Poesias Deus

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❝ ...Deus te abençoe e proteja de todas as maldades
do mundo. Que esta noite os anjos acampem
ao seu redor, te livrem de toda escuridão,
te de sonhos leves, e um despertar suave...❞

❝ ...Pedi a Deus para me enviar bons amigos,
que me tire desta solidão e que seja amparo
e luz. Deus foi além, me enviou um anjo, um
anjo bom cheio de amor e ternura. Meus dias
se encheram de alegria, aconchego e paz, tudo
isso graças a Você meu doce e lindo Anjo...❞
Autoria: Eliana Angel Wolf

❝...O bom da vida é a graça e a oportunidade que
Deus te deu para recomeçar... um novo dia...
uma nova historia... um novo capitulo...
É hora de virar a pagina do livro e escrever
uma nova história. Ontem foi uma experiência,
teve dor, lágrimas, solidão... Mas também teve
fé, teve Deus e teve colo. Deus me segurou e
amparou, me protegeu e guiou meus passos
num caminho mais seguro. Posso sentir a mão
de Deus em cada detalhe, em cada sorriso sincero,
em cada abraço verdadeiro, em cada palavra de
carinho e conforto. Deus esta no perfume das flores,
no olhar do irmão, no sorriso da criança,
e dentro daquele que te estendeu a mão....❞


--------------------------------Eliana Angel Wolf

Abençoado dia!!!

Te amo, pequena. Feliz aniversário!

Você é o motivo da minha alegria
você é o sonho de Deus realizando
em mim, você é a joia rara que Deus
me presenteou, você é o sorriso do dia,
o perfume das flores, minha doce menina
hoje é teu dia, o dia mais esperado do
ano, o teu aniversário. Fico admirada
e feliz de ver a garota linda que se tornou.
A esmeralda de Deus, o encanto do
papai e a felicidade da mamãe.
Minha doce menina, te desejo
toda felicidade do mundo, te amo
mil vezes mais a cada dia que passa,
que seus sonhos se realizem e que
o amor se multiplique a cada dia mais.
Te amo, pequena. Feliz aniversário.

Bom dia!

❝...Lindo poder acordar e ver que Deus
já preparou tudo. Desde o nascer ao
por do sol. Em mim um sentimento de
Paz invadi a minha alma. Sabe... Hoje
não quero muito... acho que quase nada.
Apenas viver este dia como se não
houvesse Amanhã...❞


---------------- Poetisa: Eliana Angel Wolf

Se for preciso, Deus usará até os pequeninos para alcançar e amolecer os corações dos que se acham grandes.


O Eterno Pai sempre surpreende!


Ele escolhe o improvável, o frágil, o pequeno — justamente para lembrar aos “grandes” que nada é pelo poder humano, mas pela graça d’Ele.


Deus não mede a grandeza da alma pela régua do mundo.


Aqueles que se consideram fortes, imbatíveis, muitas vezes se tornam cascas grossas, insensíveis…


Mas o Senhor, em sua infinita sabedoria, usa justamente os pequeninos — aqueles de coração simples, de gestos discretos, de fé sincera — para tocar e amolecer os corações empedernidos.


Assim, Ele nos mostra que a verdadeira força não está na imponência, mas na humildade; não está nos berros, mas nos sussurros; não está na ostentação, mas no amor silencioso que transforma vidas.

Sempre que vejo alguém se valendo do nome de Deus para se Esconder, Aparecer e se Promover, sobretudo na arena política, lembro da perseguição ao Filho d'Ele…


Mataram-no!


E foram justamente os religiosos da época que perseguiram o Filho d’Ele até a cruz.


Mas, ali, no desfecho da maior injustiça, não estava cercado por sacerdotes ou homens de fé, mas ladeado por dois ladrões.


A lembrança é dura, mas necessária: a vaidade dos que se dizem de Deus pode ser tão nociva quanto a agenda oculta dos que O negam.

Bendito seja Deus, que teve o cuidado de escolher o 28.º dia de outubro — ou nada — para me favorecer com a graça de confiar-me àquele que veio para laurear meus dias e, por vezes, salvar-me até de mim mesmo: o Homem da minha vida!


A ti rogo toda sorte de bênçãos, em nome de Deus Pai, de Deus Filho e do Espírito Santo.


