Poemas Vinicius de Moraes Mulher Cancer
Às vezes silencio o olhar, é preciso calar a alma das coisas que vejo, pois as vendo de dentro desmitifico a beleza.
Desconhecer o prazer é uma dádiva, renegá-lo é heresia,
é atentar contra a evolução, assim como crianças esquálidas agridem a paz.
Misomusia é a aversão às musas, o desprezo pelas tradições artísticas, é o fazer e não o criar, são as regras impostas pelo mercado e não pelo estilo, é produção e não arte.
“As vezes brigamos por coisas tão banais, ficamos sem nos falar, sem nos ver e pensamos que um ao outro não fosse uma coisa boa e de repente, nas brigas ficávamos cegos e não conseguimos enxergar o quanto eramos importante um para o outro, o mais irônico é que sem notarmos estamos lá nós de novo juntos novamente, rindo, chorando, brincando e a nossa amizade novamente era restaurada com um período pequeno de tempo. É e la estávamos nós dois novamente a brigar (risos), mas a vida é assim, brigas são necessárias para que possamos perceber o quão importante somos um para o outro e o quão dependente conseguimos ser enquanto estamos separados, o que importa que sem nenhum esforço, a amizade cuida de nos unir novamente.”
“Me lembro como se fosse hoje…
Todas as vezes que quis olhar nos seus olhos e e com um sincero abraço te dizer um verdadeiro te amo, todas as vezes que questionei com o meu coração, como você conseguia me completar com tampouco, mas esse pouco era tudo aquilo que me fazia querer largar tudo por você …”
“Tudo anteposto, era perfeita a sua vinda. Tudo era irreal, e mesmo com toda a perfeição, você não se prendeu a mim. Partiu, dilacerou meu coração, me deixou as mazelas da vida, como se eu fosse um nada, e junto a mim deixastes saudade, dor e culpa. Eu estava preso, a um erro que não havia cometido, me questionava se aquilo que servia como apoio aos meus pés era na realidade o fundo do poço. Seria veraneio? Meu pensamento é hostil, por mais que eu tente não consigo te esquecer. Vira e mexe, é um devaneio. Me disseram que o tempo desvanece mágoas, mas acredito que isso só é possível, se houver permissão… Então te faço um singelo pedido. Pára de aturdir minha mente? Se não tem a pretensão de ficar, evita chegar.”
Somos nós, fantasmas do underground, ou a própria marginalidade em si, quem criamos o novo, abrimos as percepções, provocamos, incomodamos, insurgimos.
Somos humanos, temos de crer nisto. Somos animais, somos espécie, por mais evoluída (os naturalistas podem achar que menos) que seja esta espécie, funcionamos como todas as demais da fauna terrena, nosso impulso primordial é a perpetuação. Com sete bilhões de pessoas habitando, neste exato momento, este mundo, a raça humana pode dispor de mim para sua continuação (imaginem, neste mesmo exato momento, quantas crianças estão sendo geradas, nas alcovas do mundo afora).
Sentir a poesia é algo entranho a quem lê, que transforma os versos e as imagens para a realidade de sua fantasia, e assim, o que lê não é a poesia que o poeta escreveu, é a sua, criada no momento em que leu.
Quando chegar ao topo, não se esqueça de algumas vezes descer degraus, para não se perder no cume da arrogância.
Em uma sociedade capitalista, não existe verdadeiro baixo custo. Os mestres do lucro asseguram que mesmo os produtos com melhor custo-benefício não sejam realmente satisfatórios. A insatisfação é a faísca que alimenta o desejo: pague 2 dólares em vez de 3, e a frustração o acompanhará. Faça o oposto, e o ciclo se repetirá. A lacuna entre os preços não é apenas uma questão financeira; ela é preenchida pela dúvida e pela insatisfação: "Por que comprei isso?" Assim, o capital mantém sua engrenagem em perfeito funcionamento.
A memória e o tempo são transcendentais à nossa vivência. Contudo, não é necessário se preocupar com sua ausencia, pois a seta do tempo serve como o principal lembrete. Ao tratar da nostalgia, um sentimento trágico e belo da efemeridade, relaciono-o com a mordida eterna de Eva, que simboliza a responsabilidade que temos ao percorrer a vida e julgá-las diante das experiências da existência.
Às vezes, olho para o espelho, trocando olhares e levando um certo tempo para visualizar meu reflexo. Contudo, vejo-o passando diante de mim, sem qualquer percepção de sua alteração.
Ainda que o homem pense, sábio seria ao ousar de sua própria natureza para usufruir da infinidade do ser.
O amor jamais será válido se não ousarmos vivenciar o próprio passado. Aquele que não acumula memórias para serem frequentemente lembradas, perderá toda essência vivida prevalecendo o não desenvolvimento há dois.
Meu presente da qual me sinto apavorado, pode um dia se tornar meu passado da qual me sinto aliviado, ou meu futuro da qual sinto vontade
Aquele da qual mais aparenta fazer parte de uma fração, muitas vezes é o que quando retirado menos deixa aparente sua falta
