Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
Retorno à minha essência e volto a ser de mim,
ainda que enlutada,
percorra sozinha no grito das gaivotas
as vagas do nosso amado mar.
Saber-te em mim será sempre a minha maior alegria,
ter sido tua um dos melhores e maiores êxtases que alguma vez uma mulher possa ter experimentado.
Em ti me enrosco todas as noites lambendo-te as feridas dos dias onde te deixei liberto, à deriva de todos os meus caprichos,
e foram tantos!
Por vezes tenho a sensação de que ainda estás presente
e a saudade fervilha nesta ausência de nós.
É como se te visse e ouvisse boquiaberto e feliz
enquanto eu tentava arranjar os desalinhados cabelos
no temporal dos sentidos:
“ meu amor, como és linda! A mais bela das mulheres, é minha!”
É por aí que eu vou quando tudo o que ouço agora é uma cruel e inoportuna mente gritando-me exactamente o oposto
quase até à loucura!
Perdoo-te teres partido, mas nunca te teres tornares silêncio,
cobardia e bicarbonato de sódio
neste corpo onde explodem lavas,
corpo de primícias tuas
onde navegaram navios
e tuas mãos de menino.
Célia Moura, poesia
Ode de despedida
As árvores da minha terra
já não morrem em pé…
morrem nas manhãs frias de nevoeiro,
morrem numa paleta policroma desbotada,
morrem num tempo esculpido por uma soturna melancolia,
morrem no ocaso da memória continuamente vivida,
morrem na toponímia de um corpo consumido,
morrem
morrem as minhas raízes
silenciadas dentro de mim.
Silêncio.
O silêncio insuportável da minha alma.
Causa barulho em noite calma!
O sorrir da solidão.
Traz emoção ao coração!
Mas nem toda solidão é sofrimento,
Mas um prazer reflexivo ao firmamento.
O silêncio nos faz pensar,
Faz sorrir ou faz chorar.
Porem existe um silêncio que ninguém pode tirar.
É o silêncio do coração,
Pois dependendo, pode causar outro tipo de emoção .
Conexão P.2
Essa conexão sem nome… eu encontrei alguém diante de quem minha mente não precisa usar máscaras.
O dia em que você disser que gosta de mim como eu gosto de você, eu serei muito feliz.
Mas talvez esse dia nunca chegue, e mesmo assim esse sentimento continua aqui.
Historia, não drama
Minha ansiedade me acompanha
como um ruído constante,
um alerta que nunca desliga,
e junto dela
o medo de exagerar,
de sentir demais,
de parecer dramática
por simplesmente sentir.
Ela nasceu cedo.
Entre olhares atentos demais,
expectativas grandes demais,
e a sensação de que sentir
era sempre exagero.
Cresci ouvindo
que tinha tudo.
Casa, cuidado, conforto,
um berço chamado de ouro
— como se isso anulasse
qualquer vazio que coubesse em mim.
Quando doía,
não era dor:
era drama.
Quando eu reclamava,
era vitimismo.
Aprendi cedo
a engolir sentimentos
antes que alguém dissesse
que eu estava exagerando.
Meus irmãos gritavam mais alto,
quebravam mais coisas,
ocupavam mais espaço.
O do meio, o mais difícil,
recebeu colo em excesso,
atenção dobrada,
como se o amor fosse um prêmio
para quem dá mais trabalho.
E eu?
Fiquei quieta.
Aprendi a merecer afeto
sendo fácil.
Sendo compreensível.
Sendo grata.
Mesmo quando algo em mim
pedia socorro —
em silêncio.
Hoje, no amor,
minha ansiedade aparece
com cuidado demais,
palavras medidas,
e o medo constante
de ser intensa demais.
Não é ciúme,
é receio.
Não é cobrança,
é medo de perder.
Carrego um receio silencioso
de depender,
porque no fundo
ainda busco validação
como quem pede permissão
para existir
sem pedir desculpas.
Já disse a ele
sobre meu medo de abandono.
Não nasceu agora.
Veio de casa.
Veio das vezes em que fui ouvida
só quando não incomodava.
