Poesia de Reflexão
Todos deveriam ter seus segredos. Você nunca pode saber tudo sobre uma pessoa. Você ficaria louco tentando.
O que nos atrai para a literatura não é que ela seja familiar para nós, é podermos nos relacionar com o valor universal que existe nela.
Quando estava com eles, a noção de que alguém podia sentir alguma alegria com os prazeres deste mundo não agitava mais as pontadas de culpa dentro dele. Ele poderia se divertir sem a preocupação oculta de que fosse tudo uma quimera que deveria evitar.
As pessoas pegavam o que queriam, se apegavam às coincidências, as poucas que existiam, e construíam uma vida com elas.
Esse ponto me lembra o ponto de partida o ponto de chegada o ponto de despedida o ponto de embarque o ponto do desembarque, o ponto final o final do ponto.
Precisamos praticar ter consciência dos pensamentos que vem à mente, para observar como estamos nos sentindo, o que esses pensamentos estão nos dizendo, como eles vão influenciar o nosso dia.
As pessoas nunca vão entender que ninguém é caracterizado por boas ações, eles esquecem que existem "lobos em pele de cordeiros"
Ninguém nunca vai conseguir se colocar no seu lugar. E senti aquilo que você sente. Podemos ter compaixão e empatia, mas talvez nunca saberemos aquilo que realmente acontece dentro de cada universo particular.
Todo equívoco humano é satirizável. Enquanto houver ser humano com suas carências, inseguranças e dúvidas, haverá sátira.
As pessoas estão aprisionadas em suas próprias ilusões e vivem sozinhas, não porque é necessário, mas é na solidão que elas se sentem bem, porque não é todos que entendem.
As ideias que realmente funcionam não nasceram da mera observação da realidade, mas sim do contato direto com ela.
Quem sou eu? Venho tentando encontrar uma resposta para isso desde quando comecei a escrever. São centenas de palavras, conexas e desconexas, jogadas aos montes em folhas de papel, documentos no Drive, anotações no celular e conversas de WhatsApp. Percebo que tudo não passa de frustradas tentativas de me encontrar perdido em alguma dessas linhas.
A competição é só civilizadora enquanto estímulo; como pretexto de abater a concorrência, é uma contribuição para a barbárie.
O fenómeno mais herético é o amor. Ele não é bem recebido nem tolerado porque é uma força sem desistência e que não se revoga a si mesma.
A essência das coisas não está na filosofia, nem na política, nem em qualquer função intelectual. Está na reciprocidade do inconsciente que não encadeia só o que é humano, mas até o que é apenas vegetal ou inerte.
Pode-se não recordar os insultos; mas guarda-se deles um amargo de experiência, feia como uma cicatriz. E isso envelhece a alma, torna-a ruinosa e inútil.
Isto é uma coisa pensada por mim e não deve ser analisada com rigor; digamos que a a vida seja uma compilação de emoções, e neste mundo em questão viemos para viver o sofrimento, ver a morte e a destruição de perto, a falsidade verdadeiramente dita, a desordem e a revolta, a consciência de que somos nada mais do que criaturas lúcidas destinadas a conhecer o início e declínio da sociedade.
As vezes se preservar em silêncio não significa deixar de compreender o que está sendo dito é simplesmente um momento de reflexão, de aprendizado. Pois infelizmente, tudo que está sendo pronunciado não tem nenhum sentido e não irá agregar em nada e é mais fácil ouvir do que manisfestar seus pensamentos com uma pessoa que não tem nada a acrescentar, pois sua limitação é tão grande quando seu ego.
É plural, o amor. Só uma visão antiga, antes de se saber que somos construídos por camadas sucessivas, podia imaginar o amor como um instrumento monolítico. Essa concepção priva as pessoas da alegria e amarra o amor à idade. De facto, não existe essa amarra se formos cultos do ponto de vista psicológico. O amor é um estado de alma que evolui até à morte.
É sabido que na infância o tempo não passa, na adolescência demora-se, na idade adulta corre, na velhice precipita-se.