Sei bem que tu sabes, mas a minha eterna gratidão pela tua existência — e a certeza da finitude da vida — obrigam-me a repetir: te amo, filhão!


Feliz aniversário!


Ao meu filho amado, Alessandro Teodoro Jr.!

Amado Filho!


A sua existência é a prova mais viva de que Deus opera milagres imensuráveis no nosso cotidiano.


Cada ano de sua vida é um novo capítulo de uma história que eu jamais imaginaria escrever, mas que me preenche de um amor que transcende o tempo e a finitude cobrada pela vida terrena.


A sua chegada foi como o raiar de um sol que afugentou as minhas sombras, e a sua presença é a âncora que me mantém firme até nas mais tempestuosas marés.


Agradeço sempre a Deus por ter me dado a graça de ser seu pai, por ter a oportunidade de vê-lo crescer e ser o "Homem da minha vida".


A sua bondade, força e capacidade de me salvar até de mim mesmo — são dons preciosos que eu guardo no coração.


Que a Santíssima Trindade — Pai, Filho e Espírito Santo — continue a iluminar o seu caminho, derramando sobre você toda sorte de bênçãos, saúde, paz, alegria e amor.


Meu filho, a vida pode ser finita, mas o meu amor por você é infinito.


E a cada novo ano, a certeza desse sentimento só cresce.


Repito, com o coração transbordando de gratidão: te amo, filhão!


Feliz aniversário!


Com todo o amor e carinho embrulhado na certeza de não ser o melhor pai do mundo, mas ornado em laços de certeza de ser agraciado com o melhor filho que eu poderia ter.

⁠Acordar é tão Fácil, basta estar vivo!
E enquanto Deus te deixa acordar, é porque Ele espera que você Desperte.

⁠⁠Acordar é tão Fácil — basta estar vivo!
Mas se Deus te deixou acordar, é porque Ele espera que você Desperte.


Acordar até parece algo automático: o corpo abre os olhos, respira, se move… e seguimos.


Mas viver acordado não é o mesmo que estar desperto.


Despertar é perceber o que realmente importa: que há Vida depois dessa vida falível.


É ouvir o chamado que você insiste em adiar...


Enxergar o propósito escondido na rotina.


É reconhecer que cada manhã é mais que repetição — é convite, oportunidade...


Porque, se Deus te deixou acordar hoje, não foi apenas para existir.


Foi para despertar, para não desperdiçar o que só você pode decidir...


E despertar, ao contrário de acordar, não acontece no travesseiro.


Acontece na consciência.


Acontece na coragem.


E acontece especialmente quando você decide viver para além da vida.

Aquietai o vosso coração, tudo que a Tempestade de Fora precisa — é saber o tamanho do Deus que vive nele.


Tenha fé, aquietai o vosso coração!


Porque, por mais que os ventos lá fora pareçam berrar tragédias e anunciar derrotas, eles, nada sabem sobre o tamanho do Deus que se levanta aí dentro.


A tempestade só mede forças com o que vê; nós, porém, só caminhamos sustentados pelo quanto cremos.


Aquietai o vosso coração!


A fúria do lado de fora só precisa descobrir que, dentro de cada um de nós, habita um Deus que não se intimida com ondas, nem se retrai diante de trovões.


Ele não entra em pânico, não se atrasa e nem negocia Sua soberania.


Aquietai o vosso coração!


Porque quando o interior se alinha à paz que vem do Alto, o exterior perde o direito de comandar o medo.


E a tempestade — por maior que seja — percebe enfim que jamais poderá derrotar um coração onde Deus faz morada.


Aquietai-o, portanto — não porque tudo está calmo, mas, porque Aquele que vive em nós, é infinitamente maior do que tudo que ousa rugir lá fora.


Assim seja, amém!⁠

⁠Talvez seja muito mais fácil lidar com o barulho de quaisquer doenças permitidas por Deus do que com o barulho apressado das suas propagações.


Lidar com o peso silencioso de um diagnóstico permitido por Deus é tão pavoroso quanto lidar com o estrondo apressado dos que o espalham.


Uma enfermidade jamais alcançaria um filho de Deus sem a autorização d'Ele, mas o “disse me disse” — é escolha humana.


E a dor, esta, quando chega, costuma pedir recolhimento, tempo e respeito.


