Poesias Deus

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O niilismo te liberta de deus mas te aprisiona no nada. O humanismo te liberta de deus e do nada te dando responsabilidade total sobre tua existência!

O niilista diz: "Sem deus, tudo é permitido." O humanista responde: "Sem deus, somos totalmente responsáveis por tudo que permitimos."

O ateísmo sem humanismo é apenas um deserto vazio; o verdadeiro ateu não nega a Deus para ficar sozinho, mas para finalmente encontrar o HUMANO.

O "deus" que você adora provavelmente é apenas o eco da violência que seus ancestrais sofreram para se ajoelharem.

Deus tem um plano maravilhoso para sua vida, principalmente se você gosta de sofrimento gratuito, injustiça arbitrária e mortes prematuras.

Eles dizem que deus trabalha em silêncio. Eu digo que esse silêncio é indistinguível da inexistência.

O niilista encara a ausência de deus e paralisa. O humanista encara a mesma ausência e diz: "Perfeito. Agora somos livres para ser humanos de verdade."

O niilista pensa que sem deus não há moralidade. O humanista sabe que a verdadeira moralidade só começa quando deus sai de cena e somos forçados a cuidar uns dos outros.

O niilismo te liberta de deus, mas te aprisiona no nada; o humanismo te liberta de ambos, te dando a única coisa real: a responsabilidade.

O niilista diz que sem deus tudo é permitido; o humanista entende que sem deus somos finalmente os únicos responsáveis por tudo o que permitimos.

Se o seu deus é tão poderoso, por que ele sempre precisa que os homens mais gananciosos da terra façam a coleta do dízimo por ele?

Dizem que deus criou o homem à sua imagem; pela quantidade de ódio e vaidade que vejo nos templos, o homem fez um trabalho de espelho perfeito ao criar o seu deus.

A santidade é apenas o tempero que deus usa. Deus é uma velha gulosa que só aceita as almas mais espiritualizadas porque as mundanas dão azia.

Deus é aquela avó que nunca está satisfeita. Ela ignora o resto do buffet e vai direto nas almas mais espiritualizadas, porque, depois de bilhões de anos, o paladar divino ficou exigente demais para qualquer coisa que não tenha gosto de nirvana.

Deus é uma criança birrenta com poderes infinitos: cria o brinquedo, se irrita com ele e quebra tudo quando não é obedecido.

Deus é um narcisista absoluto: cria o universo inteiro apenas para ouvir elogios de uma espécie microscópica.

Deus é um roteirista preguiçoso: repete tragédias, recicla vilões e chama isso de “plano perfeito”.

Deus é um gato cósmico que observa a humanidade com tédio metafísico, então ele empurra o universo da mesa só para ver o caos cair e só se manifesta quando sente aquele velho apetite por adoração.

Deus não precisa de dinheiro, mas o diabo precisa, pois ele adora luxo. Se o coisa-ruim existe, ele está vestindo terno importado no altar, rindo da sua cara enquanto você financia o inferno na terra achando que está comprando um lote no céu.

Num belo dia ensolarado, diante de todos eu julguei o deus "cristão" por seus vários pecados, (genocídio no dilúvio, extermínios coletivos, punições eternas e chantagem moral) então condenei-o à destruição e ao esquecimento absoluto.