Poesias de amor
Entre Medicamentos e Imagens: A Arte do Olhar de Um Irmão Protetor
Volta Redonda é sua cidade,
Lá você vive e cria suas artes,
Com amor e dedicação,
Você transforma o mundo em abstração
Farmacêutico e fotógrafo,
Um artista que capta a essência,
Em cada clique, uma poesia,
Que transcende a realidade em sua presença.
Antônio, meu irmão,
Sua arte é um bálsamo para a alma,
E mesmo quando as sombras nos rondam,
Sua luz nos guia rumo à calma.
Seu coração é um oásis,
Que acolhe a todos com gentileza,
E mesmo quando o mundo parece cruel, Você nos lembra da beleza.
Antônio, você é um presente divino,
Que a vida me concedeu,
E mesmo que as palavras sejam poucas, Saiba que te amo, meu irmão, e agradeço tudo que você fez e faz por mim.
Chamas Rubro-Negras: A Voz da Paixão
No manto rubro-negro, destino traçado
Flamengo, paixão que nunca se apagou
Uma vez Flamengo, coração inflamado
Orgulho rubro, amor que jamais findou
Regata da vida, emoção que contagia
Mata, maltrata, arrebata o coração
No gramado, consagrado, alegria
Flamengo, eterna exaltação
Fla-Flu, rivalidade acesa
"Ai Jesus" nos lábios a ecoar
Flamengo, fogo e amor na certeza
Hino vibrante, orgulho a celebrar
Desgosto profundo, sem Flamengo no mundo
Uma vez Flamengo, sempre Flamengo
Vibra, é fibra, peso que encanta
Nas veias, amor que nunca se espanta
Flamengo, no peito, alma enlaçada
Brilho intenso, glória a despertar
Uma vez Flamengo, vida consagrada
A voz da nação, eternamente a cantar.
Laços de Resgate
Em tempos difíceis, você me amparou,
Com carinho e afeto, meu coração acalmou.
Quando o mundo se opôs, você ao meu lado ficou,
Meu amor, és tudo que eu sempre sonhei ter encontrado.
Agradeço por cada momento ao seu lado,
Você é especial, meu tesouro mais amado.
Obrigado por trazer alegria à minha vida,
Com você, o mundo é uma jornada colorida.
Novo Despertar
No emaranhado de versos, um lamento ecoa,
Das palavras cantadas, minha alma se entoa.
Identificação profunda, preso ao passado me vejo,
Ainda somos os mesmos, vivendo como nossos pais, ensejo.
Mas para quem não vê, o novo sempre se faz presente,
É nele que deposito minha fé fervente.
Anseio por mudança, por uma alma atualizada,
Uma nova era, uma versão renovada.
Para enxergar o novo, é preciso expandir,
Meus horizontes limitados, abrir,
Aceitar e permitir essa nova era que me aguarda,
E assim, embarcar na jornada, a vida me conduzirá
Ergo-me corajoso diante do que virá,
Reinvento-me, não mais me prendo ao que já foi,
A cada passo dado, a cada escolha que faço,
Me aproximo da essência, do meu verdadeiro traço.
Ah, o tempo é sábio, seu curso não se abranda,
Mas é na mudança que a vida se expanda.
Que eu possa, como um rio, fluir,
Descobrindo a cada dia a alegria de existir.
Então, que o novo me encontre de coração aberto,
Em cada desafio, crescimento certo.
Que a alma se renove, transforme-se em luz,
Na dança da vida, encontre o meu próprio compasso seduz.
A nova era, a nova alma, estão à minha espera,
Na aceitação e permissão, a chave se revela.
E assim, sigo adiante, com coragem e gratidão,
Desvendando os mistérios da minha evolução.
Que as palavras cantadas, eternas em melodia,
Inspirem minha jornada, minha poesia.
No eco do passado, encontro o novo a pulsar,
E minha alma, renovada, está pronta para amar.