Ela ensina a alma a caminhar devagar, a ouvir o próprio coração e a buscar sentido onde o ruído não alcança.


Já o barulho da divulgação precipitada não cura, não consola e não edifica — apenas expõe, rotula, espalha o caos e multiplica feridas.


Há sofrimentos que são sagrados demais para virar assunto, estatística ou opinião.


Deus, em Sua permissão, conhece a medida exata do fardo que cada um pode carregar; as pessoas, em sua pressa, conhecem raramente a medida do silêncio necessário.


Entre o diagnóstico e a esperança, existe um santuário de silêncios onde só cabem a misericórdia, a oração e o cuidado.


Talvez o verdadeiro amor não esteja em falar rápido, mas em calar na hora certa.


Porque há dores que Deus confia ao coração… e há barulhos que o mundo faz sem jamais ter sido autorizado a fazê-lo.


Em que pese a fome apressada de informações, interesse e curiosidade coexistem, mas gritantemente se diferem.


Enquanto a curiosidade chega metendo os pés na porta, o interesse se oferece para trabalhar o caos nos cômodos que se apresentam.


Que nenhum diagnóstico se confunda com sentença, nem a informação com a exposição!
Amém!

Por um amigo, se for preciso, eu brigo com os meus, com o mundo e até com meu Soberano Deus.


Se for preciso, eu enfrento os meus, o mundo inteiro — e até o agridoce silêncio que faço diante d'Ele.


Não por soberba, nem por rebeldia, mas, porque a amizade verdadeira também é um grandioso ato de fé.


Há laços que não se sustentam em conveniência, mas em compromisso.


Amizade não é aplauso automático, é presença que permanece quando a razão manda recuar.


É escolher ficar quando o mais fácil seria se esconder atrás do “não é problema meu”.


E se às vezes esse amor me coloca em tensão até com Deus, não é afronta: é oração em forma de luta.


É Jacó mancando depois de muito insistir…


É Abraão perguntando, Moisés intercedendo, Jó reclamando sem deixar de crer.


A fé madura não foge do confronto; ela o atravessa.


Defender integralmente um amigo não é substituir Deus, é confiar que Ele suporta nossas perguntas e entende nossa lealdade.


O Deus que nos ensina a amar o próximo não se escandaliza quando levamos esse amor às últimas consequências.


Porque, no fim, não brigamos com os nossos, com o mundo e até contra nosso Soberano Deus por um amigo — brigamos diante d’Ele, certos de que a justiça, quando é verdadeira, nunca anda separada do amor.


É no “amar verdadeiramente o próximo como a ti mesmo” que se resumem todas as leis e profetas.

⁠Que Deus é fiel,
o mundo já sabe,
ou ao menos deveria saber — e nós, até quando somos fiéis?


Deus tem sido sempre tão Generoso conosco que, se a Graça não fosse um Favor Imerecido, o Constrangimento talvez fosse muito maior que a Gratidão.


Não porque me falte reconhecimento, mas, porque sobra consciência das próprias falhas.


A graça, quando compreendida de verdade, não infla o ego — ela o desarma.


Talvez, sem essa plena consciência de imerecimento, dificilmente eu escaparia do abraço do constrangimento.


E há algo de profundamente pedagógico no favor que não se pode pagar, negociar ou justificar.


Ele nos retira do centro do palco, desmonta a agridoce ilusão de mérito e nos coloca no único lugar possível diante do Divino: o da humildade…


A Espiritual e a Intelectual.


Quem entende a graça não anda de peito estufado; anda de cabeça baixa, não por culpa, mas por reverência.


O constrangimento, nesse contexto, não é a vergonha paralisante, é puro espanto.


É perceber que, apesar de quem somos, carregados de rastros de podridão, continuamos sendo alcançados pelas mãos misericordiosas do Pai.


Que mesmo quando nossas mãos estão vazias de boas razões, elas ainda são preenchidas de misericórdia.


E isso nos educa mais do que qualquer repreensão.


Talvez a maior evidência de maturidade espiritual seja justamente essa: não transformar a generosidade de Deus em direito adquirido, nem a graça em moeda de barganha.


Quem vive consciente do favor imerecido não se acostuma com ele — agradece, cuida e tenta responder, não com merecimento, mas com fidelidade.


