Poemas Vinicius de Moraes Mulher Cancer
Está faltando amor nessa louca academia para treinar.Mais poesia, mais yoga e menos droga para meditar.
Mentir é um vício que precisa ser tratado, a verdade por mais cruel que possa ser, sempre terá a beleza de ser verdade.
Ao restituir a confiança em quem já mentiu, há uma ressalva de fios de desconfiança...
A confiança perdida é como um cântaro japonês que institui em sua carpintaria o colamento das fendas abertas, com fios d'ouros.
...sobre relação humana/humano sempre, ainda que tenha mudado com o tempo ao meu modo alguns modos, meu módulo essencial é o mesmo a base é a verdade.
Nos teus olhos verdes o verdor das hortaliças, realça o floral das melissas o sal da terra...
Ternura é verdes vaga-lumes sob o frescor da noite, sobre as verduras, veres dentes de leão sem flor.
E se for o caminho a própria vida nosso caminhar complexo...
Só será sentida na própria pele o nexo no caminhar com a vida.
A beleza desnecessariamente, se necessariamente, indispensavelmente, infinitamente, aparentemente?...Tudo é mentira só a essencial mente prevalece, o resto esquece cedo ou tarde cai, só a beleza da alma sobressai, ademais é abstração.
Abri aqui teu livro, escultor das palavras e senti o perfume de poesia em flor jorrando feito lavas.
Sobre a inocência...É tão lindo vê-la brilhando nos olhos, refletindo o coração dentro d'alma, antes de ser contaminada pelas palmas do mundo.
"vivemos sem tempo, deixando tudo pra amanhã, mas amanhã abre ar de cedo, logo, pela manhã já pode ser tarde".
O amor nos desperta sentimentos bons, no entanto, quando estamos apaixonados, ficamos mais egocentrados queremos o céu com tudo que há para amar.
Contentamento sinto com o melro seguro na laranjeira! Mesmo no escuro não tenho medo de perdê-lo, pois meus olhos veem lume na flor que ele ousa pousar.
...sobre o amor, é bem assim, uma segurança insegura, uma loucura que se cura com a presença, mas deixa efeito colateral com a ausência...Um frio que percorre a espinha dorsal congela o coração fractal, que tenta manter o vício aflito do batimento imprescindível, busca alento, quem sabe no vento que conduz o melro que seduz com poesia...
...vou me espalhar feitas folhas de outono num vento frívolo...
Vou me acender feito um rastilho de pólvora em TV.
