Poemas para o Dia dos Namorados que encantam em cada verso
Uma mulher de amor tão grande que parece ter um pouco de D'us. Mesmo jovem, seu cuidado constante lhe dá a sabedoria calma dos mais velhos.
Na velhice, ela guarda a força da juventude. Se não estudou muito, entende a vida por um sentimento profundo; se é instruída, age com simplicidade de criança. Sendo pobre, sua riqueza é a alegria da família. Sendo rica, daria tudo para não sofrer ingratidão.
É forte, mas treme com o choro de um bebê. É frágil, mas pode lutar como um leão.
Em vida, muitas vezes não a valorizamos, pois perto dela a dor some. Quando parte, daríamos tudo para tê-la de volta, mesmo que por um instante.
O amor acalma, acalma de verdade, e põe fim àquela fome sem fim do corpo que sonhamos ter.
O amor é a última resposta, vai além do que vemos e até da morte. Ele é a maneira como aceitamos e celebramos o corpo de verdade, o corpo que temos aqui e agora. Talvez seja a única resposta que temos de fato.
O amor cala, acalma e para a fome do corpo que não existe.
O amor é a última resposta, depois do espelho e da morte.
Ele é o nosso jeito de celebrar o corpo de verdade, o corpo aqui e agora.
Talvez seja a nossa única resposta.
Descobri que o amor de verdade dói, mas não aprisiona. Não cria cárceres emocionais, não rompe limites saudáveis, nem sequestra a paz de quem ama.
Ele nasce de uma maturidade silenciosa, daquela que compreende que amar não é possuir, mas cuidar. É uma espécie de fé depositada em quem enxergamos de verdade, para além das aparências, reconhecendo tanto a luz quanto a sombra que habitam o outro.
E, justamente por vê-lo inteiro, escolhemos potencializá-lo.
Há pessoas que, simplesmente por existirem, mudam tudo. Trazem consigo algo que beira carinho, ninho, presença. Tornam-se cuidado, cumplicidade e abrigo, tanto naquilo que possuem quanto naquilo que lhes falta.
Porque o amor maduro não ama apesar das faltas; ama também através delas.
E talvez seja essa a sua forma mais bonita: quando duas incompletudes deixam de exigir perfeição uma da outra e passam, juntas, a construir paz.
[Verso 1]
Olhar-se no espelho deveria ser
o mais simples gesto de amor,
não o altar secreto do ego,
nem um julgamento sobre a cor,
sobre o corpo, o rosto ou a idade,
sobre tudo o que o tempo tocou.
O espelho não conhece a alma,
só devolve aquilo que encontrou.
Mas existe um rosto atrás do rosto,
uma história atrás do que restou,
uma criança pedindo cuidado
e um adulto dizendo: “Eu aqui estou”.
O amor não nos salva de nós mesmos, tampouco das armadilhas e dos campos emocionais que construímos ao negligenciar o amor-próprio, o autoconhecimento e a autoeducação.
O amor é espelho e luz: ilumina a estrutura que somos e revela como nos movemos dentro dela. Não chega para reconstruir sozinho aquilo que nos recusamos a compreender; apenas torna impossível continuar fingindo que não vemos.
Por isso, o amor não é a obra pronta. É a planta daquilo que estamos dispostos a construir na própria alma — antes de exigir do outro uma casa onde nós mesmos ainda não aprendemos a habitar.
Em um mundo de sombras e dor,
Sua luz clareia o meu caminhar.
Seu amor afasta todo o temor,
E o meu coração volta a sonhar.
Não há noite escura que resista,
Ao brilho que vem do Seu olhar.
Quem segue Teus passos conquista,
A paz que o mundo não pode dar.
Tua luz desfaz toda a ilusão,
Guia os pés no caminho do bem.
É farol para o meu coração,
E força que sempre me sustém.
Se a dúvida tenta me cercar,
Lembro-me bem do que prometeu
Quem te segue não vai tropeçar
pois caminha na Tua luz , ó Deus
editelima/2026
Linguagens do amor
Há várias formas de se expressar
Pra demonstrar o amor pelo outro
A quem nem sabe como começar
E vive com o sorriso no seu rosto.
Quem pensa de outro jeito
Não se importa nem um pouco
Com aquilo que é de direito,
Sendo o melhor para o outro.