Que Deus é fiel, o mundo já sabe ou ao menos deveria saber — e nós?


Até quando somos ou tentamos ser fiéis?

⁠⁠Com tanta má-fé se valendo do nome de Deus — invocá-Lo publicamente, em breve, causará mais Dúvida que Devoção.⁠


É tanta má-fé se valendo do nome d'Ele, que corre-se o risco de que a Sua invocação pública passe a soar como estratégia — e não mais como reverência.


Quando o Sagrado é usado para validar interesses, justificar abusos ou maquiar vaidades, ele deixa de apontar para o Alto e passa a servir ao ego humano.


A repetição vazia transforma a fé em ruídos.


Palavras que deveriam nascer do silêncio da consciência passam a ser gritadas em palanques, timelines e disputas morais.


E onde há excesso de exposição, quase sempre falta intimidade.


Deus, então, deixa de ser encontro e se torna argumento.


Não é Deus quem se ausenta — somos nós que O afastamos quando O reduzimos a slogan.


A dúvida não nasce da fé sincera, mas da incoerência visível entre o que se proclama e o que se vive.


Quando o discurso é piedoso, mas as atitudes são cruéis, a devoção se desgasta e a confiança se rompe.


Talvez o tempo esteja pedindo menos invocação e mais testemunho…


Menos menção pública e mais coerência privada.


Porque Deus nunca precisou ser defendido por quem não está disposto a ser transformado por Ele.


E a Fé verdadeira, quando existe, dispensa propaganda: ela se reconhece no Cuidado, na Justiça e no Amor que não precisa fazer alarde.

⁠Uma das inúmeras provas da Misericórdia de Deus é os asseclas apaixonados não perderem a voz
em meio a tanta Polarização.


Há uma misericórdia muito silenciosa que passa despercebida em meio ao ruído do mundo.


Talvez uma de suas provas mais evidentes seja o fato de que os asseclas apaixonados não perdem a voz, mesmo quando a polarização grita mais alto que a razão.


Em tempos em que a convicção vira trincheira e a opinião empunha arma, manter a voz é mais que um privilégio: é um ato de clemência.


Não porque tudo o que se diz mereça ser dito, mas porque a possibilidade de falar preserva, ao menos, a chance de um dia escutar.


Deus, em Sua paciência infinita, permite que falem — talvez esperando que, no cansaço do próprio eco, descubram o silêncio necessário para a reflexão.


A polarização rouba nuances, simplifica o complexo e transforma pessoas em rótulos.


Ainda assim, ninguém é privado da voz.


Não como punição, não como castigo…


A misericórdia está justamente aí: na permanência da oportunidade.


Enquanto há voz, há possibilidade de revisão, de arrependimento, de amadurecimento.


O silêncio imposto encerraria caminhos; a voz preservada mantém portas entreabertas.


Talvez o verdadeiro milagre não seja que falem tanto, mas que, apesar de tudo, ainda possam falar.


Porque a mesma voz que hoje defende cegamente, amanhã pode pedir perdão.


A mesma garganta que hoje grita slogans, um dia pode sussurrar dúvidas.


E onde há dúvida, ainda há humanidade.


No fim, a misericórdia divina não está em nos calar diante do erro, mas em nos permitir continuar falando até aprendermos, enfim, a dizer algo que realmente valha a pena.

⁠Os que usam o nome de Deus para se esconder, aparecer e se promover, fatalmente atiram para todos os lados.


Assim abraçam as almas carentes — Católicas e Evangélicas — numa braçada só.


Os que usam o nome de Deus como escudo e vitrine ao mesmo tempo, muito raramente, suportam o silêncio da própria consciência.


Escondem-se atrás do sagrado para não serem questionados, e se promovem com o que deveria ser íntimo, reverente e transformador.


Atiram para todos os lados, porque o alvo nunca é a verdade — é a visibilidade.


E, nessa chuva de palavras “ungidas”, acabam abraçando numa única braçada as almas carentes, sejam católicas ou evangélicas, não para acolhê-las, mas para capitalizar suas dores, medos e esperanças.


A fé, que deveria ser caminho de libertação, vira instrumento de influência.


O púlpito se confunde com palanque.


O testemunho vira marketing.


