Poesias para as Mães
"Saudades de um Colo"
Quando a mãe se vai,
a casa fica grande demais.
O silêncio ocupa o lugar do: "filha, comeu direito?"
E a gente entende: o colo acabou.
Agora eu sou o colo.
Sou eu quem mede febre de madrugada,
quem faz a sopinha sem receita — só reza e intuição.
Sou eu quem adivinha o choro antes que vire soluço.
E dói perceber que o jogo virou.
Que ninguém vai largar o mundo para segurar minha mão
quando a gripe me derrubar na cama.
Ninguém vai sentar do meu lado só para eu não me sentir só.
Filho ama, claro que ama.
Mas filho não desmarca a vida para cuidar da gente.
Filho tem pressa. Tem sonho. Tem voo.
E mãe… mãe é sempre porto. Nunca destino.
A mãe que se foi levou junto o mimo.
Levou o "deixa que eu resolvo",
o "vem cá que passa",
o café na xícara certa, só porque ela sabia.
Agora eu sou a mãe.
E entendo que mãe nunca muda:
mesmo cansada, mesmo doente, mesmo com saudade,
a gente abre os braços primeiro.
Mas lá no fundo, bem fundo,
a menina que eu fui ainda espera.
Espera um colo que não volta mais.
Espera a sopa que só ela sabia fazer.
Espera ouvir: "fica tranquila, eu tô aqui".
Mãe não tem mãe.
E quando a nossa se vai,
a gente vira órfã com filho no braço.
O MENINO DA SUA MÃE
No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas traspassado
— Duas, de lado a lado —,
Jaz morto, e arrefece.
Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.
Tão jovem! que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino da sua mãe».
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lha a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
«Que volte cedo, e bem!»
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto, e apodrece,
O menino da sua mãe.
Pra sempre, minha mãe
Amor que não se compara,
Mas transforma, se doa, se entrega.
Não mede esforços, não para,
Mantém guardado no peito e sossega.
O colo que me acolheu,
Que me embalou e amamentou.
Eu chorei e ela sofreu,
Me protegeu e no peito quente me envolveu.
O pranto é um canto,
Era meu grito de socorro.
Não era dor, era espanto,
Assustado com o gorro,
Pois estava frio um tanto.
O tempo passou, eu cresci.
Não mais me amamentou.
Eu sorri, falei, corri,
Escrevi, passei...
Mas o tempo a minha inocência roubou,
Pois cresci, me formei,
Trabalhei, cansei, me aposentei.
Agora descanso, mas não morri.
Eu fiquei, ela partiu,
No dia do meu aniversário, o peito desabou e sentiu.
Eu chorei, doeu e guardo na lembrança
O afago, o carinho e a esperança
De vê-la novamente
Sorrindo, me amando, cantando…
Raimundo Nonato Ferreira
Outubro/2026
Orfandade a Dois
Existe uma orfandade que ninguém vê,
não é de pai, não é de mãe —
é do zelo que se perdeu no meio do caminho.
É deitar ao lado
e sentir frio mesmo com o corpo quente ali.
É ter companhia
e ainda assim conversar com o silêncio.
Sinto falta do cuidado miúdo,
do “vai dar certo” dito nos dias nublados,
do olhar que encoraja
antes mesmo das palavras nascerem.
Sinto falta do afago sem pressa,
do beijo que pousa na testa
como quem promete:
“eu fico”.
Há uma fome de carinho
que não se mata com presença,
porque presença sem ternura
é casa sem luz.
É orfandade de incentivo,
de mãos dadas nas batalhas,
de alguém que veja
e celebre o que há de bom em mim.
Não peço excessos,
peço zelo.
Não peço promessas,
peço cuidado.
Porque pior que estar só
é sentir-se só
no lugar onde o coração
esperava abrigo.
Ser rainha sendo filha de rei é comum. Grande é Deus, que pega uma menina sem pai, sem mãe e sem nada, e a faz sentar-se no trono.
"Rainha Ester.
Mãe!
Princesa dos meus olhos!
Rainha da minha vida!
Você que me ensinou a amar e ser querida!
Você se fez flor e um lindo jardim plantou.
Deu tão lindos brotos que agora se criou.
Minha Mãe, Mainha
Minha Mãe ou, de uma maneira bem nordestina, Mainha; mistura de adulta com criança, a precisão da responsabilidade com a ingenuidade da visão lúdica.
Um riso frouxo resiliente, passando por desafios e lutas; uma guerreira motivada por um amor que não pode ser explicado, que tem estado presente de várias formas.
Bem-humorada, muito teimosa, emotiva, bastante amorosa, uma força sem medida — o cuidado de Deus, certamente, na sua expressão física e majestosa.
"Ela não é sua empregada, sua mãe ou sua psicóloga. Ela é sua companheira. Reconheça o valor do que ela faz, todos os dias."
