Poesia de Amor pequena
A importância do umbigo não é para se olhar; ele está lá para nos lembrar que existe um laço entre nós e nossa mãe e, por fim, entre todos os seres humanos.
São os contrastes da vida que nos permitem enxergar as nuances e assim nos expandimos, nos libertando das amarras da visão limitada.
Retribuições têm sabor e agradecimentos têm suas cores. E assim, o simples vai ganhando espaço e mais vivacidade.
Não há dor que não sare com gratidão, assim como não há tristezas que se desfazem com um olhar mais cuidadoso pelo próximo, pelas coisas belas que acontecem a todo instante ao nosso redor e coisas que passam despercebidas no nosso cotidiano. Tudo isto é gratuito.
A delicadeza não exclui a força, assim como as luzes não apagam as sombras; juntas, elas definem nossa resiliência e caráter.
Ela me convida a perder-me na fragrância efêmera, celebrando a beleza fugaz que a natureza gentilmente nos oferece.
Encontro abrigo não apenas sob o teto que me protege, mas também nos momentos em que a natureza se abre para me receber. Cada gota que cai é um convite para me refugiar na serenidade do momento presente, como o meu chapel pendurado delicadamente em um galho dançando ao ritmo da chuva.
Há uma beleza incontestável no comum, pois ele é político por essência – acessível a todos, florescendo em todos os cantos do mundo.
O paradoxo está no que é distante e inspira sonhos, e no que está ao alcance dos olhos, tocando a alma. Assim nascem os desejos.
O tempo é absoluto, mas o instante é soberano. Cada segundo carrega o peso de ser único, intenso e irrepetível.
Cada sopro da vida carrega um instante que se despede. Momentos que voam leves como sementes ao vento, frágeis, mas cheios de significados. O que parece partir, na verdade, semeia. Porque a vida, mesmo quando vai, deixa raízes em algum lugar.
Mateus 25:31-46 ensina que, no fim dos tempos, Jesus separará as pessoas como ovelhas e bodes, recompensando os que praticaram atos de bondade e misericórdia, e condenando os que os ignoraram.
Entre as notas da saudade, surge outra música que ressoa como um lamento, uma canção que lamenta a distância e celebra a espera do reencontro.
Entre o verso nostálgico e a melodia saudosa, percebo que a saudade é uma canção eterna, uma composição que nunca deixará de tocar em meu coração.
A madrugada se torna o palco da saudade, onde o vazio da noite destaca a sua falta, transformando as horas escuras em um espetáculo nostálgico.
Como uma eterna canção, sua presença se entrelaça em cada verso, fazendo de você a melodia que ecoa na trilha sonora do meu coração.
Quantas vezes precisei fugir para não pensar em você, mas cada passo longe só me levava mais perto do vazio que você deixou.
"Pensamento que enseja, pensamento que liberta, quão vida livre se faz morada ali, reluzente pensar que cria, que tudo faz, que tudo modifica; modifica o sonhar e tão logo o realizar."
A vida, em toda sua plenitude, é um Universo de Luz. Cheia de pontinhos coloridos, matematicamente relacionados e geometricamente conectados que, na mais pura criação divina, entoa a música poética e mais perfeita que embala nossos sonhos.
