Poemas Vinicius de Moraes Mulher Cancer
Eu sou o meu próprio inimigo,
quando não tenho forças para resolver um problema,
quando não consigo arrancar o que me faz sofrer.
EDITORIAL
Qual foi o tempo que perdi?
Aquele ao qual eu trabalhei por dinheiro...
Qual foi a vez em que me diverti?
Foi aquele ao qual aprendi a não ficar parado aos domingos
Achando o momento muito prazeroso, mas não, é só o corpo agradecendo por não fazer nada...
Quem é aquele que tem o direito e o poder, verdadeiramente?
Aquele que obtém o conhecimento logo ele estuda e só...
Quem é o tal do povo no seu país?
É aquele ao qual luta, mas não para um instante para ver como é fácil ter o poder ou o que mais precisa, direito, direitos iguais, não existe...
Como faço para mudar?
É simples, ousa aquele que já mudou, mas continua ali do seu lado só para te levar junto, mas tem que saber olhar, e aproveitar, pois logo isso acabará. Pois ele irá embora, e o deixara, sem a menor duvida...
Quase
Um pouco mais de sol - eu era brasa.
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
[...]
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...
Nota: Trecho do poema "Quase" de Mário de Sá-Carneiro
Perdi tudo aquilo que eu achava que era bom.
Perdi amigos, perdi dinheiro, perdi pais, perdi irmãos, minhas coisas...
Perdi meus avós, que tanto brincaram comigo na infância.
Perdi aquela tia que fazia a diferença e aquele primo que era sempre meu inimigo número 1.
Perdi tudo o que eu achava que daria certo.
Perdi aquele amor avassalador, perdi o meu trabalho, minha casa, minha paz.
Perdi tudo aquilo que cumpunha a saudade.
Perdi tudo o que era importante e material...
Só não perdi minha vida.
Enquanto vivo, confio.
TARDES QUENTES...
Sem ninguém saber,
Num local á dois,
Poucas palavras,
Desejo a altura,
Corpos exalam,
Calor se acumula.
Tardes que liberta,
Que se manifesta,
Revelando sem temor,
O gosto do amor,
Sem apego,
Sem cobranças.
Tardes de desejos,
Muitos beijos,
Carinho e descobertas,
Coisas que despertam,
O sentido aguçado.
Tardes de calores,
Sem pudores,
Sem modéstias,
Com verdades,
Com vivacidades.
Tardes Quentes...
Da gente,
De mais ninguém,
No ontem, no hoje,
No amanhã.. Talvez.
Debaixo de minha mesa
tem sempre um cão faminto
-que me alimenta a tristeza...
Debaixo de minha pele
alguém me olha esquisito
-pensando que sou ele.
Debaixo de minha escrita
há sangue em lugar de tinta
-e alguém calado que grita.
‘‘Os 6 Mundos são os lugares para aonde vc é enviado conforme as suas obras neste
mundo.... O primeiro mundo, é o inferno... oceanos de fogo, poças de sangue, montanhas
de agulhas... de medo após medos intermináveis...aqueles que caírem neste mundo,
sofrerão eternamente.... O segundo, é o mundo dos espíritos famintos... os que caírem
neste mundo, só terão pele e ossos, com o estômago inflamado... buscarão sempre por
comida e devorarão a carne morta... passarão a eternidade devorando sem parar.... O terceiro mundo, é o das bestas... nele, todos serão transformados em bestas, num mundo
onde o mais forte devora o mais fraco.... O quarto mundo, é Azura, o mundo da luta...
haverá sangue e morte, o tempo todo, neste mundo terão que ficar lutando dias após
dia sem nenhuma trégua.... O quinto mundo, é comandado pelas emoções... a felicidade,
o ódio e a tristeza, tornam instáveis, esse que é o mundo dos seres humanos.... O último
mundo, é chamado Paraíso... mas é um lugar onde um único pensamento, faz vc cair no mundo das bestas, dos espíritos famintos ou do inferno... portanto, é o lugar mais
perigoso....’’
3 de maio
Aprendi com meu filho de dez anos
Que a poesia é a descoberta
Das coisas que eu nunca vi
Não vi o seu rosto
_ ele estava mergulhado entre as minhas coxas_
Não beijei sua boca
_ ela estava ocupada me beijando os lábios...
