Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
Agora eu apenas sento em silêncio. Com imagens passando pela minha mente cansada. Sem ponderar mais nada, pois seria inútil. Evitando pensar o que eu poderia ter feito ou falado, se talvez alguma coisa mudaria. Mas acredito que não, as coisas são como devem ser.
E agora eu apenas sento em silêncio. Sem gritos desesperados, sem pensamentos acelerados, sem lágrimas. Apenas me conformo com o que foi e com o que é. O que poderia ser feito, fiz. Se foi ou não o bastante, já nem importa mais, passou. Fiz além do que poderia ter feito e isso é o que realmente me importa.
Mas agora eu apenas sento em silêncio.
Já não há mais certeza do que as coisas são agora. Só resta esperar com paciência que elas encontrem seu caminho. Sem alarde, sem aviso prévio, sem manobras, sem criar expectativas. Sabendo onde quero chegar, sem perder meu próprio caminho e resguardando minhas esperanças. No momento oportuno algo acontece.
Mas só por agora eu apenas sento em silêncio.
Morri, de "morte matada".
Fui pra bem longe disso tudo. Bloqueando minha mente para não pensar muito. Melhor era fingir demência, como se nada tivesse acontecido.
"Estou bem, não foi nada."
Foi só uma brincadeira de mal gosto.
Pra mim não foi real.
Não sou um grande poeta
E minha escrita é modesta
Mas tu me inspira as mais belas poesias
De sentimento e fala honesta.
No vasto universo
Nem um astro já se viu
Que tenha tamanha beleza
Como quando você sorriu.
Encanta com seu brilho intenso
Ofusca a Lua que anela
E te observa lá do alto
Desejando que a beleza fosse dela.
És tão bela, quão astro neste sistema
Sua forma os planetas desalinha
Cada qual que a deseja intensamente
Pensando: Ah! Quem dera fosse minha!
Tens uns jeito que encanta
Seus olhos brilham na imensidão
Arde com fogo e brasas vivas
E abala com qualquer desavisado coração.
Quando meu caos toma de conta, me deixando sem rumo e reprimindo minha força.
Quando destrói minha alma e me deixa perdido em meus pensamentos.
Quando desperta minha ira mais profunda e minha tristeza mais antiga.
Quando vem e fica, é só caos e mais nada.
Despedida a Isabel
Minha mui querida Isabel,
despeço-me — não apenas de vós,
mas de tudo aquilo que em vós encontrei
e em mim se perdeu.
Há muito percebo
o peso de minha presença em vossa vida,
como se meu amor vos fosse fardo,
e não abrigo.
E eu, que vos amei em silêncio e constância,
aprendi a ler nos gestos ausentes:
no rosto que se volta,
nos beijos contados,
na ternura que não mais floresce.
Assim, pouco a pouco,
fui me tornando sombra de mim mesmo,
habitando um vazio onde outrora
vivia esperança.
Se errei — e sei que errei —
não foi por desamor,
mas por não saber amar melhor
quem sempre foi tudo para mim.
Perdoai-me, pois,
se vos causei dor;
carrego comigo a culpa
e a devoção que jamais cessou.
E assim parto —
não de vós apenas,
mas do que fui
quando ainda havia nós.
Minha mui estimada Isabel,
Rogo que recebais estas humildes linhas como íntima confidência de um coração já fatigado pelas agruras do destino e pelas aflições do espírito. Há muito percebo, com silenciosa dor, que minha companhia vos tem sido mais um peso que um consolo, mais um fardo que uma ventura. Tal percepção, cruel e incessante, lançou-me em profundíssima melancolia, da qual raras vezes encontrei alívio.
Nos pequenos gestos de vossa distância — no semblante que se desviava do meu, nos beijos concedidos com parcimônia, na frieza que lentamente se instalou entre nós — fui lendo, pouco a pouco, a sentença de meu próprio desalento. E assim, consumido pela tristeza e pela solidão, tornei-me sombra daquilo que outrora fui.
Todavia, se em algum momento falhei convosco, ou se minhas ações vos causaram mágoa e injustiça, suplico-vos humildemente o vosso perdão. Jamais houve em minha alma intenção de ferir aquela a quem dediquei o mais sincero e devotado amor. Reconheço minhas faltas com resignação cristã e aceito, sem queixa, o peso de minhas culpas.
Pois, ainda que os caminhos da vida nos conduzam por veredas distintas, levarei comigo a certeza de que vos amei com toda a força de meu espírito e com toda a fidelidade de meu coração.
Vosso, em eterna saudade e devoção.
Quero o amor fluindo cada vez
mais em mim
Sentir que minha resiliência não
tem sido em vão
Perceber cada dia mais o bem no outro,
e ser amável
Livre de amarguras e rancores
que envenenam a alma
Eu quero ser o bem, sem olhar a quem,
e a paz que tanto me faz bem.
Hoje até meu "pensar" tá torto!
Meus sonhos murcharam,
minha esperança descansa.
Hoje senti um gosto estranho,
o gosto amargo da vida.
Os sorrisos estão nublados,
e o sol não aquece como antes.
A vida deu-me umas palmadas,
e eu fiquei com a'alma machucada.
...
Mas passa, sei que passa!
Me perguntaram se ela era só minha amiga.
Eu disse que sim.
Depois me perguntaram se ela era a minha vida.
Eu disse que não…
Mas se um dia ela precisar que eu dê a minha vida por ela, pode ter certeza: eu dou.
Porque algumas pessoas não são apenas parte da nossa vida,são o motivo de ela ter sentido.
E às vezes, o que sentimos vai além do simples "amor" …
é algo que simplesmente não precisa de explicação.
Isso te faz lembrar de alguém?
