Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
Tentei te esquecer não consegui
foi inútil a minha tentativa.
Tentei deixar de te amar e não
consegui...Depois de tantas
tentativas, resolvi guardar você
para sempre dentro de mim...
Sentimento
Selei no lugar mais profundo da minha alma
Amarrado, amordaçado, aprisionado
Julguei estar tudo controlado
Mas como represar algo tão forte
Como conter algo tão visceral
Loucura pensar que conseguiria dominar
Sinto crescer a cada dia
Invadir cada molécula
Contaminar cada ação e pensamento
Transmutar minha matéria
E enlouquecer minha vida
Me sinto transbordando agora!
Angélica F L Masullo
As vezes a lágrima desce
Do nada ela chega e molha toda minha face
E pergunto a mim mesmo
O que está acontecendo?
Por que estou chorando?!
Percebo que a alma sente dor
Dor que o corpo não consegue ter conhecimento
É uma dor que se torna desconhecida
E faz uma bagunça em nossa vida
O que me resta é apenas
Secar as lágrimas do rosto
E procurar meios de fazer com que minha alma se alegre de novo.
Sombra
A melancolia é minha sombra
Flertar com a tristeza, alimenta um
rio de sentimentos
Para alguns, a caixa de pandora só
carrega as mazelas da humanidade
Mas também, dentro dela reside
a luz da esperança
Trago em mim, em eterno conflito
A dualidade do Caos e da Criação.
Angélica F L Masullo
Chegou a hora!
Primeiramente, gostaria de expressar a minha alegria ao ver mais uma nova turma concluinte. E, também, desejar minhas felicitações, que os novos desafios da vida lhes encorajem a lutar sempre mais, por seus sonhos.
O poeta já noticiava, que toda viagem começa com o primeiro passo. Sendo assim, por mais longa, dificultosa, e repleta de espinhos que as vossas peregrinadas sejam, digo que deveis seguir sempre com coragem, para saberem trilhar pelos melhores caminhos.
A vida estudantil, não findou, nem tão pouco os seus aprendizados, nós aprendemos em tudo, em todos os instantes, no nascimento, e até mesmo na morte aprendemos. Descobrimos a cada dia, que nossa estadia por este mundo é passageiro.
Lembrem-se das alegrias, aproveitem as boas novas que a vida lhes proporciona, aprendam com as dificuldades, elas também fortificam e edificam. Sejam Humildes, saibam respeitar os seus limites, afinal, somos humanos. Mas, acima de tudo tenham Fé em Deus, o único que tem a escrita da tua história, e você como um simples servo, ajude-o a planejar este propósito em teu viver.
Acreditem no potencial que cada um de vocês tem dentro de Si, Saibam que nasceram para vencer, e, para chegar ao mais alto do pódio, terás que ir a luta, eu estarei aqui torcendo por cada um (a) de vocês.
Então, não importam quais serão os seus passos, tenha sempre em mente, todos os dias é um novo recomeço, lutem, perseverem, e não desistam jamais dos seus ideais. É o meu sincero voto a todos (as), os concluintes do 9° ano da Escola Municipal Amaro Gomes Coutinho.
Quando muito jovem e impetuoso na ânsia de “levantar bandeiras” que deixassem clara a minha posição em relação a um tema, não poucas vezes me percebi atropelado pelos partidários da idéia, que se apropriavam dela como os seus legítimos defensores e pretensos “seguidores”. Não foram poucas as ocasiões em que percebi que o rumo que deram àquilo que eu concebera se colocava cada vez mais distante do que eu buscara ao lhe dar origem, mas que agora muitos se julgavam “donos” da minha verdade, e se assenhoravam da sua condução, já totalmente distorcida em relação à proposta original. Em vez de seu criador, eu agora me percebia tutelado pelos meus próprios liderados.
Foi assim que entendi uma história que ouvira contar sobre Carl Max que, ao perceber no que os pretensos “marxistas” da época – teoricamente seus “seguidores” – haviam transformado a sua ideologia, criada com o objetivo de buscar uma forma mais justa de condução dos povos, já no leito de morte teria declarado: “Tudo que sei é que não sou marxista!”. Verdadeira ou não essa versão, ela se mostra, no mínimo, como uma lição que nos previne contra rumos que nos escapam ao controle. Daí porque desisti em definitivo de levantar bandeiras como ideologia definitiva. Escolhi preservar minha capacidade de analisar todos os lados e mudar de opinião quantas vezes se fizer necessário para me aproximar da realidade, e não da versão dada a ela pelo lado que a tomou como sua.
Acho insano como consigo destruir justamente as relações que mais amo,
como se minha ansiedade fosse ácido derramado sobre tudo que tento segurar. Quanto mais desejo que algo floresça,
mais ele murcha nas minhas mãos.
É como segurar água com força demais: no medo de perder,
acabo deixando escapar.
Queremos tanto que a ligação cresça, que a conversa encontre caminho,
mas a ansiedade finca raízes no peito.
E eu me transformo em muralha: ou despejo palavras como tiros desordenados,
ou me calo como pedra no fundo do rio, sufocado pelo receio de errar.
É sempre a mesma emboscada.
A mente arma armadilhas para o coração, e o coração, cego, cai nelas.
A ansiedade é inimiga íntima, é lâmina escondida que corta, sem piedade, justamente o que eu mais queria abraçar…
EM CASA
Minha alegria sempre achei lá quintal de casa .
