Poesia sobre Homem
Ainda que o homem em si me despreza, fingindo não me ver, mas feliz sou eu, que CRISTO me escolheu, sendo eu insignificante desprezado, que nada é, para ser alguém no coração de DEUS.
O pecado afasta. Ele exila o homem da comunhão. Ele interrompe o fluxo da presença, endurece o coração e obscurece o entendimento. Adão, ao pecar, escondeu-se. Caim, após sua desobediência, foi lançado fora. Judas, após trair, se afastou da comunhão. O pecado sempre nos empurra para longe do sagrado.
"Francamente, já não me importo com os rumos que o homem carnal decide seguir. Não me prendo aos seus caminhos, nem aos trilhos que o mundo escolhe. O que arde em meu coração é um só clamor: que o Senhor se lembre de mim. Porque isso é o que realmente importa, só Ele pode me garantir o lar eterno, onde a alma descansa e o amor jamais tem fim. E isso… é suficiente.”
A Palavra nos lembra que “tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. Não existe atalho que engane a justiça de Deus. O aplauso de hoje pode virar silêncio amanhã, e a força que humilha pode se tornar fraqueza quando a colheita chega. miriamleal
O dia em que o homem pensa que já não precisa ser transformado é o dia em que deixa de olhar para si e passa a confiar demais em si mesmo. Quem conhece a Deus sabe que a obra da graça continua até o último suspiro. miriamleal
A verdadeira sabedoria não faz o homem dizer eu sei tudo ; faz a alma reconhecer: Senhor, quão insondáveis são os Teus caminhos!
Examine-se, pois, o homem a si mesmo. 1 Coríntios 11:28. O texto manda examinar o coração, não transformar homens em juízes da dignidade alheia.
Um homem sem dinheiro ainda é um homem. Um homem sem amigos ainda é um homem. Porém, um homem sem caráter, responsabilidade e uma missão de vida ainda é um menino.
Assim como o homem não é o mesmo ao entrar no rio pela segunda vez, o escritor também muda junto de seus pensamentos. Ao reler opiniões de anos passados, percebo a transformação em minha visão, a evolução da minha percepção. Como as águas do rio, meu crescimento é contínuo, nunca se detém.
O homem se molda à sua realidade. Reclama de uma refeição repetida quem nunca sentiu o estômago vazio por dias. Reclama de seu amor quem nunca dormiu sozinho em um colchão duro, sem abrigo nem abraço. Reclama de acordar para o trabalho quem nunca sentiu o peso da porta fechada do desemprego e o olhar de desprezo da sociedade. Reclama da vida quem nunca enfrentou a violência, a injustiça, a miséria, a fome que corrói ossos e esperança. Reclama de existir quem nunca precisou lutar para sobreviver, quem nunca foi invisível aos olhos de um mundo cruel.
O homem que se isola por medo do erro renuncia à sua natureza e torna-se um eco em seu próprio deserto.
A criança que fui e o homem que sou trocam bilhetes na madrugada. Um pede coragem, como quem pede socorro. O outro devolve silêncio, rabiscos, mapas inúteis de resignação. Às vezes, contra a própria vontade, sobem no mesmo trem. Não sabem por quê. Descendem em estações sem nome, onde a surpresa não consola, apenas prova, cruelmente, que ainda se está vivo.
O homem se perde com mais facilidade quando tenta ser espelho para os outros e se esquece de ser casa para si.
Às vezes olho para trás e não sinto saudade de quem eu era. Sinto pena. Pena daquele homem que acreditava que a dor tinha um propósito, sem saber que algumas feridas simplesmente acontecem, permanecem e envelhecem conosco.
O homem passa metade da vida construindo máscaras e a outra metade tentando descobrir quem ficou escondido atrás delas.
O homem acredita que escolhe seus caminhos, até descobrir que passou a vida inteira obedecendo aos medos que jurava combater.
A maior crueldade da existência talvez não seja a morte, mas conceder ao homem a lucidez apenas quando já não existe ninguém capaz de receber o amor que ele finalmente aprendeu a oferecer.
O homem não teme verdadeiramente o fim, teme descobrir, nos últimos instantes, que viveu sustentando certezas emprestadas.
