Poesia sobre Homem
Como cão adestrado: o homem convertido, catequizado, doutrinado. Tornado a criação perfeita para a preservação dos rituais como mero costume. O engessado propósito não muda costume, para não desvirtuá-lo no paraíso. A gula, avareza, luxuria, ira, inveja, preguiça e orgulho são concepções natas do ser humano; os sete pecados do sistema são necessários à sobrevivência do ser. Pecado mesmo é a construção da ideia apocalíptica, impregnada na gene, nascem, crescem e se multiplicam. Não há consciência para as verdades novas, e, ouvidos novos para novas músicas. A clerezia é para que a consciência da ideia nova permaneça muda. (A. VALIM).
O homem criou um Deus perfeito, e, um diabo para umas experiências. Os seres homens têm a opinião de que são livres.
O pecado é a mais forte relação entre deus e o homem, o diabo é apenas um capricho de valor mutante.
O homem tenta em vão dominar a força da natureza, acredita no poder das práticas dos rituais sagrados. O homem sendo aqui o mais poderoso de todos os seres tem tendências de destruição através dos poderes que lhe é ofertado, o que não são vistos como valores morais, mas uma transgressão da ética religiosa.
Não há cura para a libertinagem, mas uma mutação temporária dos costumes no homem liberdoso, condizente com a fraqueza e pequenez humana
O estado de vida abundante transcorre naturalmente ao modo de viver, mas o homem não se da conta das façanhas que o dia oferece.
O homem criou um Deus e fez dele a sua imagem. Deus, o Deus perfeito mesmo é aquilo tudo que o homem é.
A ideia de Deus está culturalmente presente no homem independente da fé que se tenha, mas por processos e produtos da fé, sendo a maior de todas as ideias e invenções, a invenção do nada, a ideia do tudo.
Caminhei ao lado do diabo, e não vi maldade alguma. A maldade é concepção do homem percebida em mim. O Diabo é apenas um injustiçado, cuidador de exilados do paraíso aqueles que Deus os expulsou.
O poder do homem da fé comercializa milagres, assombra o fraco e oprime o desgraçado em nome das divindades.
O homem criou o Diabo com boa estratégia para castigar os impuros, em vez disso, deveria criar mais sabores de cervejas.
Em uma sociedade conflitante na política e na religião destaca-se o egocentrismo, onde o homem é o reflexo de Deus e do Diabo.
Deus na concepção do homem é o mais poderoso ser vivo para a função da seleção natural de sobrevivência da espécie humana. Para a seletividade de Deus não requer compreensão humana, mas a concordância com um ser onipotente e imutável. A seleção por Deus não é percebida em Darwin, nessa ideia se conota que Deus não é uma espécie como um ser vivo.
Em estado de desalento, dor e perda há sempre um Deus desumano. O homem está situado entre o céu e o inferno, entre os poderes de Deus criador da fortaleza e da ruína, “Deus é a essência do amor contida na pequenez humana”. Ao mesmo tempo em que Deus aparenta um viés desse amor.
Cristo é uma promessa irrealizável, a mentira humana, o plano do homem em um deus que não existe. Para tanto as milhares de tragédias justificadas por um milagre qualquer. Religião a maior corrupção humana sobre o humano.
Para todas as práticas do homem na bondade e na maldade, há um Deus como exemplo, e um filho castigado pelo bem que praticou para o endosso das verdades.
Uma sequência de maldições às margens do Nilo. Não! Deus não é mau, o homem criou as maldades, deu nome à elas e inventou um Deus para dar causalidade. As dez pragas no Nilo não passam de fenômenos da natureza, qual se constituiu por si só.
O homem determina alto valor para as coisas fúteis e improváveis, espirituoso em seu desejo, requer um Deus aprovador a dar legitimidade a aquilo que se fideliza.
O DIABO é um serzinho humanizado que o homem cristão dissemina na sociedade através dos métodos religiosos. De chifrezinho vermelho para conotar a ideia de maldoso. Desprezível e vulnerável. Oh Diabo!.
