Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
Há duas verdades. A tua e a minha. Vale lembrar que, a verdadeira é aquela que eleva o caráter ao extremo.
Não tenho repouso, tenho sede de infinito. Quando minha alma reforça e pede socorro, aspiro e me torno pó se desintegrando junto às areias desérticas.
Minha liberdade é a minha morada. Sempre que sigo as instruções, permaneço o tempo necessário para não fugir as regras.
Esses dias que ficamos separados, percebi que a minha vida é muito boa, mas falta algo para ficar 100% e esse algo é você.
Estou num momento da minha vida que não quero mais nada superficial ou virtual. Quero o concreto, o verdadeiro, o sensível, o poético. Quero o toque, o olho no olho, as palavras amorosas e ações que comprovem tudo isto. Portanto, ou vem por inteiro ou nada feito.
Se a dor doer até rasgar minha pele, eu deixo doer. Nada mais sábio do que levar ao extremo aquilo que nos renova e nos faz mais forte.
De uns tempos para cá minha vida está indo ladeira abaixo. É um processo que parece doloroso quando dizemos essa frase, mas que no fim das contas, quando percebemos estamos passando por uma fase necessária para entender lá na frente que a vida nada mais é do que um caminho evolutivo.
Às vezes nos perguntamos: o que será da minha vida? Poderá ser o que quisermos. Nós determinamos a quantidade de emoção.
O que seria da minha vida sem um café? Perderia a graça, a noção e a imaginação. Por favor, sirva-me dele.
Da minha vida apenas o amor me fortaleceu. O resto morrerá na minha lembrança. Vou apagar como uma borracha, sem deixar marcas.
Cansei de ter que provar a minha índole, o certo do errado e as minhas virtudes. Ninguém acreditou. Hoje, quero mais é estar fora de tudo isto.
Por que sinto este peso? Esta agonia rasga minha fé e me coloca frente a frente com um jogo que considero perigoso demais.
