Poesia Agua de Mario Quintana

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⁠a caneta escreve por si mesma
eu só lhe dou expediente
estou sempre a escrever o poema
que um dia se fará presente

Riz de Ferelas

Inserida por rizdeferelas

⁠A SÍNDROME DE TÂNTALO
O gosto do inefável
Não vivenciado
Drapeja e se sedimenta
Viscosa e manentemente
Pelas papilas gustativas
Da estrela oniricamente sibarita
Como também (na realidade)
ANACORETA:
Pois --- ao nadar seguindo o contrafluxo
Do vórtice refratário á canção do horizonte ---
O totem da soledade
Testemunha a olência das macieiras
Passar inexoravelmente ao longe,
Além de o converter no mais feraz bioma da orfandade insone.
Embora, contudo,
---- Apesar de o mundo
Parecer soturno,
A cor de ÉBANO
Sofrer uma procela de insultos
Ou o BÓSON DE HIGGS
Flutuar imperceptível
Tal qual uma deidade inútil ---
O rio Nilo da vida
Continua a delinear seu curso:
Compelindo o astro bruno
A lutar de modo contumaz e diuturno
Para encontrar seu rumo.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

⁠navegando nessas águas sombrias
escondem o horizonte das estrelas
não diferencio a noite mais dos dias
imenso oceano em busca de poemas

Inserida por rizdeferelas

⁠estive buscando o horizonte de seus pensamentos
pois a luz que vi em seus olhos nunca se apagou
depois de muitas tempestades continuo escrevendo
pois escrevo que o que perdura sempre é o amor

Inserida por rizdeferelas

⁠são as estrelas no céu que iluminam meu caminho
mas é o amor em meu coração que lhes dá o brilho
aqui nesta noite em alto mar, eu busco o meu destino
são as pedras do mar que fazem os versos deste livro
Livro de poesia Novos Ventos

Inserida por rizdeferelas

⁠seus sonhos se despedaçaram
como navios agora naufragados
tentaram navegar onde a luz não alcança
perderam no horizonte sua distância

Riz de Ferelas

Livro de poesia Novos Ventos

Inserida por rizdeferelas

⁠tudo que me sobra, uma lembrança distante
dias que se foram, seu sorriso no horizonte
sonhos dão força para caminhar mais um dia
amor escreve cada verso que se torna poesia

Inserida por rizdeferelas

⁠um oceano preenchido com minhas lágrimas
não descreveria a extensão de minhas mágoas

Riz de Ferelas

Inserida por rizdeferelas

⁠se a cada batida meu coração escrever um verso
vou te alcançar mesmo do outro lado do universo

Riz de Ferelas

Inserida por rizdeferelas

⁠estrelas, me emprestem um pouco de seu brilho
para eu poder iluminar o meu caminho
existe alguém que eu quero encontrar
no fim de tudo, quando tudo acabar

Riz de Ferelas

Inserida por rizdeferelas

⁠Adeus
É tua a última flor
A saudade é uma estrada sem fim
No coração de quem te amou.

Inserida por Pccmagdalena

⁠" "A superação não é a negação da queda, mas o abraço firme que damos em nossas próprias ruínas antes de reconstruir o castelo. Quem não tropeça nunca, provavelmente anda em círculos."
— Gilson de Paula Pires

(E cá entre nós: quem nunca levou um tombo digno de Oscar que atire a primeira muleta...)

Inserida por gilsondepaulapires

⁠Canção do Mar
Por Gilson de Paula Pires

Mar que dança sem cansaço,
nos compassos do arrebol,
teu azul é meu abraço,
teu rugido, meu farol.

Sal que cura velha dor,
brisa que canta esperança,
me ensinas o valor
do tempo que nunca cansa.

Nas tuas ondas me esqueço
do que o mundo fez pesar,
sou menino em recomeço,
sou silêncio a navegar.

Teu mistério me fascina,
tua fúria me seduz,
és abismo, és disciplina,
és espelho que conduz.