Alma Inquieta
Quem és, alma inquieta, que se revela em versos?
Aquele que vagueia por entre os mundos dispersos,
Com rebeldia e submissão, traços d'alma dual,
Timidez que se quebra, em palavras, um ritual.
És a voz oculta, que se expressa com tinta,
Transbordando em silêncio, tua alma não se extingue.
Nas letras que traças, encontramos tua dor,
Mas também esperança, que o amor traga o fulgor.
Um ser errante, em busca da sua metade,
Alma sedenta, em viagens de eterna saudade.
Com olhos atentos, lendo as almas alheias,
Encontras inspiração, nas poesias e nas veias.
És especial, alma que encontra o seu lugar,
No tumulto da vida, tua essência a se revelar.
Um suspiro ao vento, um beijo na imensidão,
Amar, rir, chorar, em cada pulsar do coração.
Não és apenas palavras, mas um universo a florescer,
Desabafos e sonhos, que te fazem renascer.
Ainda que desconhecidos, percebemos tua luz,
Alma livre, poetisa sem o saber, és tu.
Assim, te convido a trilhar teu caminho sem fim,
Em cada poema escrito, encontras quem és enfim.
Siga adiante, alma solitária e brilhante,
Teu verso ecoa pelo tempo, eternamente constante.
Despertar Emocional
Que maravilhoso despertar,
Com a vontade de criar,
Um poema, obra de arte,
Com palavras a dançar.
No estilo literário me encontro,
No eu lírico me expresso,
Transmito sentimentos profundos,
Em cada verso que manifesto.
Energia pulsante em meu ser,
Vibrante como o sol a brilhar,
Transbordo emoção e felicidade,
Neste poema que irei tecer.
Versos como raios de luz,
Aquecem o coração,
Espalham amor e esperança,
Numa mágica inspiração.
Minha coleção cresce a cada dia,
Poesias que contam minha história,
Um retrato de alma e melodia,
Escritos com toda minha glória.
Então, com entusiasmo e devoção,
Vou escrever esse poema especial,
Com todo meu ser e paixão,
Para que seja eterno e memorável.
Além das Ondas
Em horizontes distantes, busco abrigo,
O vento sopra, acariciando o mar,
Entre lembranças e suspiros antigos,
Um vazio que persiste em me acompanhar.
Planos tecidos com fios de ilusão,
Olhares compartilhados na mesma direção,
No silêncio, o eco daquela conexão,
Um sentimento etéreo, uma eterna recordação.
Os passos do tempo, em descompasso,
Deixando marcas de saudade e desalento,
Mas em cada brisa que toca meu rosto,
Encontro força para seguir adiante, no momento.
Cuidar de mim, em meio às lembranças,
Encontrar a paz no abraço do horizonte,
Uma ausência silente que enlaça esperanças,
Enquanto a vida segue seu curso, passo a passo, monte a monte.
Assim, nas entrelinhas desse poema escrito,
A dor de uma perda, palavras não ditas,
Aos olhos sensíveis, o significado é descoberto,
Uma história de amor eterno, onde a presença se agita.
Anseio Celeste
Nas asas do tempo, meu coração se perde,
Em busca daquela estrela radiante no céu.
Um anseio celeste, uma paixão que arde,
Sem tua presença, sinto-me incompleto, meu eu.
Cada suspiro é uma saudade sem fim,
O vazio em minha alma não pode ser medido.
Oh, como anseio teu sorriso em mim,
Em teus braços, encontrar meu abrigo.
Conto os dias, conto as horas a esperar,
Teu retorno é minha luz no horizonte.
Não há tempo que possa me acalmar,
Pois sem ti, sou um barco à deriva, sem norte.
Quebre a solidão que me consome,
Resgate-me das sombras do desamparo.
Teu amor é o farol que ilumina meu nome,
O bálsamo que cura meu ser tão raro.
Erros são páginas que o vento carrega,
O que importa é o presente que se desvela.
