qual será o preço que pagarei para justificar os erros do indivíduo.
Se o povo é analfabeto político, tanto faz ter democracia ou não, entra nos grilhões da mesma forma.
Na insanidade mental. na loucura individual e no radicalismo religioso e politico, são esses os pilares que alimentam a chama da guerra.
PARALELO ENTRE O POLÍTICO E O HOMEM DE ESTADO
O político tem a voluptuosidade do poder. O Homem de Estado, a fascinação de um ideal.
O político tem a magia da transigência e é única a sua finalidade: durar no poder. O homem de Estado tem o fetichismo da intolerância de seus princípios, e nada o afasta da diretriz a que se traçou.
Um é plástico. O outro, irredutível.
Um segue a curva das conveniências. O outro, o fio a prumo do seu destino.
O primeiro pode sofrer todas as influências do meio e acomodar-se às cores, às ideias e à temperatura do ambiente. O segundo é insensível às reações contrárias e é inamolgável.
O político tem em vida as cortesias da popularidade, mas, quando morre, a multidão se diverte em espetar-lhe a língua com estiletes. O Homem de Estado possui fidelidade e pureza de ideais. Não é em vida, vitoriado em carros de triunfos. Mas, à sua morte, o povo o eleva à glorificação dos altares.
É com a matéria prima dos homens de Estado que os regimes plasmam a sua glória.
O político faz-se como o gramático. O homem de Estado nasce, como o poeta.
Um é a conquista do próprio homem, obtida pelo estudo ou pelo interesse. O outro é uma criação que surge de séculos a séculos; é um presente da natureza, uma dádiva do destino.
Um é a glória de uma ambição. O outro é uma apoteose de uma vocação.
O político vive do presente. O homem de Estado do futuro.
Um vive para os seus contemporâneos. O outro se projeta na prosperidade.
Um fala o idioma comum dos homens. O outro, a linguagem mística dos tempos, e, por isso, nem sempre o Homem de Estado pode ser compreendido em vida.
O político surge na vida pública sob os únicos estímulos do seu interesse. O Homem de Estado traz para o poder uma idéia que deve ser posta em marcha.
O político orienta-se pelo interesse privado. O Homem de Estado, pelo interesse público.
Para um, a política é o trapézio, onde as vitórias do cinismo têm as galas de habilidades acrobáticas. Para o Homem de Estado, a ação de governo é um sacerdócio e, em vez de trapézios, deve construir arcos de triunfo.
O renome do político dilata-se facilmente em superfície e atinge muitas vezes ampla popularidade. A fama do Homem de Estado cresce em profundidade, lentamente, mas mergulha suas raízes nas sombras da História e a posteridade aprenderá o seu nome de cor.
Um tem a escassa limpidez do vidro. O outro, a fulguração eterna do diamante.
Cada vez que vejo um ser humano sendo massacrado pelo sistema (seja o sistema político, religioso, econômico, etc.), sinto o estômago revirar, a garganta fechar e o choro vir à tona.
É questão de direitos. O Estado, as igrejas, os sustentadores da economia têm a obrigação de "morrer" antes de qualquer cidadão da "base". Essa é a ordem correta.
Nenhuma instituição é mais valiosa do que uma única vida.
Eu tento entender, mas não consigo. Tento de novo, e não me é possível compreender o ciclo vicioso que caímos, porque quem sempre pôde ajudar a mudar a realidade, sem muito esforço, também nunca se interessou por isso. Colocam seu dinheiro acima do prato de comida digno para muitos outros.
Quem se negaria a ter educação de alta qualidade? E aqueles que têm a oportunidade de dar educação de qualidade para todos, mas não dão?
E são esses mesmos, que negam os direitos para todos, os primeiros a puxar o gatilho, quando alguém os incomodam. Para eles, a lei é matar qualquer um que os enfrente, ou que seja ser humano demais para sobreviver com o que eles oferecem.
Temos o dever moral de desrespeitar leis injustas.
Toda mudança política que não seja uma reforma total do sistema político, contribui para que a política continue sendo impotente para operar mudanças reais na sociedade.
Por questões político partidárias, as pessoas perdem a honra, os amigos e a capacidade de ser integro e viver uma vida comum na sua própria sociedade.(Sócrates Di Lima)
Político derrotado: candidato que não terá de explicar por que não pode executar suas promessas eleitorais.
No atual cenário político, apenas uma coisa desperta o meu interesse, merece toda a minha atenção, e deve ser tratada com imenso respeito: as piadas no WHATSAPP, e os MEMES nas redes sociais. Alguns valem realmente a pena.
A política desgraça a vida de um bom rapaz. Não tem jeito, político honesto é bom morto. Não dura muito tempo. As vezes eu fico tentando imaginar um mundo sem politicagem. Devo ser um sonhador.
"A moralização na política não exige a dizimação desse ou daquele partido político.
O que deve ser desejado é a limpeza da sujeira e o descarte apropriado do rejeito."
A democracia é o único sistema político em que eu posso falar os maiores absurdos e não ser preso por isso. Nas ditaduras, até mesmo – e sobretudo – as verdades são perigosíssimas para a saúde do falante.
Ao poeta e político Benedicto Monteiro
A força das águas inunda de beleza a Amazônia. A Terra Molhada, caída, traz a lembrança dos que partiram, mas deixa também o cheiro da saudade, a saudade cristã, aquela saudade que vem com Deus, provedor da natureza, do Alenquer, das barrancas, da poesia e da rede dos pescadores no Tocantins.
A força da amazônia traz a voz dos cantores perdidos, traz o grito da esperança, traz a alegria dos filhos paridos à beira do rio... filhos tantos de Botos que se perdem na correnteza! Filhos que crescem na fantasia dos curupiras e vão amadurecendo indo embora no Carro dos Milagres!
A Amazônia é a força e todos os filhos molhados e tingidos pelo seu verde, no coração da mata, são tingidos também pela alma dos poetas inusitados, dos diplomatas e dos heróis não combatidos, dos políticos honrados guardados no chão de Belém, um horizonte sem fim.