Sou arquiteta de versos
e assim dentro de minha poesia
posso colher mil estrelas
que iluminam o caminho
dos que comigo vão,
vem, junte-se a mim,
toque meu rosto
como a brisa de verão,
fazendo isso, quero que saibas,
que tocarás meu coração...
INÚTIL EXPLICAÇÃO.
“Rasgarei minha inspiração e sairei a respirar.”
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Há frases que não parecem despedidas da arte, mas um pedido de socorro da própria alma. Como se o espírito, cansado de carregar tempestades silenciosas, precisasse abandonar os papéis, os versos e as metáforas para voltar a sentir o vento simples da existência.
Porque há um instante em que o homem compreende que nem toda profundidade salva. Algumas sensibilidades tornam-se abismos ornamentados. E o poeta, exausto de transformar dor em beleza, deseja apenas respirar sem precisar converter cada lágrima em linguagem.
Rasgar a inspiração não é destruir o dom. É impedir que ele devore quem o possui.
Existe uma melancolia perigosamente bela naqueles que escrevem demais sobre a própria ruína. Aos poucos, confundem sofrimento com identidade. Passam a acreditar que deixar de sofrer seria deixar de criar. Entretanto, a verdadeira grandeza criadora não nasce apenas da dor. Nasce também do retorno. Do reencontro com a luz comum das manhãs silenciosas. Do café esquecido sobre a mesa. Das árvores que continuam existindo sem precisar serem descritas.
Talvez respirar seja o poema que faltava.
E talvez o maior gesto de profundidade não seja afundar-se mais. Seja voltar à superfície sem perder a dignidade do que se viveu.
Dia 9 — Que sabedoria posso cultivar hoje?
• O conhecimento vive em mim.
• A minha mente é fértil e criativa.
• Cada aprendizado amplia os meus horizontes.
• A sabedoria guia os meus passos.
• As minhas ideias encontram caminhos.
• Eu cultivo clareza e discernimento.
• Eu sigo aprendendo com alegria.
É no seu olhar, minha mãe, que vejo o bem
É no seu olhar, mãe, que aprendo a amar também
Ao olhar pra ti, eu encontro a paz
E ao te ver em mim, me entendo mais
E te amo mais
Para minha amiga
Não sei pq eu pergunto
Sempre é o mesmo assunto
Se eu já sei a resposta
Pra que insistir nessa conversa mal composta
Eu tento mas nunca consigo
Isso parece um castigo
Eu não consegui entender
Pra mim só basta querer
Eu sempre pergunto porque pra mim você vai mudar
Não basta só sonhar
Quem quer faz acontecer
Pra no final você me faz enlouquecer
Mas isso sempre vai ser uma lembrança
Mas eu ainda tenho esperança
De um dia você dizer que sim
Mas isso vai ficar pro fim
Mãe, tú és flor formosa que encanta o jardim da minha vida,teu aroma e beleza faz murchar o brotar da mais linda Rosa 🌹
Naz Oliver
Dente de Leite
Eu fui na praia passear com minha vó
Veio uma concha na onda bateu no dente da frente
Que era de leite tão molinho meu xodó
E eu já tinha prometido pra minha vó de presente
Mas eu engoli o dente
Engoli o dente
Que eu já tinha prometido
Pra minha vó de presente
Eu engoli o dente
Engoli o dente
Que eu já tinha prometido
Pra minha vó de presente
Dor de Dente
Eu sou daqueles menino que pouco fala e não mente
Minha vó sempre dizia a mentira dá dor de dente
Eu sou daqueles menino que pouco fala e não mente
Minha vó sempre dizia mentira dá dor de dente
A minha vó me ensinou e hoje eu sou clarividente
Aprendi ver com clareza a bondade e seus acidentes
Minha vó me ensinou e hoje sou clarividente
Aprendi ver com clareza a bondade e seus acidentes
Pau de Sebo
A minha vó lia cartas via o meu e o seu destino
Mas ela gostava mesmo era da Festa do Divino (bis)
Eu sou daqueles menino nem ligeiro nem ladino
Mas quando chegava maio lá na Festa do Divino
Subia no Pau de Sebo mais veloz que Severino
Subia no Pau de Sebo mais veloz que Severino
Mais veloz que Severino no Pau de Sebo subino
Minha vó ficava brava desce desse pau menino
Mas eu de olho no prêmio continuava subino
A minha vó ficava brava desse desse pau menino
Mas eu de olho no prêmio continuava subino
Eu sou aquele menino subino no Pau de Sebo
Lá na Festa do Divino
Eu sou aquele menino no Pau de Sebo subino
Lá na Festa do Divono
Lá de cima eu jogava os doces pá mulecada
Mas o prêmio em dinheiro no meu bolso colocava (bis)
Refrão...eu sou aquele menino...
Olhe só você tá veno o Pau de Sebo o prêmio
E o menino nele subino
Olhe só você tá veno o menino no Pau de Sebo
E os seus olhos estão sorrindo
*“Dúvida”*
Dúvida, minha dúvida,
por que você insiste em morar entre o que sinto
e o que tento esconder?
Você chega silenciosa,
bagunçando certezas
que eu jurava eternas.
Mas, às vezes,
minha dúvida inclui certezas.
A certeza do teu sorriso
invadindo meus pensamentos
nas horas mais distraídas.
A certeza do vazio
quando você demora a aparecer.
A certeza de que meu coração te reconhece
mesmo quando minha razão
finge não saber teu nome.
Talvez amar seja isso:
um encontro estranho
entre medo e esperança,
entre partir e permanecer
Porque existem sentimentos
que não sabem explicar a si mesmos, mas ainda assim…
têm absoluta certeza de existir.
