Poesia de Mae para meu Filho Homem

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FOLHA AMASSADA

Quando criança, por causa de meu caráter impulsivo, tinha raiva à menor provocação.
Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes me sentia envergonhado e me esforçava por consolar a quem tinha magoado.
Um dia, meu professor me viu pedindo desculpas, depois de uma explosão de raiva, e entregou-me uma folha de papel lisa e me disse:
A M A S S E – A!
Com medo , obedeci e fiz com ela uma bolinha.
- Agora, deixe-a como estava antes. Voltou a dizer-me.
Óbvio que não pude deixá-la como antes. Por mais que tentasse, o papel continuava cheio de pregas.
O professor me disse, então:
- O coração das pessoas é como esse papel. A impressão que neles deixamos será tão difícil de apagar como esses amassados.
Assim, aprendi a ser mais compreensivo e mais paciente.
Quando sinto vontade de estourar, lembro daquele papel amassado.
A impressão que deixamos nas pessoas é impossível de apagar.
Quando magoamos alguém com nossas ações ou com nossas palavras, logo queremos consertar o erro, mas é tarde demais...
Alguém já disse, certa vez:
- Fale somente quando suas palavras possam ser tão suaves como o silêncio.
Mas não deixe de falar, por medo da reação do outro.
Acredite, principalmente em seus sentimentos!

NA SOLITÁRIA – Ricardo Pantoja

Hoje acordei sozinho,
No meu cárcere privado
Olhei pela janela, e não tinha janela
Olhei pela porta, não tinha porta
Procurei luz, não tinha luz
Aos poucos me acostumei com a vastidão do silêncio
Minha pulsação era ensurdecedora
O frio tomava conta...
Desmaiei!

O tempo passou,
A barba cresceu
Saí da minha contingência
Migrei pro meu pranto
Via meu corpo morrendo,
Via meu corpo lutando,
Tentei acordar, não era um sonho

Mas acordei,
Eu estava completamente sozinho,
Até meu espírito me abandonou
Até minha pulsação se calou

Isso aqui é uma tortura
Psicológica e física
Perdi pra minha fraqueza
Chorei! Morri!

Eu fiz tudo isso sozinho
Na real, nunca pedi ajuda a ninguém
É por isso que eu não atendo
Meu celular quando ele toca

Meu coração é meu guia.
Meu instrumento é a palavra.
E minha inspiração é você.
Será que só você não percebe?

O meu olhar é nítido como um girassol
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando pra direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança, se ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Alberto Caeiro

Nota: Trecho de "O Guardador de Rebanhos", do livro "Poemas de Alberto Caeiro", de Fernando Pessoa (heterônimo Alberto Caeiro).

...Mais

Por ti

Por ti a minha alma existe.
Longe de ti eu fico triste.
És meu riso, canto e dor.
Por ti é que às vezes choro.
És quem tanto adoro.
És meu grande amor.
Quando estas distante padeço.
Nem quando durmo te esqueço.
És minha oração preferida.
Por ti ignoro minha dor.
Por ti e por teu amor.
É que existe a minha vida.

Meu espírito. Isso é uma novidade. Não sei exatamente o que significa, mas indica que eu sou uma lutadora. De uma maneira mais ou menos corajosa. Não sou sempre antipática. Tudo bem, Não saio por ai amando todo mundo que encontro pelo caminho, meus sorrisos não aparecem com facilidade, mas me importo com as pessoas.

(Katniss Everdeen em Jogos Vorazes)

Amante

No silêncio frio da noite mansa,
mansamente, veio deitar ao meu lado,
aninhando-se a mim como a criança
que procura abrigo a seus temores.
Ao sentir seu calor, busquei tocá-la
aspirando seu perfume, mas calado
esperei de olhos fechados o hálito morno
de sua boca a me beijar o corpo.
Sua mão ávida deslizou em meu peito
a brincar distraída com meus pelos.

Logo, correu suave pelo meu ventre
palmilhando cada centímetro de pele.
Meus dedos correram em seus cabelos
e como um cego procurei seu entorno
tocando, subindo e descendo planícies
buscando nervosos morros e cavernas.
Loucamente, cavalgou minha cintura
e senti seus movimentos nervosos,
em quase delírio por tê-la tão perto.
Mas, no clímax do desejo abri meus olhos
a tempo de vê-la perder-se no vazio escuro.

A ilusão da liberdade

INSÔNIA
Sozinho, reflito no frio silencioso
de meu quarto sem luzes.
Busco encontrar meu tempo
e, sem sono, me perco
a buscar o tempo passado,
mas, é o tempo que me encontra
entre os lençóis, perdido!

REFLEXÕES
Um dia, acreditei no livre-arbítrio
da natureza humana.
Pobre Joseph Nuttin, estava errado!
Somos seres sem vontade própria,
sem condições de guiar nossas vidas.
De alguma forma nascemos assim,
marcados para seguir um caminho
que não é o nosso, nos foi imposto.
Por que acontecem os fatos da vida,
fomos nós mesmos que os criamos?

ILUSÕES
A estrada nos foi adrede traçada
e não nos permite maiores desvios.
Apenas, como seres autômatos,
seguimos o roteiro do papel vivido.
Por que um não foi mais forte que o sim?
Por que apenas uma palavra mudou
tudo que pensamos verdadeiro?
Seguimos sem vida a viver a vida
em um papel que não escrevemos.
Não escolhemos onde e quando nascer,
não saberemos onde e quando morrer.

O Senhor é o meu pastor, nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas.
Refrigera a minha alma, guia-me pelas veredas da justiça, por amor ao seu nome.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque Tu estás comigo; a Tua vara e o Teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias.