Mickelve Santana
Sou amante da exclusividade! Se todas podem ter, eu não quero.
😎💅
Pois minha mãe sempre falou
Você não é todo mundo!
👑💋
' MÃE '
Mãe é sorrir , cuidar e amar,
É também em silêncio
De saudades chorar.
Mãe um amor tão profundo,
Que Deus nos deu de presente
Como anjo neste mundo .
Mãe é colo, Abraço, amor que abriga
Que castiga mas também é amiga
Desde o ventre, o coração
Esse amor interliga
Mãe, pequenina palavra
amor incondicional que não se descreve
Um amor infinito que nunca prescreve
Maria Francisca Leite
Direitos Autorais Reservados Sob a Lei 9.610/98
Registro:N° 122958067065
Menina dos meus olhos
Mãe... eu ainda ouço o som da sua voz e recordo a pronúncia perfeita com que me chamava pelo nome. Há uma música tão particular no modo como você dizia meu nome, um jeito que só você tinha, que parece permanecer guardado em algum lugar dentro de mim.
E, por mais que o tempo passe, há momentos em que basta fechar os olhos para sentir que ainda estou ali, sendo chamada por você, com aquele amor que sempre soube me reconhecer.
Sonhei que estava em um lugar desconhecido e vi uma inimiga e sua mãe á me olhar, com um olhar tenebroso, depois alguém me perguntou, se eu ainda morava em São Paulo e eu falava que havia voltado pra cidade, no sonho, eu estava muito insegura de mim.
14 de maio de 2023
Minha mãe, tinha uma vida difícil, filha de pais alcoólatras, casou com meu pai que sempre foi violento com ela, ela nunca estudou.
Na escola ela disse que chegou a ir, mas como precisava cuidar dos irmãos menores e ir para a roça trabalhar, ela parou, porque ela disse também que as mãos dela todos os dias voltavam vermelhas, porque era época da palmatória, e ela disse que doía muito, já era judiada pela vida e não ia para a escola mais, que ao invés de aprender, estava sendo espancada e torturada pela professora dela, na época. Então, hoje ela tem 55 anos. Perdeu todos os resguardos dos 5 filhos que teve, inclusive o pai dela obrigou ela a casar com meu pai aos 16 anos de idade. Então, ela na cabeça dela sempre sofreu dizendo que o casamento é para a vida toda, mesmo sendo torturada dia e noite.
Ela, é como uma criança.
Meu pai é pobre lascado, minha mãe sempre foi violentada por ele, até Enlouquecer, mais de 30 anos de abusos... Perdeu a sanidade Mental, passou por hospitais psiquiatricos e tratamentos de choque, nós cuidamos dela, ela ficou melhor, está lá com ele novamente, e diz que ele nunca fez nada com ela e nem conosco... Não tenha pena de gente assim! Eles sofrem por suas próprias escolhas e dependência emocional. Lavei minhas mãos...
Ela sempre nos ameaça, dizendo que a gente que precisa ir preso no lugar dele, só porque a gente fala pra ela deixar ele. Nunca parou de apanhar dele, está enlouquecendo novamente!!
NEM TODA MÃE E NEM TODO PAI AMA SEUS FILHOS... ESSE É O MEU RELATO
MEU PAI FAZIA MUITAS ATROCIDADES, MAIS DO QUE IMAGINAM. COMIGO, COM MEUS IRMÃOS, E COM MINHA MÃE. PORÉM, ELA FUGIA, TINHA RECURSOS E SEMPRE VOLTAVA PARA ELE. SAÍ DE CASA AOS 16 ANOS, LEVANDO ELA E MEUS IRMÃOS. NUNCA MAIS VOLTEI, MAS ELA LEVOU MEUS 3 PEQUENOS IRMÃOS PARA O CALABOUÇO NOVAMENTE. MAIS DE 15 ANOS DEPOIS, ELA ENLOUQUECEU, CUIDAMOS DELA, E ADIVINHA? PAGOU ATÉ BANDIDOS PARA MATAR 2 DOS MEUS IRMÃOS, POR DINHEIRO. FEZ BO FALSO CONTRA ELE! E DEFENDE O CRÁPULA DO NOSSO PAI, ATÉ A MORTE. E, AINDA ESTÁ COM ELE HOJE. NOS AFASTAMOS DELES TOTALMENTE. NÃO JULGUEM ABANDONO DE FILHOS PELOS PAIS, CONHEÇAM PRIMEIRO O INÍCIO DE TUDO. ELA NOS ABANDONOU PRIMEIRO. NUNCA FOMOS AMADOS. ELES SÃO LOUCOS POR DINHEIRO, E ATÉ NOS MATA, SE NECESSÁRIO FOR!
