Poemas para o Dia dos Namorados que encantam em cada verso

Amar não se limita ao que se sente — sentimentos são voláteis, atravessam fases, silenciam sem aviso.
O amor, quando verdadeiro, transcende essa instabilidade: ele se firma na escolha. Na decisão lúcida de permanecer, de cuidar, de sustentar o que foi construído, mesmo quando o encanto já não se impõe com a mesma força.
Há uma nobreza silenciosa em quem decide ficar — não por falta de opção, mas por consciência. Porque amar, em sua forma mais elevada, não é sobre intensidade passageira, mas sobre constância deliberada.
É no cotidiano, nos gestos que não se exibem, nas renúncias que ninguém aplaude, que o amor revela sua essência: não aquilo que se sente por impulso, mas aquilo que se escolhe, com maturidade, todos os dias.

Carta aberta: Ao meu Marido

Te amar foi, sem dúvida, a escolha mais bonita que eu já fiz.
Não foi algo que simplesmente aconteceu… foi uma decisão que nasceu no silêncio do meu coração e que eu escolho renovar todos os dias, ao seu lado.
Com você, eu aprendi que o amor vai além dos momentos leves — ele se constrói na paciência, se fortalece no perdão e se prova na decisão de permanecer.
Eu escolho você nos dias fáceis… mas, principalmente, nos dias difíceis.
Escolho ficar quando tudo pede para ir,
escolho cuidar quando é mais simples desistir.
Porque o que temos não é passageiro.
É profundo, é verdadeiro, é raro.
Amar você é isso:
é decidir ficar,
é querer construir,
é nunca desistir de nós.
E, entre todas as escolhas da minha vida,
você sempre será a minha escolha mais certa.

“Aprendi que amar não é desaparecer. Não é entregar a minha paz, nem esquecer o meu valor."


—By Coelhinha

"Amar sem se abandonar é o maior ato de coragem. Permanecer em si, mesmo acompanhada."


—By Coelhinha

"Amar requer entrega, mas nunca o sacrifício da sua própria identidade, dos seus valores ou da sua saúde mental."


—By Coelhinha

Nada é tão humano
quanto destruir
o que amamos e
amar o que destruímos.
Somos a vingança
mais profunda da
nossa própria extinção.

A Vida ao Fundo dos Teus Olhos


Amar-te é reconhecer
que o infinito
não vive nas estrelas, mas no intervalo entre o teu silêncio e o meu.


Quando anoitece, descubro
que o corpo também pensa,
que a pele também tem sede.


Há em nós um pensamento antigo,
como se o universo nos tivesse imaginado antes de nos encontrarmos.


E se o mundo ruísse agora,
se tudo se desfizesse em pó,
ficaria ainda este fogo
o teu, o meu, o nosso
a incendiar o que resta da noite.


No teu beijo encontro a origem,
no teu corpo a razão,
no teu olhar a prova
de que o universo não é caos
é escolha.


E eu escolho-te,
mesmo sabendo
que o amor
é sempre um risco
que vale a vida.

Amar-te em Silêncio




Amar-te em silêncio é ouvir o universo respirar dentro de mim, como se cada estrela
soubesse a tua madrugada.
E cada batida do meu peito é um trovão a chamar por ti.
Ardo no espaço onde
a palavra falha e,
nesse fogo que ninguém vê,
a tua presença é chama,
o teu corpo é vertigem
e eu sou apenas o que sobra depois de te desejar até ao limite do ser. Talvez aquilo que calo consiga confessar que te procuro
não nos caminhos do mundo,
mas nos desvios da alma,
onde cada dúvida é uma porta
e a tua essência é uma resposta.

Mar de Amar




Mar em mim.
Mar comigo.
Mar sempre.
Mar que chama.
Mar que rasga.
Mar que sobe pela pele.
Mar de amar.
E eu, na estrutura do instante,
aprendo a ser horizonte.