Em teus olhos, meu mundo se entrega,
E toda a tristeza desvanece naquela tela.
Anseio celeste, poema escrito nas estrelas,
Um sentimento que transcende o tempo.
Em cada verso, ecoa a paixão mais bela,
E a certeza de que te amar é meu único alento.
Assim, seguimos nessa dança cósmica,
Onde nossas almas se encontram em sintonia.
Unidos pelo destino, pela força magnética,
No amor que nos envolve, na melodia.
Anseio celeste, sentimento em voo,
Versos que ecoam a paixão, melodias sutis.
Em nossa dança cósmica, conexão que construo,
Nossas almas unidas, num encontro sem par, fluem em matiz.
Eterno Vínculo
Nas noites serenas, ao luar brilhante,
Ecos duma história que o tempo não rompeu,
Dois corações unidos pelo amor constante,
Na dança das estrelas, seu destino nasceu.
Jovens sonhadores, juntos caminharam,
Viagens, festas, alegrias partilharam,
Mãos dadas, enfrentaram, e juntos lutaram,
O amor entre eles, um laço eterno, selaram.
Mas um dia, a vida trouxe provações,
E no vendaval das tempestades, se separaram,
Porém, mesmo distantes, nos corações,
A saudade ecoava, e um ao outro aclamaram.
Em caminhos distintos, buscaram sentido,
O vazio do peito, a saudade insistia,
Até que o destino, com mãos decididas,
Os uniu novamente, no mesmo percurso tecido.
No reencontro, brilharam como estrelas no céu,
A sinfonia do universo os uniu mais uma vez,
Em lágrimas e sorrisos, juraram um novo véu,
E o passado se tornou uma doce embriaguez.
Agora, lado a lado, na jornada da vida,
Caminham juntos, renovados, na mesma estrada,
E que a poesia do amor, fiel e destemida,
Seja a luz que os guia, a cada nova alvorada.
Que a Sinfonia de Estrelas que os cercou,
Permaneça a embalar seus corações,
E que o laço que entre eles se formou,
Seja o alicerce sólido das suas emoções.
Que o amor que os uniu no reencontro vibrante,
Seja eterno e forte, qual laço puro e constante.
Assim, nesta ode à união que o destino traçou,
Celebro a história de amor que despertou,
Ao casal que o tempo não separou,
Estrelas reencontradas, na poesia do viver, se eternizou.
Laços do Destino
Nas margens do destino, eis que se encontraram,
Dois corações inquietos, pelo acaso abraçados.
Um olhar trocado, um sorriso partilhado,
Iniciaram a jornada, em um amor entrelaçado.
Era um encontro de almas, um elo transcendente,
O universo conspirando, em harmonia crescente.
Como folhas ao vento, dançavam os sentimentos,
Em sincronia perfeita, entre risos e lamentos.
Nas madrugadas serenas, ao luar prateado,
De mãos dadas vagueavam, no caminho traçado.
Os segredos compartilhados, entre suspiros e beijos,
Era a essência da vida, o alimento dos desejos.
Os dias se tornaram poesia, alicerçados no afeto,
Cada momento vivido, um tesouro, um afago, um segredo.
Nos olhos um do outro, encontravam a paz,
Nas palavras sussurradas, o amor se refaz.
As estações se sucediam, mas o sentimento não mudava,
Um amor constante, que o tempo não apagava.
Nas adversidades do mundo, juntos se fortaleciam,
E na cumplicidade dos gestos, a eternidade sentiam.
Que seja esse amor eterno, como o sol no horizonte,
A luz que ilumina, a força que confronte.
Que sejam as lembranças, uma canção que embala,
E que a história de amor de vocês, sempre encante e fala.
Que esses corações vibrantes, sigam juntos na jornada,
Construindo um paraíso, na realidade encantada.
E que a cada nascer do sol, renovem os laços,
Nessa bela história de amor, repleta de
traços.