Porque (Carlos Drummond de Andrade)
Amor meu, minhas penas, meu delírio,
Aonde quer que vás, irá contigo
Meu corpo, mais que um corpo, irá um'alma,
Sabendo embora ser perdido intento
O de cingir-te forte de tal modo
Que, desde então se misturando as partes,
Resultaria o mais perfeito andrógino
Nunca citado em lendas e cimélios
Amor meu, punhal meu, fera miragem
Consubstanciada em vulto feminino,
Por que não me libertas do teu jugo,
Por que não me convertes em rochedo,
Por que não me eliminas do sistema
Dos humanos prostrados, miseráveis,
Por que preferes doer-me como chaga
E fazer dessa chaga meu prazer
Eu não sei se alcançar a felicidade máxima…
…extasiar-se aí, e sentir que ela, apesar de superlativa, inda cresce, e reparar que inda pode crescer mais…
…isso é viver?
A felicidade é tão oposta à vida que, estando nela, a gente esquece que vive. Depois quando acaba, dure pouco, dure muito, fica apenas aquela impressão do segundo.
Agora só espero a despalavra: a palavra nascida para o canto-desde os pássaros.
A palavra sem pronúncia, ágrafa.
Quero o som que ainda não deu liga.
Quero o som gotejante das violas de cocho.
A palavra que tenha um aroma ainda cego.
Até antes do murmúrio.
Que fosse nem um risco de voz.
Que só mostrasse a cintilância dos escuros.
A palavra incapaz de ocupar o lugar de uma imagem.
O antesmente verbal: a despalavra mesmo.
Você não imagina o quanto a sua
amizade é importante para mim...
Obrigado por você existir!
Não importa se você é real ou virtual,
o importante é que você existe
para me dar o prazer da sua amizade.
Você me fez descobrir
que nada na vida
é mais importante
do que uma amizade
sincera e verdadeira...
Poeta, em que medita?
Por que vives triste assim?
É que eu a acho bonita
E você não gosta de mim.
Poeta, tua alma é nobre
És triste, o que o desgosta?
Amo-a. Mas sou tão pobre
E dos pobres ninguém gosta.
Poeta, fita o espaço
E deixa de meditar.
É que... eu quero um abraço
E você persiste em negar.
Poeta, está triste eu vejo
Por que cisma tanto assim?
Queria apenas um beijo
Não deu, não gosta de mim.
Poeta!
Não queixas suas aflições
Aos que vivem em ricas vivendas
Não lhe darão atenções
Sofrimentos, para eles, são lendas.
Era uma vez o Amor
Das belas cartas escritas
Das poesias dos antigos poetas,dos românticos de um tempo distante,esquecidos nos livros que um dia,
Folheados por certos amantes
O amor virou lenda
Histórias de um conto infantil
As cartas,as flores,poemas
De um passado que um dia existiu
“ VENTO
Se a gente jogar uma pedra no vento
Ele nem olha para trás”.
(trecho do livro em PDF: Meu quintal é maior do que o mundo [recurso eletrônico])
Clóvis de Barros Filho sobre Felicidade resumo.
Eu ouço muita gente falar sobre felicidade, Tipo... Eu sou muito feliz, ou, Um dia vou ser muito Feliz. porém... quem diz a si mesmo - sou muito feliz! não entende nada de Felicidade. chega a ser ridículo!
Não existe uma vida que seja 100% feliz, o que existe, são momentos felizes.
Felicidade é um instante, é um momento, que você torce para não acabar tão rápido. Um instante de vida feliz é um instante que você agarra, que você lamente que tenha acabado, que você articula para repetir o mais rápido possível. esses tais momentos devem ser conservados para que não escorra pelas mãos.
Mais nem sempre da pra ter momentos bons, é lógico que tem aqueles momentos que nos apequena, é lógico que sempre vai ter aqueles momentos que nos brocha... mais de qualquer forma Você vai Vivendo, Procurando esticar o encontro que alegra e abreviar o que entristece.
Então felicidade é a pretensão ilusória de converter um instante de alegria em eternidade, ai você sabe que encontrou a felicidade quando vive um momento que não quer que acabe.
Último Soneto
Já da noite o palor me cobre o rosto,
Nos lábios meus o alento desfalece,
Surda agonia o coração fenece,
E devora meu ser mortal desgosto!
Do leito, embalde num macio encosto,
Tento o sono reter!… Já esmorece
O corpo exausto que o repouso esquece…
Eis o estado em que a mágoa me tem posto!
O adeus, o teu adeus, minha saudade,
Fazem que insano do viver me prive
E tenha os olhos meus na escuridade.
Dá-me a esperança com que o ser mantive!
Volve ao amante os olhos, por piedade,
Olhos por quem viveu quem já não vive!
