Poetas Ingleses
Vê como o meu anel se ajusta ao teu dedo, tal como o teu peito encerra meu triste coração. Usa-los ambos, porque ambos são teus, e se for lícito a este teu pobre e dedicado servo implorar um favor à tua graciosa mão, para todo o sempre assim confirmarias a sua felicidade.
Não tenham medo da grandeza. Alguns nascem grandes, alguns conseguem a grandeza , e outros têm a grandeza imposta a eles.
Do sonho a realidade. Da noctibulância o piso quente-frio da litosfera. Espera eu deglutir, digerir. Reordenar as atividades nucléicas e produzir as enzimas certas para empatar essa ambigüidade. Que forçoso é estar com os sentimentos nos céus e os pés no chão. Ter o infinito na palma da mão e o universo numa casca de noz e considerar rei do espaço infinito...
Laertes para Ofélia in Hamlet:
Cuidado, Ofélia amiga! Fica na retaguarda dos anseios, a coberto dos botes dos desejos. Já a prodigalidade é numa virgem revelar a beleza à própria lua. Da calúnia a virtude não se livra. Muitas vezes, o verme estraga as flores primaveris, bem antes de se abrirem. No orvalho e na manhã da mocidade o vento contagioso é mais certo. A mocidade é inimiga de si mesma.
"Dentro de mim, no entanto, tenho algo que supera a aparência. Todo o resto é adorno, enfeite da dor."
Não devemos odiar aqueles que erram conosco porque assim Que começamos a odiamos comecamos a nos tornar
Exatamente como eles patéticos
, falsos e amargos
Meu único amor, nascido de meu único ódio! Cedo demais o vi, ignorando-lhe o nome, e tarde demais fiquei sabendo quem é
Há uma maré
Existe uma maré nos assuntos dos homens.
Que, tomadas com o dilúvio, leva à fortuna;
Omitido, toda a viagem de sua vida
É ligada nos baixios e misérias.
Em um mar tão cheio estamos agora flutuando,
E devemos pegar a corrente quando ela atende,
Ou perder nossas aventuras.
Suas idéias razoáveis são como dois grãos de trigo perdidos em dois alqueires de palha: gastais um dia inteiro para encontrá-los; mas, uma vez achados, não compensam o trabalho.
És para meus pensamentos como alimento para a vida, ou como as
chuvas brandas para o solo em época deseca.
Suplico aos senhores que, em suas cartas, falem de mim como sou. Que nada fique atenuado, mas que se esclareça também que em nada houve dolo. Os senhores devem mencionar este que amou demais, com sabedoria de menos; este que não deixava-se levar por sentimentos de ciúme, mas que por artimanhas alheias, chegou aos extremos de uma mente desnorteada; este cuja mão, como faz o índio mais abjeto, jogou fora uma pérola mais preciosa que toda sua tribo, este que, de olhos baixos, apesar de não ser de seu feitio mostrar-se comovido, agora derrama lágrimas de maneira pródiga, como as árvores das Arábias derramam sua goma medicinal... Ponham isso no papel.
(Otelo)