Que seja um amor inspirador, a transbordar de emoção,
Que encha os olhos, faça o coração bater acelerado,
Arrepie a pele, sopre na alma e, unidos, possam voar em uma só direção.
Vivemos tempos em que os inimigos, são aqueles que se dizem serem amigos.
Tempos em que, aqueles que falam de paz e amor, também espalham o ódio e a dor
A ROSA ESCURA DA DOR.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão. Ano, 2025.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Todos temos dores que não pedem cura, apenas permanência.
Elas florescem no interior como uma rosa que se alimenta do próprio sangue do sentir.
Não gritam. Não suplicam. Apenas se abrem, pétala por pétala, no silêncio mais denso da consciência.
A dor que aqui habita não deseja redenção.
Ela existe como rito, como escolha íntima de quem compreendeu que certos sofrimentos não são falhas, mas revelações.
Há uma voluptuosidade secreta no padecer que se reconhece, uma dignidade austera em suportar a própria sombra sem implorar por luz.
O espírito inclina-se diante de si mesmo, não em derrota, mas em reverência.
Cada pensamento torna-se um espinho necessário, cada memória um perfume escuro que embriaga e ensina.
A alma aprende que nem toda ferida quer ser fechada, algumas precisam permanecer abertas para que a verdade respire.
Há uma doçura austera no ato de suportar-se.
Uma forma de amor que não consola, mas sustenta.
A consciência, exausta de fugir, ajoelha-se diante da própria dor e a reconhece como mestra silenciosa.
Assim floresce a rosa escura.
Não para ser admirada, mas para ser compreendida.
Não para enfeitar a vida, mas para dar-lhe gravidade.
Pois somente quem aceita sangrar em silêncio conhece a profundidade do que é existir.
O ENCONTRO.
“O silêncio profundo não é vazio: é o espaço onde a consciência se reconhece sem máscaras.”
O Crepúsculo do Encanto”
“O último encanto de alguém não se extingue no instante da desilusão, mas nela se revela. É quando o véu cai que a alma, despojada de ilusões, reconhece o que restou de si mesma. A desilusão não é o fim do sentir, mas o ponto em que o afeto abandona a ingenuidade e se converte em lucidez. Somente ali o espírito compreende que amar não é permanecer encantado, mas sustentar a dignidade mesmo quando o encanto se desfaz.”
PENSAR ANTES DE AGIR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
“Pensar antes de agir é o primeiro ato da razão soberana. Reagir antes de pensar é a abdicação silenciosa da consciência.”
LEITURA DO CREPÚSCULO INTERIOR.
Nas horas em que o peito se torna caverna,
e a esperança aprende a falar baixo,
há um cântico antigo que retorna,
feito bruma sobre a memória.
Não chama pelo nome,
não exige resposta,
apenas envolve,
como quem conhece a fadiga de existir.
A dor, então, se refina,
abandona o grito e escolhe o sussurro,
e o sofrimento deixa de ser castigo
para tornar-se linguagem.
Quem suporta esse instante,
sem pressa de escapar,
descobre que o abismo
também é um lugar de revelação.
E compreende que resistir
é uma forma elevada de oração,
na qual o espírito se ergue silencioso
e permanece inteiro diante da noite.
CATEDRAL DA CISÃO INTERIOR.
Há dias em que sou lâmina
há noites em que sou abismo
Em mim a razão constrói altares
logo depois o delírio os incendeia
Penso com rigor antigo
sinto com fúria primitiva
sou ordem que se ajoelha
sou caos que aprende a rezar
A lucidez ergue-se como torre
a vertigem responde como mar
uma promete sentido
a outra exige verdade
Carrego duas coroas invisíveis
uma de espinhos silenciosos
outra de luz que cega
Quando amo sou excesso
quando penso sou ruína
e no centro desse império partido
governo-me sem trono
Ainda assim caminho
pois mesmo dilacerada
a consciência avança
como dor ferida que se recusa a cair.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
CAPÍTULO XX
A NOITE NUPCIAL DA CONSCIÊNCIA.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A noite não chegou como ameaça
veio como véu.