Tenho amor,
mas também tenho feridas.
Tenho entrega,
mas carrego alertas.
Não sei sempre explicar
nem organizar o que sinto,
e ainda assim
sinto —
mesmo com medo
de parecer dramática.
Não quero amar por carência.
Não quero ficar por medo.
Quero escolher.
Inteira.
Mesmo ainda aprendendo
a confiar
que meus sentimentos
não são exagero,
são história.
✍🏻Na minha caminhada aprendi que todas as pessoas, que encontrar nas encruzilhadas da vida, têm algo de bom ou ruim pra deixar como lição.
Só quem não promulgar Verdades Absolutas poderá colher esse aprendizado.
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Pensei que era forte, mas minha fraqueza é meu grande triunfo e é meu pior pesadelo.
Sigo assim imprevisível como o fogo na água, como as gotas do frio no denso orvalho numa madrugada fria onde se arrepia a alma!
Meus olhos são cegos, meus ouvidos muitas vezes são afiados, mas meu maior medo é minha língua; ela pode ser uma espada afiada que intiriça e sangra sem nenhum corte...
Sim, o ser humano é assim.
Eu não te perco Tatiane, está na minha razão.
Fortaleço todos os dias esse, e outros sentimentos que tenho por ti, sei que é recíproco.
O meu amor tem paixão, e nunca se perderá, mas não sabe ser platônico.
Agnaldo Souza
Eu vou te fazer feliz por todos os dias da minha vida
Lembrarei de todos os dias que fiquei sem você
principalmente do por que
Assim como antes
sempre cuidarei de você
O primeiro olhar que te falei
sempre o terá
O Amor ratifica a razão
elucida sentimentos
A dor da ausência é cruel
mas confirma propósito
Não haverá quedas
desvios
Meus joelhos somente irão ao chão para pedir o que possa nos fortalecer
São palavras de um compromisso
de um pra sempre
Não
Você não se arrependerá
Não se trata de quebrar a sua essência
apenas de lapidá-la
Já que és um Diamante
Eu te amo
e não está evidenciado apenas em palavras
sempre estará claro
já que sentes a energia
o quão é verdadeiro
Seu Par
Agnaldo Souza
Aleatórios
Hoje a minha sala está vazia, mas isso não é nenhuma novidade, porque ela quase nunca esteve cheia.
Hoje eu não tenho nenhuma companhia, e isso também não é nenhuma novidade, porque quase sempre estive sozinha.
Eu não gosto de olhar para trás, mas eu sempre olho.
Sinto saudade de uma versão antiga de mim
Mas tenho orgulho da versão que sou agora.
A nostalgia sempre me acompanha, e isso não é uma escolha.
Eu não queria estar aqui, mas também não quero ir embora.
“Eu não sou tão triste assim, é que hoje estou cansada” (Clarice Lispector)
Silvia Oliveira Soares
Não existo sem minha loucura.
O hospício se torna a base do reino, mesmo assim, me questiono se esse é o meu lugar.
Melhor viver mais um dia e sonhar em fugir, mas sei que o dono da caneta não me permite.
O Sol Adormece em Mim
O mar pousa na minha janela
dos olhos
e o sol
adormece em mim.
(Suzete Brainer)
O meu quarto tem cheiro da morte.
A minha janela reflete a escuridão
A minha cama vazia me ensina o que é a solidão.
Hoje quando eu acordei e te vi
Você com um sorriso iluminando como sol radiante em minha janela.
Tinha certeza que o dia seria lindo e você minha única musa, amante e bela.
Você disse oi e se foi.
A escuridão serrou meu olhar
E agora só tenho uma esperança.
Que quando o amanhã chegar e você voltar.
O planeta é minha casa, porque é nele que eu vivo, respiro e vivo tudo o que a vida oferece. Ele me abriga, me sustenta e tudo ao meu redor faz parte da minha vida.
Meu teto é o céu, porque ele está acima de mim e me mostra que faço parte de algo maior. O céu é o limite do que vejo, mas também mostra tudo o que ainda posso alcançar.
