Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
E é por essa certeza, que tudo o que eu semear hei de colher, que ando plantando levezas, em minha alma, em meu coração, em todo o meu ser."
“…E é assim que defino felicidade, a soma perfeita das seguintes parcelas: EU + VOCÊ. E minha felicidade tem pressa, então se apressa amor meu. E não se demora, demora não, porque esse amor já se hospedou aqui, bem dentro do meu coração.
Meu coração pede para seguir. Minha razão , exige que eu fique. Só sei que o meu amor grita por mim. Então vou seguir por aí, sem destino certo. Quem é que sabe a direção pra encontrar quem não se vê? O coração vai me responder.
Mais uma noite que chega, e, com gratidão, a minha alma, celebra a paz, os sonhos, a esperança, o amor, a fé, o viver.
Que as dificuldades da minha jornada não me roubem a alegria de viver nem tampouco a minha fé de vencer.
Queria estar morto, ou melhor inexistente: Alheio a tudo e a todos, inconsciente sobre a minha condição, indiferente à minha própria indiferença. Não querer, não sentir e não ter necessidade de nada. Imune à dor, livre da escravidão do prazer. Rijo e insensível como uma pedra, invisível como o vento. Um nada absoluto que nada quer, nada sente, nada sofre. Simplesmente um nada!
O que a minha boca não consegue transmitir em palavras,
meus olhos transmitem no silêncio do meu olhar!
Minha atual personalidade foi moldada por transições de crenças. De evangélico a ateu, de ateu a agnóstico, de agnóstico a espiritualista/ocultista.
Entre crenças e descrenças, me tornei uma pessoa criteriosa e cientificista, capaz de não ter medo das dúvidas.
Menina da minha infância, olhar apaixonado, desejo já mais consumado, sonho traído longevidade desconhecida, mais o coração ardendo, como uma chama nova.
“Entre idas e vindas, aqui permaneço — porque preservar minha essência, mesmo sob o fardo de processos árduos, é virtude que não abdico.”
A minha vida é um grande livro de histórias. E eu sei que, na página do seu nascimento, o meu capítulo terá que se encerrar. Mas, em vez de fechar o livro para sempre, eu me transformarei em uma estrela na capa, para que eu possa, de lá, brilhar e iluminar todas as páginas que os meus quatro outros filhos irão escrever. O meu último suspiro de vida será a primeira e mais bela respiração de uma nova vida. E a minha ausência, no chão, será a luz que os guiará no céu.
Você é o último grão de areia em minha ampulheta. E, ao invés de vê-lo escoar para o tempo que se esvai, eu o sopro para a imensidão do céu, para que ele se torne uma estrela. Eu sou a terra fértil onde a semente de sua vida brota, e mesmo que meu solo se esgote para te fazer crescer, eu o faço de bom grado, pois a luz do seu amanhecer é o futuro de um novo jardim.
Deixa-me triste (dói-me) saber que a história da minha vida será julgada por aqueles que não a conhece. Furucuto,2025
Gosto de me inspirar em pequenas grandes belezas. Qualquer singela flor é minha musa, o vento soprando me encanta. Como amar o muito, sem valorizar cada parte do todo?
