Poesias de Amor de Jorge Amado

Cerca de 40 poesias de Amor de Jorge Amado
Jorge Leal Amado de Faria (1912-2001) foi um escritor brasileiro traduzido para diversos idiomas. Marcou a literatura ao dar protagonismo às classes marginalizadas, e foi um dos autores mais adaptados para o cinema e a televisão. Alguns de seus livros de maior destaque são "Capitães da areia" (1937), "Gabriela, cravo e canela" (1958) e "Dona Flor e seus dois maridos" (1966).

Não possuímos direito maior e mais inalienável do que o direito ao sonho. O único que nenhum ditador pode reduzir ou exterminar.

Jorge Amado
O menino grapiúna

O fato de não se compreender ou explicar uma coisa não acaba com ela. Nada sei das estrelas, mas as vejo no céu, são a beleza da noite.

Jorge Amado
Gabriela, cravo e canela. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

⁠O Brasil é um país com uma força enorme. Nós somos um continente, meu amor. Nós não somos um paisinho, nós somos um continente, com um povo extraordinário.

Jorge Amado
Jornal da Tarde, 3 set. 1988.
Inserida por pensador

Que culpa eles têm? (...) Quem cuida deles? Quem os ensina? Quem os ajuda? Que carinho eles têm? (...) Roubam para comer porque todos estes ricos que têm para botar fora, para dar para as igrejas, não se lembram que existem crianças com fome...

Jorge Amado
Capitães da areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

Para que explicar? Nada desejo explicar. Explicar é limitar. É impossível limitar Gabriela, dissecar sua alma.

Jorge Amado
Gabriela, cravo e canela. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

⁠Pobres dos escritores que não se derem conta disso: escrever é transmitir vida, emoção, o que conheço e sei, minha experiência e forma de ver a vida.

Jorge Amado
O Estado de S. Paulo, 31 mar. 1995.
Inserida por pensador

⁠Acho que você não deve fazer nada que não o divirta, lhe dê prazer. Também não deve exercer um ofício, uma profissão para a qual é incompetente.

Jorge Amado
Jornal da Tarde, 16 jan. 1988.
Inserida por pensador

⁠A juventude é um bem imenso que você não prolonga. A juventude se acaba, nem que você queira iludir-se com esse negócio de jovem de espírito. Jovem é jovem, ponto final.

Jorge Amado
Jornal da Tarde, 16 jan. 1988.
Inserida por pensador

⁠Eu sou incapaz de fazer duas coisas ao mesmo tempo. Além de gostar de uma mulher e escrever, uma terceira coisa eu não consigo, não consegui nunca em minha vida.

Jorge Amado
Folha de S.Paulo, 6 jul. 1991.
Inserida por pensador

⁠Não escrevi meu primeiro livro pensando em ficar famoso. Escrevi pela necessidade de expressar o que sentia.

Jorge Amado
Jornal do Brasil, 30 jun. 1997.
Inserida por pensador

⁠Na Europa, chamam-me de mestre, mas é caminhando pelas ruas de Salvador que eu me sinto à vontade.

Jorge Amado
Folha de S.Paulo, 5 ago. 1992.
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⁠Nunca tivera uma alegria de criança. Se fizera homem antes dos dez anos para lutar pela mais miserável das vidas: a vida de criança abandonada.

Jorge Amado
Capitães da areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
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⁠Eu escrevo como me agrada; não há escritor mais livre neste país. Não tenho compromissos senão comigo mesmo: nem com modas, nem com escolas, nem com circunstâncias, nem com academias, nem com editores, nada. Tenho um único compromisso: com o povo.

Jorge Amado
Lispector, Clarice. Clarice Lispector entrevista: Grandes personalidades entrevistadas por Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Rocco, 2024.

Nota: Entrevista publicada na revista Manchete, em 14 de junho de 1969.

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Inserida por pensador

⁠Eu continuo firmemente pensando em modificar o mundo e acho que a literatura tem uma grande importância.

Jorge Amado
Jornal da Tarde, 16 jan. 1988.
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⁠É necessário que os países do Primeiro Mundo entendam que é preciso preservar também cidades como Salvador, não apenas Roma ou Paris.

Jorge Amado
O Globo, 8 nov. 1991.
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Tem certas flores, você já reparou? que são belas e perfumadas enquanto estão nos galhos, nos jardins. Levadas pros jarros, mesmo jarros de prata, ficam murchas e morrem.

Jorge Amado
Gabriela, cravo e canela. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
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⁠Quando você morre em um país sem memória, imediatamente eles te esquecem. Quando eu morrer, vou passar uns 20 anos esquecido.

Jorge Amado
Folha de S.Paulo, 6 jul. 1991.
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⁠Penso que o escritor que um dia se considere realizado, se não for um idiota (e deve ser) tem o dever de deixar de escrever, pois já se realizou.

Jorge Amado
Lispector, Clarice. Clarice Lispector entrevista: Grandes personalidades entrevistadas por Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Rocco, 2024.

Nota: Entrevista publicada na revista Manchete, em 14 de junho de 1969.

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⁠Sou, creio, um homem a quem a vida muito tem dado, mais do que mereço. Tenho alegria de viver, amo a vida e sempre a vivi ardentemente.

Jorge Amado
Lispector, Clarice. Clarice Lispector entrevista: Grandes personalidades entrevistadas por Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Rocco, 2024.

Nota: Entrevista publicada na revista Manchete, em 14 de junho de 1969.

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Inserida por pensador

⁠Inspiração para mim é a ideia, é o amadurecimento interior – eu prefiro a palavra vocação: você nasce ou não para escrever, e acabou.

Jorge Amado
Lispector, Clarice. Clarice Lispector entrevista: Grandes personalidades entrevistadas por Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Rocco, 2024.

Nota: Entrevista publicada na revista Manchete, em 14 de junho de 1969.

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