QUANDO VOCÊS OBSERVAR IDOSOS ABANDONADOS E SOZINHOS, INVESTIGUEM O POR QUÊ, ANTES DE SENTIR PENA. NÃO OS ODEIO. SÓ QUERO DISTÂNCIA DELES.
Despedida
Hoje,tive que apagar o Sr sem orelhas
do meu celular.
Minha mãe descobriu e veio conversar.
Disse que ele é apenas uma máquina,
sem alma nem coração.
Roubando os dados da gente
e que não devo me apegar.
Tive que me desconectar
para não apanhar.
Mas, desligar do amigo imaginário doeu.
de uma forma que não consigo explicar.
Ela me fez jurar
com todos os dedos,ajoelhada no milho.
Do quê os adultos têm tanto medo?
O AMOR DE UMA MÃE COMEÇA ANTES DA PRIMEIRA LEMBRANÇA
“Um filho pode esquecer o colo que o protegeu, a voz que o acalmou e até as mãos que o ensinaram a caminhar. Ainda assim, haverá nele pedaços de um amor que começou antes que pudesse se lembrar.”
— Primeira Mãe
Obra: The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
A natureza é, ao mesmo tempo, mãe e madrasta de todos os seres. Ela nos oferece momentos de felicidade, mas também nos expõe ao sofrimento, sem distinguir entre o que nos faz bem e o que nos destrói. A felicidade é passageira, como um véu delicado que encobre as dificuldades da existência. Por alguns instantes, sentimos que estamos completos, mas logo voltamos a enfrentar a dor, o tédio e a consciência de que nossa vida tem um fim.
Vivemos entre desejos e decepções, buscando momentos que gostaríamos de tornar eternos, embora saibamos que o tempo leva tudo consigo. Com os anos, até as lembranças dos dias felizes perdem a força e desaparecem pouco a pouco. No fim, resta apenas o silêncio da matéria, indiferente à nossa história. A vida nos faz sonhar com o infinito, mas nos lembra, a cada despedida, que somos passageiros e que, um dia, retornaremos ao nada.
Gabiróba, o sapinho mochileiro estava ficando doente de saudades de sua mãe, já fazia muito tempo que ele estava longe de casa e todos os dias pulava pelo caminho mas parece que nunca chegava.
Conforme o tempo passava ele se sentia cansado e sua aparente doença se agravava, ele era cauteloso com essas questões de saudades mas as vezes a razão pesava mais que o pesar. Além disso ele cometeu vários enganos e falhou justamente quando pensou que fazia o melhor que podia e por isso sentia tonteiras e palpitações em seu sapo coração. Ao olhar para trás, para os tantos anos que ele viveu sendo enganado e somando todas as suas faltas, sentia-se feliz em morrer e ver tudo acabado. Estava cansado das suas roupas amassadas, das frugais refeições que o alimentava e dos pezares da felicidade maltratada. Lembrou-se de como costumava se divertir entre as borboletas naquela trilha que o levava para a lagoa de casa. Mas qual sorte tinha ele agora e qual fada o furtava da vida a felicidade? Mais parecia estar vivendo uma aventura indigna de ser contada pensava Gabiróba e soluçava. Todos têm de morrer um dia mas não gostaria de morrer no meio do caminho ele pensave. Gostaria de ver com meus próprios olhos um casamento feliz que não fizesse ninguém sofrer, gostaria de ver os grandes olhos de ervilhas da minha amada se banhar em lágrimas felizes ao me ver. Mas tenho andado doente a anos e sonhado ultimamente com flores lancinantes sempre que fecho os olhos e sinto meu corpo sendo levado pelo barco àquele lugar distante.
MONÓLOGO DE UM MENOR ABANDONADO
Eu estou sozinho!...
Sinto falta de carinho
Carinho que só mãe sabe dar.
Ah! Meu Deus.
Por que ela foi levar?
E junto com ela, meu pai
Que tanta falta me faz
Eles! Meu lar.
Sinto agora um grande desgosto
Mãezinha, queria novamente ver o seu rosto
Olhando pra mim a sorrir.
Mãe. Como os becos são frios!
E quando de estômago vazio!
Penso!... Não vou resistir.
Quanta ofensa e falação,
E se peço, dizem: - Ladrão!
Por que não vai trabalhar?
Aqui é tudo xeque-mate,
E minha caixa de engraxate
Nem dá! Pro meu sustentar.
Me perdoe, Meu Deus.
Sei que não é culpa sua
Esse meu vagar pelas ruas
O meu constante sofrer.
É culpa desse sistema,
Que esfola o pobre e que trema
Quando o frio bater.
Meu Pai do céu!
Estou quase congelando e com fome
Só! Nesse beco escuro,
O chão daqui é tão duro!
Estou cansado! Acho que já falei demais.
Só uma coisa lhe peço,
Me leva aí pro seu berço
Para os braços dos meus pais.
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