Poesias que Falam da Natureza

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Dominar a natureza através da técnica é o ápice da racionalidade. É a prova de que não estamos aqui para apenas "contemplar" o ser, mas para transformá-lo conforme nossa necessidade e desejo.

O ser humano é um ser estocástico por natureza; nossa genialidade nasce do erro, do esquecimento e do insight que surge quando menos o procuramos.

A única salvação começa aqui e agora; pois tudo que é eterno é, por natureza, infinitamente vazio.

A ciência e religião nunca caminham juntas, quanto mais sabemos sobre a natureza, menores se tornam as chances de qualquer divindade existir!

A humanidade dominou muitas forças da natureza antes de aprender a dominar a força de seus próprios conflitos.

Quando o Direito ignora o clima, a natureza transforma a omissão jurídica em consequência histórica.

O planeta não precisa de direitos escritos contra a natureza, mas de leis que compreendam que a natureza é condição de todos os direitos.

A natureza não comparece aos tribunais, mas todas as futuras gerações comparecerão para julgar nossas decisões.

A crise climática revelou uma verdade antiga: a natureza não é propriedade da humanidade, é a condição material de sua existência.

A natureza não precisa de representação simbólica; precisa que o Direito reconheça sua indispensabilidade.

“A igualdade é a memória jurídica de que nenhuma pessoa recebeu da natureza o direito de valer mais que outra.”

A ciência pode demonstrar que determinada afirmação sobre a natureza é falsa sem demonstrar que toda experiência religiosa seja falsa; entre uma conclusão e outra existe um território que exige cautela.

A natureza não assina contratos com nossas teorias; somos nós que, depois de observá-la, redigimos leis para tentar domesticar sua indiferença.

A natureza não conhece a serenidade que a imaginação humana atribui à existência; sob a superfície da ordem, a vida permanece atravessada pela disputa silenciosa entre necessidade, sobrevivência, desejo e finitude.

Entre a fé que admite sua natureza de crença e o dogma que exige ser tratado como evidência existe toda a distância entre humildade e poder.

A natureza não consulta a vontade individual antes de colocá-la dentro da existência; viver é entrar em um movimento que começou antes de nossas próprias escolhas.

Compreender a natureza humana é reconhecer que muitos conflitos mudam de aparência, mas preservam estruturas semelhantes de desejo, medo, vaidade, competição e poder.

A natureza não desperdiça finalidades sem razão; compreender uma coisa exige investigar não apenas aquilo de que ela é feita, mas também aquilo para o qual tende.

A natureza não precisa ser destruída para ser aperfeiçoada; muitas vezes, o verdadeiro desenvolvimento consiste em realizar aquilo que nela já contém uma possibilidade de excelência.

Não estamos fora da natureza quando amamos, odiamos, sofremos ou desejamos; somos precisamente natureza tentando compreender a si mesma através da consciência.