Vida, meu amor, 1 mês de namoro hoje!
Sério, eu ainda não acredito que depois de tantas coisas estamos juntos e mais felizes do que nunca, e me desculpe por nunca ter postado nada pra você aqui... me desculpe por não conseguir demonstrar em palavras todo esse sentimento. Mas eu acredito que a força do meu sentimento não é demonstrado através de palavras e sim de atitudes, e o nosso amor é demonstrado através de atitudes, com beijos, carinhos, sorrisos... dias perfeitos ao seu lado, VIDA. Eu te chamava de amor, mas aí eu me dei conta que amor era só uma parte de mim, e você não é uma parte de mim. Você sou eu por completo, e foi aí que eu comecei a te chamar de VIDA. Eu te amo do meu jeito atrapalhado, mas amo.

Viver conviver amar

Seria melhor que meus olhos não
vissem as coisas más e tristes
Assim meu coração não sentiria

Seria melhor que meus ouvidos não
Escutassem as mentiras e injurias desta vida
Assim meu coração não sentiria

Seria melhor que minhas narinas não
Farejassem o erro e as falhas que se esparramam neste chão
Assim meu coração não sentiria

Seria melhor que minha boca não
Degustasse o dissabor da decepção e da amargura
Assim meu coração não sentiria

Seria melhor que meu coração não
Sentisse o que meus sentidos experimentam
Assim eu nada sentiria
Assim eu viveria sem harmonia

Mas viver desarmoniosamente é vegetar
O coração merece sentir chorar vibrar
Doer degustar
Isto sim é viver conviver amar

PARTIDA

E meu trem partiu.
Foi naquele momento,
exatamente,
que ele partiu.

Tremeu, apitou
e, gemendo,
sumiu entre névoa
que ficou na noite,
ao redor de tudo.
Partiu sozinho
como eu,
num trilho infinito,
tremendo, aflito,
já bem longe, deixando
apenas a névoa.
Contornos imprecisos
de uma cor acinzentada,
lentamente se apagando.

Na estação,
dentro da noite,
não ficaram acenos,
nem lágrimas;
talvez uma recordação,
talvez nem isso.
Mas, submisso,
preso ao trilho
de seu destino,
foi que meu trem partiu.
Ninguém viu
nem compreendeu
que ele partia
definitivamente.

Meu coração tem sempre tantos questionamentos, porém meus olhos não perguntam nada.Por isso de vez em quando, “fecho os olhos pra não ver passar o tempo”.
Nasci com três vidas. Uma longa para os meus amores, outra média para a minha imaginação e uma, a mais breve, para mim.Apesar do desespero que é amar, o amor é sensacional.Embora a imaginação nem sempre possa se materializar, imaginar é extraordinário.E ainda que a vida tenha um fim, viver vale a pena por causa do mistério do sim.
Lá parece sempre melhor do que aqui.Mas quando vou lá quero estar aqui e quando estou aqui quero voltar para lá.Sonho que um dia o lá se torne para sempre o meu aqui...

Nossas escolhas vão dizer pra onde iremos!
Hoje o meu coração bate mais forte que antes
Armadilhas do tempo são como o vento, levando as folhas pra lugares distantes!

Minha filha, meu amor.

Você nasceu com um brilho reluzente
Que em teus olhos a beleza refletia
Primeiro choro a mais bela poesia
Que irradia como uma estrela cadente
Serei a mãe que o amor será presente
Em cada passo em que você possa alcançar
Nos tropeços em que a vida te ofertar
O meu amor te servirá de proteção
Como uma redoma estarás no coração
Pra toda vida minha filha eu vou te amar.

Escolhi você pra ser minha alegria,
meu grande amor, minha fantasia.
Escolhi você pra amar,
pra te fazer sorrir e nunca mais chorar.
Escolhi você pra ser a minha vida.

Oh Capitão! Meu capitão! nossa viagem medonha terminou;
O navio tem resistido cada tortura, o prêmio que perseguimos foi ganho;
O porto está próximo, ouço os sinos, o povo todo exulta,
Enquanto seguem com o olhar o firme navio , o barco raivoso e audaz:

Mas ó coração! coração! coração!
Oh gotas sangrentas de vermelho,
No tombadilho onde jaz meu capitão,
Caído, frio, morto.
Oh Capitão! Meu capitão! levanta-te e ouça os sinos;
Levanta-te, para você a bandeira tremula -para você tocam os clarins;
Por você buquês e grinaldas listrados, para você nas margens há uma multidão;
Por você que eles chamam, a massa balançando, de faces ansiosas;

Aqui capitão! querido pai!
Este braço sob sua cabeça;
É um sonho que no tombadilho,
Você caiu frio e morto.
O meu capitão não responde, seus lábios estão pálidos e silenciosos;
Meu pai não sente meu braço, ele não tem pulsação ou vontade;
O navio está ancorado são e salvo, a sua viagem terminada e completa;
De uma horrível travessia o vitorioso barco vem com o almejado prêmio;

Exulta, ó praias, e anel, oh sinos!
Mas eu com passos desolados,
Ando pelo tombadilho onde jaz meu capitão,
Caído, frio, morto.

Dorme sobre meu seio,
Sem mágoa nem amor...
No teu olhar eu leio
O íntimo torpor
De quem conhece o nada-ser
De vida e gozo e dor.

Fernando Pessoa

Nota: Trecho de poema do livro "Poesias", de Fernando Pessoa.

Amor Sem Adeus

O dia em que você gostar de mim
Será o meu dia mais feliz
Os teus olhos hão de vir de encontro aos meus
Na manhã desse amor sem adeus

Então deste encontro irá nascer
O amor que eu sempre desejei
Os teus olhos hão de vir de encontro aos meus
Na manhã desse amor sem adeus