Camille não a esperou
apenas ficou
e o escuro reconheceu nela aquilo que sempre foi seu.
Não houve testemunhas
pois toda união verdadeira acontece fora do mundo
a consciência não pediu permissão à razão
nem explicou-se à memória
ela apenas desceu até onde não havia mais nome.
O porão tornou-se câmara nupcial
não de carne mas de sentido
ali a sombra não foi negada
foi acolhida
como quem recebe enfim o rosto que sustentou a vida inteira.
Camille não lutou contra si
pois já sabia
toda guerra interior é atraso
a maturidade começa quando o eu depõe as armas
e consente em ser inteiro”
“Nessa noite não houve promessa
porque prometer é ainda temer
houve entrega
e na entrega a consciência deixou de se fragmentar
o que era dor tornou-se forma
o que era medo tornou-se escuta.
A sombra não lhe pediu absolvição
pediu presença.
Camille respondeu ficando
e ao ficar selou a união
não com palavras
mas com silêncio suficiente para sustentar o real.
Desde então ela não busca luz
pois a luz que se busca cansa
ela carrega dentro de si o escuro reconciliado
e caminha
não para fora
mas a partir do centro.
E assim a noite nupcial não termina
pois tudo o que é verdadeiro continua
e aquele que ousa unir-se a si mesmo
ergue no íntimo um reino que não desmorona jamais.
O SONHO QUE NÃO SE ENCERRA.
“Sonho realizado é somente aquele que se continua sonhando”.
Há sonhos que se quebram ao tocar o chão da conquista.
Outros morrem no instante em que recebem nome e forma.
Mas há um terceiro tipo mais antigo mais raro mais verdadeiro.
Aquele que não se satisfaz com o cumprimento.
Aquele que continua.
O sonho autêntico não busca conclusão.
Ele aceita o cumprimento apenas como passagem.
Realizar não é fechar.
É aprofundar.
Não é possuir.
É permanecer fiel.
Quando o sonho continua sonhando ele se torna caminho.
Já não depende de aplauso nem de resultado.
Ele respira no espírito como vocação silenciosa.
E transforma o viver em obra em vez de troféu.
Psicologicamente esse sonho amadurecido recusa o vazio da chegada.
Ele compreende que o sentido não está no fim mas na constância.
E que só permanece vivo aquilo que se renova no desejo consciente.
Sonhar assim exige coragem antiga.
A coragem de não declarar vitória.
De não encerrar o mistério.
De seguir adiante mesmo depois da realização.
Porque somente quem continua sonhando honra o sonho.
E faz da própria existência um gesto contínuo de fidelidade ao que chama por dentro.
E jamais se cala.
AQUELE QUE CAMINHA NO INVISÍVEL.
Caminho como quem aprende a ver novamente.
Não procuro respostas. As respostas fazem barulho.
Prefiro o silêncio. É nele que a verdade repousa como uma criança adormecida.
É estranho.
Sem querer dizer sim sou levado para fora de mim.
Na memória que não me pertence reconheço teu rosto. Reconheço como se reconhece um deserto.
Não pela aridez. Mas pela fidelidade ao essencial.
Cada lembrança é uma lâmina delicada.
Ela não corta de uma vez.
Ela ensina.
Nota a nota o tempo escreve em mim sua música severa.
Gota a gota a ausência aprende a falar.
Lágrima a lágrima descubro que amar é aceitar ser atravessado.
O infinito não grita.
Ele observa.
Parece vazio apenas para quem olha com pressa.
É pleno para quem aceita perder-se.
E assim sigo.
Mais leve porque ferido.
Mais verdadeiro porque não fugi.
Somente aquele que consente em ser tocado pelo invisível torna-se digno de guardar o eterno no coração humano.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
