Poesia Amar

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Amar-te em Silêncio




Amar-te em silêncio é ouvir o universo respirar dentro de mim, como se cada estrela
soubesse a tua madrugada.
E cada batida do meu peito é um trovão a chamar por ti.
Ardo no espaço onde
a palavra falha e,
nesse fogo que ninguém vê,
a tua presença é chama,
o teu corpo é vertigem
e eu sou apenas o que sobra depois de te desejar até ao limite do ser. Talvez aquilo que calo consiga confessar que te procuro
não nos caminhos do mundo,
mas nos desvios da alma,
onde cada dúvida é uma porta
e a tua essência é uma resposta.

Amo te amar assim
Tatuei seu nome no meu coração
Pensando em você agora
Eu tento entender essa tal ilusão...

Amar você foi como andar com o infinito,
Sem começo exato, nem fim definido.
Cada passo era leve, flutuava no ar,
Como quem ama sem medo de se entregar.
Foi perder o rumo, mas encontrar sentido,
Ver no teu olhar um céu nunca visto.
Foi silêncio que falava mais que som,
Foi tudo e nada, intenso e bom.

E mesmo que o tempo queira apagar,
Esse amor não dá pra calcular.
Porque amar você…
Foi como andar com o infinito.

*– Binilson Quissama*

EU NÃO SOU DIFERENTE DE VOCÊ

Eu não sou diferente de você,
Também quero ser feliz, amar e viver.
Acordar bem cedinho sentindo o cheiro da grama,
Ter alegria na vida, receber amor e carinho na alma.

Mas eu creio em um Deus que fez a terra e os céus,
Poderoso em glória, soberano e fiel.
Eu creio na eternidade, na vida que ainda virá,
Quando tudo aqui na terra um dia se findar.

Eu estarei com o Rei,
Que me fez pra com Ele reinar.
Mesmo que o mundo passe,
Sua promessa vai permanecer.
Minha esperança está no céu,
No Deus eterno e fiel.
Eu viverei pra sempre com o Rei,
Que escolheu me amar.

E quando as lágrimas cessarem,
E a dor não existir mais,
Verei a face do meu Rei
Na glória eterna e celestial.
Então cantarei pra sempre:
Santo, digno e fiel.
O Deus que me sustentou na terra
Me receberá no céu.

Cícero Marcos

Hoje, o gesto mais difícil e mais digno é amar sem ir atrás, amar sem contato, amar sem se humilhar.
Amor maduro às vezes é só isso. Ficar quieto dentro do peito e não virar ação.

Não foi fraqueza.
Foi entrega.


A gente não erra por amar.
Erra por aceitar pouco quando está oferecendo tudo.
Muita gente se apaixona por versões.
Pela pessoa que existe na madrugada,
na conversa intensa,
na promessa sussurrada,
no “talvez um dia”.
Mas caráter não aparece só no que alguém diz no privado.
Aparece no que assume no público.
Quem te esconde, já está escolhendo.
Quem te mantém em espera, já decidiu.
Quem vive de versões, nunca oferece verdade inteira.
O problema nunca é sentir demais.
É sentir sozinho.
E quando a incoerência vira rotina...
Mentira descoberta,
decepção engolida,
esperança renovada...
Não é amor que sustenta.
É apego.
Dói perceber que se foi opção enquanto acreditava ser escolha.
Dói entender que intensidade não transforma quem não quer mudar.
Mas há uma virada silenciosa nisso tudo:
Não é fracasso amar forte.
Fracasso é permanecer onde não há respeito.
Quem não te assume na luz
não merece teu amor no escuro.
E um dia a dor vira lucidez.
E a lucidez vira limite.
E o limite vira dignidade.
E a partir dali,
ninguém mais te mantém...
Ou te escolhe
ou te perde.

Dizem que soltar é prova de amor,
balela, mentira que aumenta a dor.
Amar é lutar, é segurar forte,
não largar a mão nem contar com a sorte.
Eu não quero sair da vida de quem amo,
sou raiz, sou chão, não sou vento sem plano.
Saudade me morde, mas eu não desisto,
porque amor de verdade é ficar, É ser visto.

"SER BOM É SOBRETUDO AMAR A SI MESMO E
NÃO PERMITIR QUE O ESPÍRITO DAS TREVAS
FAÇA MORADA EM SEU CORAÇÃO."

Se o poeta disse que amar é um verbo intransitivo
e entre outros adjetivos tem seu sentido completo,
eu te digo que o amor é um tanto quanto relativo,
um sentimento cativo, que não aceita decreto.
​Se ele se basta em si mesmo e não pede complemento,
como explicar o aperto que dá no meu coração?
Como entender esse laço, esse doce tormento,
que me rouba o pensamento e me joga na tua mão?
​O amor pode até ser livre na teoria da gramática,
mas na vida prática ele é dependente sim.
Precisa de um sujeito que lhe dê a voz exata,
que mude a sua fonética e faça ninho em mim.
​Não me venha com a lógica de que o amor é isolado,
pois quando estou do teu lado a regra perde o valor.
O meu amor só é pleno se for conjugado contigo,
no presente do indicativo...
No plural do nosso amor.