INQUIETUDE

O que me incomoda é este teu silêncio
de amar e se fazer amada
mas não me ama.
Você me olha quase falando
mas nada fala.
Teus gestos tem um quê!
mas eu não sei o por que
deste teu silêncio.
Desta chuva que cai, mas não molha
deste fogo que arde, mas não queima
deste vento que sopra tão forte,
mas não move sequer uma folha do lugar.
E você permanece imutável
sem saber que te amo,
deixando apenas o silêncio
falar por você...

As cem razões para amar lá


Eu poderia listar cem razões para te amar,
mas nenhuma caberia inteira nas palavras.
Te amo no que explico e no que escapa,
no que fica e no que insiste em ir.


Te amar é perceber que o mundo silencia
quando tua presença atravessa o dia.
É encontrar sentido no simples,
como se tudo ganhasse outro nome.


Há razões que nascem do teu riso,
outras do silêncio que me entende.
Algumas vêm da calma,
outras da saudade que você deixa.


E quando as razões acabam, eu continuo.
Porque amor não é conta exata,
é escolha diária,
é ficar
— mesmo quando não há mais porquê.

Arte de amar


Amar é aprender a nadar em mar revolto, onde o vento não pede licença e as ondas testam a coragem do peito.
Ainda assim, o coração
insisteem ficar à deriva.


O amor é arte feita sem esboço,
pincel molhado de sal e esperança,
cada toque um risco, cada erro uma nova forma de beleza.


Há noites em que o medo parece afogamento, o silêncio pesa como âncora no fundo do peito, mas até o mar mais bravo ensina
que respirar é um ato de fé.


Porque amar não mata
— transforma.
Desmonta, refaz,
ensina o corpo a flutuar.
Quem ama não foge da tempestade:
aprende a chamar o caos de casa.

Revela quem Ele é



Ele não espera que você se conserte
para então decidir amar.
Não observa suas rachaduras
como quem calcula se vale a pena ficar.


Ele vê o medo que você esconde,
as falhas que você tenta cobrir,
e não recua diante delas —
é ali que escolhe agir.


Porque a graça não floresce no mármore,
mas na pedra que já foi quebrada;
o poder não nasce da perfeição,
mas da alma cansada.


Deus não ama apesar das suas imperfeições —
Ele atravessa cada uma delas com luz.
E onde você vê fraqueza,
Ele vê espaço para revelar quem Ele é em você.

E talvez amar de verdade seja isso:
aceitar que certas dores não pedem cura, apenas pedem um lugar seguro no peito, onde a esperança possa, enfim, descansar.

Porque amar nunca foi sobre equilíbrio, foi sobre entrega —
e eu sempre te amei
com tudo que o mundo nunca viu.

Hoje entendo: amar você
foi trabalhar por um salário que nunca veio.
No fim, a única coisa que conquistei
foi aprender que sentir não garante direito ao final feliz.⁠

Não perdi porque amei pouco,
perdi porque amar não garante lugar.
O coração não premia quem insiste,
ele só decide quem vai ficar.

Esse é meu escudo, minha prisão,
meu erro mais humano:


amar demais
e chamar de
bloqueio emocional.

Talvez a gente aprenda,
que amar não é porto pronto,
é vento que insiste e ensina.
Somos dois tentando o rumo,
errando juntos a bússola,
mas ainda assim seguindo.


Somos um barco,
feito de falhas e esperança,
rangendo sob o peso dos dias.
Teu nome é o remo que insiste,
minha fé é a vela rasgada
que só se abre quando confia.


O mar interior nos prova,
com ondas que não pedem licença.
A lição do mar é simples e dura:


ou afundamos sozinhos,
ou aprendemos,
de mãos dadas,
a flutuar no amor que fica.

Talvez não seja egoísmo —
talvez seja só o coração aprendendo, enfim, que amar o outro não exige
abandonar a si mesmo.