É lá que ando descalça ,
descabelada e com os pés
no chão.
É lá que respiro a brisa e sinto a paz
do vento em imensidão .
É lá que converso com as palmeiras
Dou bom dia ao bem te vi e
sinto o cheiro das flores .
É lá que encontro com a sabedoria
das formigas a trabalhar com inteligência e
a humildade dos pardais em cores .
É lá que sinto o sol batendo luz e
dou de cara com a leveza das borboletas .
É lá que residem os meus sonhos e a
minha plenitude em grandeza .
Nunca me encantei com essa coisa de status ,
de aparências e
superficialidade !
Gosto mesmo é de voar por entre
as asas dos passarinhos .
O meu luxo se encontra na casa da minha
simplicidade.
Mais Nada!
Minha poesia anda meio triste
Vagando nos espinhos
Nadando in relentos
Alimentando-se de desvarios
Clamando por um leito
de amor e de carinho
Pedindo aos céus um canto
de repouso
por onde o vazio não
me seja encanto.
Por onde andam os girassóis
que um dia colhi no jardim
despido de mim?
MÃE
Ela ...
Minha Mãe se foi
Mas deixou como herança
em minh'alma
a candura das flores
a leveza dos sonhos
a beleza das borboletas
a paz das estrelas
o alado de um beija flor
Com Ela aprendi a valorizar
a Simplicidade
a Vida
a Pureza
a Poesia
o Amor !
MÃE
Hoje durmo Saudade
Tem nada não
Por ela ... minha Mãe ...
Daria todos os
meus céus
meus luares
minhas manhãs
em troca daquelas
suaves mãos .
Por ela ...
Roubaria todas as estrelas
e ofertaria todos os meus dias
Só para de novo voltar ao ventre
daquela que era
doce
meiga
serena
e-terna
a me sorrir .
Como posso esquecer-te ó minha amada?
Como faço para tirar-te do meu coração?
Como esquecer uma dama tão linda, que nos dias difíceis segurou minha mão?
Fiz de tudo para agradar-te,
Amar-te era a solução.
Infelizmente, rejeitaste-me
E partiste, meu coração.
Bendito gosto amargo que fica na boca, a língua se derrete na minha, me fazendo engasgar, e o seu gosto passa por todas as minhas veias como se já tivesse se misturado com meu sangue, puxa meu cabelo e me conduz ao erro, me faz usar a boca para dizer muito mais que palavras, me deixa assim, questionando o romeu, será que ele é marido ou só mais um perdedor que prescisa de algo para se sentir homem.
Brinquedo, diversão, atração, algo cabível nos planos, algo fácil e agradável que se adequa ao cronograma,
Aqueles olhos cegos que vêem menos que um pedaço de carne, aqueles beijos que me desmotivam a fechar os olhos, e me faz ficar com eles abertos para que eu veja oque ha e não seja complacente.
Quando você se esqueceu, não percebeu que não era apenas a minha ausência que se instalava, mas o vazio de si mesma. O começo do fim não foi quando deixou de me olhar, mas quando deixou de amar a própria essência que te sustentava.
Eu não esperava nada de você, porque já carrego em mim o amor que me basta. O meu coração não é refém da sua memória, nem da sua falta. Ele pulsa por mim, pela minha coragem de seguir, pela minha verdade que não se curva diante da indiferença.
O começo do fim foi o instante em que você abandonou o amor-próprio, e nesse abandono, perdeu também a chance de me amar de verdade. Eu aprendi que o amor mais forte é aquele que nasce dentro de nós e não depende de ninguém para existir.
E é nesse amor que eu me encontro, é nele que eu floresço. Você se esqueceu, mas eu me lembro: o fim não foi meu, foi o seu orgulho tolo e a vaidade.
A força que habita em mim rejeita tua ausência,
que assola minha alma mesmo em seu melhor momento.
A falta que você faz é imensa
nenhum vazio se preenche com silêncio na tua presença.
A minha ideia molda quem sou.
A identidade nasce da consciência e da intenção
o que pensamos, acreditamos e idealizamos
transforma-se no molde do que somos.
Foi você quem envenenou minha vida,
quem abalou meu juízo — já frágil de nascença.
Mulher ardente, escandalosa, insolente e devastadora,
sensual rainha do meu ser.Teu feitiço rompeu minha timidez
e me revelou o doce abrigo do teu acalanto.
Bruxa encantadora,
tua extravagância me conduz
ao paraíso da felicidade plena.
Tolice minha insistir em seguir adiante —
a vida sempre me traz de volta,
pela mesma estrada sombria, sem retorno.
Roubaram minha infância com mentiras, enganos, ilusões,
escravizaram meu mundo, deixando-o em desilusões.
Hoje, nada restou, só a continuidade do mesmo ciclo,
um sistema podre, repetitivo, envolto em um véu de brilho artificial.
O mundo não mudou, o sistema insiste em sua prisão real camuflado em beleza morta,
e o povo, manchado, mergulha no pântano da decomposição.
O teu feitiço fracassado já não tem espaço na minha vida.
Você — exatamente você — despertou um assombro que me tirou do pesadelo embrulhado em inocência.
Ao despertar, vi tudo claro, como um cristal sob a luz do sol.
No fim, agradeço: foi você quem me mostrou a realidade vivida.