“Nem toda mãe que entregou um filho deixou de amar; muitas foram obrigadas a escolher entre a fome, a vergonha e a sobrevivência.”
Do livro Mulher: Entre Correntes e Asas, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“A atenção não é apenas uma função cerebral; é ponte para aprender, conviver, amar, trabalhar e existir com mais presença.”
Do livro TDAH: A Mente que Não Descansa, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“Amar um filho imensamente não impede uma mãe de sentir cansaço, medo, raiva, saudade de si e vontade de descansar.”
Do livro Mães Atípicas: As Filhas do Silêncio, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“A mãe pode amar o filho com toda a alma e, ainda assim, chorar pela mulher que foi ficando soterrada sob o cuidado.”
Do livro Mães Atípicas: As Filhas do Silêncio, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“Lembrar da morte não é amar menos a vida; é compreender que cada dia merece ser vivido com mais presença.”
Do livro Tempestade Serena, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“Amar sem possuir é permitir que o outro exista inteiro, sem obrigá-lo a caber nas medidas da nossa carência.”
Do livro O Espelho da Alma Livre — Amor, Consciência e Dissolução do Ego no Silêncio Divino, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“Desapegar não é amar menos; é amar sem transformar o amor em prisão.”
Do livro O Espelho da Alma Livre — Amor, Consciência e Dissolução do Ego no Silêncio Divino, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“Ninguém nasce para amar o próprio cárcere; aprende a confundir medo com afeto quando a sobrevivência depende de quem fere.”
Do livro Síndrome de Estocolmo — Quando o Afeto Nasce do Cativeiro, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

Quero brincar de viver.
Brincar com você.
Brincar de amar.
Brincar de morrer.
Morrer de amor
De amor por você.

O que não posso viver
por Sariel Oliveira

Amar você
foi como segurar o mar nas mãos.

Por mais que eu tentasse,
por mais que eu quisesse…
nunca foi algo que eu pudesse manter.

Você nunca foi minha,
mas, ainda assim,
morou em mim
como se tivesse escolhido ficar.

E talvez esse seja o pior tipo de amor:
aquele que nasce inteiro,
mas não encontra espaço no mundo
pra existir.

Eu te vivi em pensamentos,
em silêncios,
em conversas que nunca aconteceram.

Te senti perto
mesmo quando tudo gritava distância.

E o mais cruel de tudo…
é que não faltou amor.

Faltou tempo.
Faltou caminho.
Faltou “nós”.

Hoje eu entendo:
nem todo sentimento vem pra ser vivido.

Alguns vêm
só pra atravessar a gente
e deixar marcas
que ninguém vê —
mas que mudam tudo por dentro.

E você foi isso…

um amor que eu senti inteiro,
mas que a vida
não deixou acontecer.

Maturei e entendi, que eu não quero só amar uma mulher. Eu quero dividir os dias com ela, os medos, as pequenas alegrias, uma vida inteira. Antes, eu achava que amor era incêndio. Hoje eu sei que amor também é café passado cedo e presença que fica. É acordar num domingo sem relógio nos empurrando pra longe, sem despedida atravessando a manhã. É construir memória dentro da própria casa, deixar nossos rastros nos cômodos, o nosso cheiro nos lençóis, o nosso silêncio confortável ocupando o espaço.

Mas existe um cansaço silencioso em amar outra mulher : o de sentir que o nosso amor está sempre diante de um tribunal sem rosto, severo e invisível. Como se precisássemos provar o tempo inteiro que é sério, que é família, que é amor legítimo, como qualquer outro. As pessoas perguntam demais, desconfiam demais, até dos nossos planos mais simples: ficar, envelhecer, construir futuro.

E isso cria uma tristeza difícil de explicar, como se a gente tivesse que parecer forte até quando só se quer colo. Como se desejar estabilidade, família, permanência fosse fraqueza. Como se amar profundamente fosse depender.

Mas eu quero, sim. Quero amar e ser amada com essa disposição . Quero uma casa cheia de rotina. Tenho um filho. Talvez queira outros. Quero o cotidiano dividido em dois corpos. Quero alguém que tenha vontade de permanecer, que olhe pra mim como quem encontrou casa. Quero viver um amor que não precise se justificar pra merecer respeito.

No fim, eu acho que pessoas como nós nunca sonharam alto demais. A gente só sonha com aquilo que tentaram negar por tanto tempo: o direito ao afeto, à permanência e à delicadeza de uma vida comum.

Alexsándra Duárte