Oh mar, irmão dos valentes,
confidente dos sem lar,
me ensina a ser permanente
e livre como teu mar.

— Gilson de Paula Pires

Inserida por gilsondepaulapires

⁠"As estrelas não brilham para serem vistas por todos, mas para lembrar aos que olham para o alto que a luz nunca se apaga na escuridão."
— Gilson de Paula Pires

Inserida por gilsondepaulapires

⁠Versos de Aventuras
Por Gilson de Paula Pires

Não nasci pra beira do rio,
sou correnteza, sou mar,
sou passo largo e desafio,
não me contento em esperar.

Carrego o vento na mente,
um mapa feito de sonhos,
e um coração que pressente
caminhos novos, tristonhos.

Cada pegada é história,
cada tropeço, lição,
a aventura é minha glória,
é fogo, é chão, é paixão.

Não busco fim nem chegada,
sou feito de ir e viver,
minha alma é sempre alada,
meu destino: acontecer.

— Gilson de Paula Pires

Inserida por gilsondepaulapires

O Pintor de poesias

Assemelha-se o poeta,
A um jeitoso pintor,
Que após desenhar a reta,
Faz um quadro de valor.

Enquanto o dotado artista
Pinta as cores de uma flor,
O hábil e audaz lirista
Acha a alegria na dor.

Imagens a tinta escreve
E a palavra pinta rima;
Mesmo um feito muito breve
Torna-se única obra-prima.

Risca, pincela, sombreia
Às letras mortas, aviva.
Zela, contenta, anima
Ao bom descanso convida.

Pensa, avalia, medita,
Às cores mortas, alegra.
Rima, argumenta, versa
À bela arte invita.

É o pintor de poesias
E o poeta de afrescos.
O feitor das alegrias
E dos autos principescos.

Vinde à agradável arte
Do espírito eloquente.
E pintai seu estandarte
Adornado belamente.

Inserida por jonathan_ferreira_4

⁠Não dou ao destino o crédito
sobre os caminhos que segui
e as coisas que alcancei
Mas foi o acaso que me guiou
à sorte de esbarrar na tua boca.

Inserida por leticiadequeiroz

⁠Você me ditou aquele poema em sonho
Suas palavras, não minhas
Se te doem, saiba que são suas
Colha os espinhos que plantou em mim
Eu floresci em meio ao seu cemitério de sentimentos
E doeu, viu?
Mas olha eu aqui,
intacta

Exceto pelas palavras.

Inserida por leticiadequeiroz

⁠Como a amo meu Deus…
Como amo sua delicadeza.
Como amo seus negros olhos, são Tão brilhantes!.
Como, mais como, amo seu enorme cabelo, é Tão grande.
Como amo seu andar. As vezes é engraçado por conta do seu enorme cabelo.
Como, eu não sei, mas amo tanto minha querida Rosa. O coração bate muito mais rápido ao vê-la perto de mim.

Inserida por Iubitordeflori

⁠vodu

por entre os dedos da terra
sem pressa
sem deter
discorre sem forma
e incolor
o deus terrível
profundo
silêncio cálido
que inebria e incapacita
que engole
sem mastigar
os ásperos calos
deformando
as minhas trémulas e gélidas formas
encerrando os olhos
com o capim
e as pedras
e as folhas tardias
do longo inverno
na caverna aberta deste crânio quartzítico
incandescente luz que me atravessa
imobilizado pelas asas abismais
ouço e vejo o temporal
contra a gruta do meu próprio templo
eu sou o templo e a sua ruína
os seus antepassados futuros
isto é o princípio do meu renascimento
e por isso estou estendido nesta catarse
envolvido pelo frondoso sudário da floresta
aguardo a tácita palidez da minha própria morte
talvez eu próprio seja este terrível deus
porque ouço a voz da lua e o corpo do sol
invocando em extintas línguas os meus nomes.

(Pedro Rodrigues de Menezes, “vodu”)

Inserida por PoesiaPRM