E o nome de Deus, que deveria ser pronunciado com temor e responsabilidade, passa a ser usado como selo de autoridade incontestável.


Almas carentes não precisam de donos espirituais; precisam de cuidado verdadeiro.


Não precisam de quem grite mais alto em nome do céu, mas de quem viva o que prega na terra.


Porque Deus não precisa de assessores de imprensa, nem de promotores apaixonados — precisa de corações íntegros.


Quando o sagrado vira estratégia, perde-se a essência.


E quem transforma fé em ferramenta de autopromoção talvez conquiste seguidores apaixonados, mas dificilmente constrói discípulos.

Apesar do livre-arbítrio, Deus nos permitiu viver rodeados de anjos e demônios só para facilitar a nossa escolha.

Talvez não como seres alados ou criaturas sombrias que habitam cantos invisíveis, mas como presenças sutis que se manifestam nas pequenas decisões do cotidiano.

Eles não sussurram necessariamente em nossos ouvidos — muitas vezes falam através das nossas próprias justificativas, dos impulsos que acolhemos sem questionar, das escolhas que fazemos quando ninguém está olhando.

Os “anjos” aparecem quando sentimos o incômodo da consciência, quando hesitamos antes de ferir alguém, quando escolhemos o caminho mais difícil por saber que é o mais justo.

Já os “demônios” se revelam nas racionalizações convenientes, na pressa em culpar o outro, na facilidade com que cedemos ao ego, ao orgulho, à indiferença.

O livre-arbítrio, então, talvez não seja apenas a liberdade de escolher, mas o peso inevitável de conviver com essas duas forças em permanente disputa em nós.

Não somos necessariamente vítimas delas — somos o campo onde elas se encontram.

E, no silêncio de cada decisão, somos também o juiz.

O curioso é que raramente percebemos o que escolhemos.

Preferimos acreditar que fomos levados pelas circunstâncias, pelo momento, pelo cansaço ou pela emoção.

Mas a verdade é mais desconfortável: quase sempre sabemos.

Sabemos quando poderíamos ter sido melhores…

Sabemos quando optamos pelo mais fácil em vez do mais certo.

Se Deus nos cercou de “anjos e demônios”, talvez não tenha sido para facilitar a escolha no sentido de torná-la óbvia, mas para torná-la inevitável.

Para que, em cada gesto, por menor que seja, sejamos obrigados a nos revelar.

No fim, não é sobre quem está ao nosso redor — é sobre quem permitimos que fale mais alto dentro de nós.

⁠Se Deus abominasse os Pecadores e não o Pecado, certamente não haveria Arrependimento passível de Perdão.


Pode parecer uma inversão sutil, mas profunda o bastante para revelar o quanto a esperança humana estaria condenada desde o princípio.


Se o erro definisse o ser, e não apenas o seu agir, então cada falha seria uma sentença definitiva, cada queda um veredito irreversível.


Não haveria espaço para recomeços, nem sentido em reconhecer a própria culpa, pois o arrependimento não encontraria eco — apenas rejeição.


Mas há algo de profundamente restaurador na ideia de que o pecado é reprovado, não o pecador.


Isso separa o erro da essência, a falha da identidade.


Permite que o ser humano, mesmo em sua imperfeição, não seja reduzido ao pior de si.


É essa distinção que sustenta a possibilidade de transformação — não como um apagamento do passado, mas como um ressignificar do presente.


Arrepender-se, então, deixa de ser um ato de desespero e passa a ser um movimento de retorno.


Um reconhecimento de que, apesar das escolhas equivocadas, ainda há um caminho de volta.


E que — o Céu é uma escolha possível!


E o perdão, longe de ser uma absolvição barata, torna-se um convite à mudança genuína, à reconstrução interior.


Talvez o maior perigo esteja justamente em fazer o oposto: quando nós, humanos, passamos a condenar, a desumanizar pessoas em vez de atitudes.


Quando rotulamos, descartamos e definimos o outro por seus erros, nos colocamos na contramão daquilo que dizemos acreditar.


Criamos um mundo onde ninguém pode mudar, porque ninguém é visto além da própria falha.


No fim, a possibilidade do Perdão não revela apenas algo sobre o Divino, mas expõe também um desafio profundamente humano: aprender a olhar para si e para o outro com a mesma medida de Misericórdia que tanto desejamos receber.