Há quem ofereça presentes
A quem muito se quer bem,
Outros demonstram com presença,
É o melhor que a pessoa tem.
Não há nenhum problema nisso
Apenas um compromisso,
Numa demonstração de carinho
Que segue firme seu caminho.
O toque também é importante
Provoca os arrepios marcantes
Valoriza a proximidade dos dois
Num ambiente entre lençóis.
Alguns focam em elogios
Com palavras de afirmação
Trazem paz ao desafio
Fazendo bem ao coração.
Demonstração de amor
Por meio de ações práticas
Dá ao outro o devido valor.
De forma simples e tática,
Se conquista com louvor.
Raimundo Nonato Ferreira
Setembro/2026
Amor é luz que insiste em brilhar,
Prometo cuidar, nunca deixar passar.
Entre nós, um pacto a se guardar,
Você sente, sabe, não dá pra negar.
A definição de um amor épico:
Nascido no caos, temperado pela dor, mas resistente como aço. Um elo improvável que sobrevive porque foi forjado no calor da batalha, onde a alegria e a tristeza não são opostas, mas cúmplices.. Dançam juntas, costurando um vínculo que não quebra.
TRISAL
Três flores se encontram num só jardim,
amor não divide, só cresce assim.
Três luas acesas no mesmo luar,
nenhuma se apaga, só faz brilhar.
Três mãos entrelaçam, ternura em ação,
na dança da vida, só pulsa o coração.
E quem desse laço quiser duvidar,
que prove rimando o poder de amar.
"Ofereci confiança, oportunidade e parte de mim em forma de negócio.
Era amor, era fé, era acreditar no outro.
E quem não correspondeu, quem não valorizou, mostrou apenas sua própria medida.
Não perdi nada: Só reconheci onde minha energia vale e onde não deve ser desperdiçada.
O valor não está no que dei, mas em quem sou.. Inteira, lúcida e inteira de novo."
O abandono dói porque rompe expectativas, mas também ensina sobre limites, amor-próprio e sobre a natureza impermanente das conexões humanas. Não é vingança nem ressentimento que traz paz; é reconhecimento..
você ainda é inteira, valiosa, mesmo quando alguém decide caminhar por outra trilha.
Agora entendo: o amor verdadeiro não grita, não cobra,
não exige.
Ele apenas espera.
E o dela esperou por mim.
Um amor não se esquece de verdade,
mas se solta aos poucos.
Não é apagar, é deixar de sangrar.
Cada lembrança vai doer menos, até virar só uma parte da sua HISTÓRIA... Uma que te fez sentir tudo, e agora te ensina a se Erguer de novo.
O olhar
Carrego no peito
o olhar da mulher
que nunca quis me conhecer.
Não foi amor.
Foi ausência.
E mesmo assim, ficou.
Tatuei não o rosto,
mas o olhar.
Porque era ele que me atravessava
sem nunca me tocar.
Ela não ficou.
Não chamou.
Não voltou o gesto.
O que ficou fui eu,
com a pergunta aberta
batendo no osso.
Esse olhar no meu peito
não é dela mais.
É a prova
de que sobrevivi
ao não-ser-vista.
Hoje entendo:
não marquei submissão,
marquei memória.
E memória não manda.
Só lembra
de onde eu vim
e por que não volto.
Amor é quando dá medo e, mesmo assim, você fica.
Não porque precisa, não porque falta algo, mas porque escolhe.
O resto é apego com fantasia bonita.
Dizer não também é um ato de amor.
Não por eles,
mas por quem depende de ti
e por quem tu quase esqueceu de proteger:
tu mesma.
Silêncio, às vezes, não é ausência.
É fronteira.
É o corpo dizendo “chega”
antes que a alma precise gritar.
E quem só te vê como recurso
não entende quando tu vira limite.
Desapego não é ausência de amor.
É a decisão de não se diminuir para mantê-lo.
Amadurecer emocionalmente é aceitar três coisas duras:
Nem todo sentimento vira reciprocidade.
Nem toda conexão vira permanência.
Nem todo valor é reconhecido por quem o recebe.
O erro comum é tentar “ensinar” o outro a perceber.
Mas percepção não se força. Ou a pessoa alcança, ou não.
Quem não te assumi na luz
Não merece o teu amor no escuro
______________
Ou te escolhe..
Ou te perde.