Minha família é toda a humanidade, porque todos nós estamos ligados. Não é só sobre parentes, mas sobre respeitar, ajudar e cuidar uns dos outros. Cada pessoa importa, e todos nós temos que cuidar uns dos outros e do mundo em que vivemos.
“A Coragem de Acreditar em Mim”
Com 23 anos, tenho minha própria barbearia.
No início foi duro. Eu duvidava de mim mesmo, achava que não seria capaz de ter clientes, mesmo sabendo que meu trabalho era bom.
Ouvi várias vezes pessoas ao meu redor dizendo que não daria certo, outras dizendo que eu precisava ter mais paciência.
Minha mente ficava dividida: “Estou indo bem ou estou fracassando?”
Sou um homem trans, e a vida, às vezes, é mais dura pra gente. Mas percebi que isso não pode ser um obstáculo, porque somos humanos como qualquer outro.
Por um tempo procurei fé em religiões, tentando achar respostas fora de mim.
Esquecia de algo essencial: acreditar em quem eu realmente sou.
A ciência, Deus, qualquer coisa… mas às vezes faltava acreditar em mim mesmo.
Houve momentos em que reclamava: “Por que faço bem para todos e nunca recebo nada em troca?”
Depois de dias refletindo, entendi algo poderoso:
Fazer o bem esperando “bens” é diferente de fazer o bem de verdade.
O bem verdadeiro está em cada manhã que você acorda com saúde e tem a chance de correr atrás do seu futuro.
Os “bens”, no entanto, são comparações, a busca de ter a mesma vida que os outros.
Foi nesse momento que percebi: a felicidade não está em ter o que os outros têm, mas em valorizar o que você constrói todos os dias, acreditar em si mesmo e continuar evoluindo, mesmo quando ninguém vê.
“Construindo em Silêncio”
Depois de cortar distrações e assumir o controle da minha vida, percebi uma coisa: a evolução real não grita, ela aparece devagar.
Cada treino cumprido, cada página estudada, cada decisão de agir em vez de procrastinar era uma vitória silenciosa.
No começo, ninguém percebe. Nem amigos, nem redes sociais, nem professores. Só você sente.
E isso é o ponto: progresso que depende de aprovação alheia não é progresso de verdade.
O que importa é o que você constrói enquanto o mundo assiste distraído.
Pequenos avanços se acumulam e, quando você olha pra trás, percebe que não está mais no mesmo lugar de antes.
E aqui vai a regra de ouro que aprendi:
Não se compare, não se distraia, não busque validação externa. Só construa.
Cada passo silencioso te deixa mais forte, mais preparado, mais consciente.
Cada vitória silenciosa é uma prova de que você está, finalmente, no controle da sua própria vida.
“Felicidade na Realidade”
Por um momento em minha vida, pensei que não me tornaria nada.
Eu tinha medo da realidade e me comparava demais com os outros.
Achava que para ser como todos eu precisava fazer tudo o que todos fazem: viajar, postar fotos bonitas, estudar, malhar, mostrar sempre o lado bom da vida.
Mas percebi uma verdade simples e dura: nas redes sociais ninguém mostra o dia a dia de verdade.
Ninguém mostra quando o dia é duro, quando não consegue dormir, quando a mente fica sobrecarregada ou quando você pensa em desistir.
Eu não confiava na minha própria capacidade. Pensava em desistir por achar que não era suficiente.
Procurava apoio familiar, buscava relacionamentos perfeitos, achava que precisava disso para ser feliz.
E então percebi: a felicidade não está em um relacionamento perfeito.
Nos meus 23 anos, nunca vivi nada perfeito, e percebi que felicidade tem mais letras que amor.
— ela é complexa, real, feita de pequenas conquistas e aceitação da vida como ela é.
Desde então, parei de procurar a perfeição nos outros ou nas redes sociais.
Comecei a focar na minha realidade, no que passo, nas minhas escolhas e na minha evolução.
A felicidade verdadeira não é sobre aparências.
É sobre aceitar sua vida, aprender com seus desafios e crescer todos os dias, mesmo quando ninguém vê.
