Poemas de Timidez
SEUS TRAÇOS
Seus traços
Tão finos e tão belos.
Trazendo junto teu tímido sorriso
Delineando teu rosto delicado.
Que me faz lembrar
o quanto é bom está contigo.
Em contraste
Vem tua pele
Branca e macia
que com um toque
Complementa, encanta e emoldura teus traços.
Placilene Rabelo
O dia seguinte
O dia seguinte chega. Sempre chega.
Depois da tempestade, o céu se abre tímido. O vento sopra mais leve. E a vida, teimosa, se ajeita nos trilhos outra vez.
No silêncio da manhã, sentimos que a dor diminuiu de peso. Que o coração, ainda machucado, bate mais compassado. Que a esperança, pequena mas viva, pede um lugar à mesa.
O dia seguinte é como a primeira página de um livro novo. Ainda não sabemos a história que virá, mas temos nas mãos a caneta para escrever.
Ele nos lembra que nada é para sempre. Que a tristeza não tem fôlego eterno. Que até as noites mais escuras cedem lugar ao amanhecer.
No dia seguinte, a gente respira fundo. Enxuga as lágrimas. E se permite sonhar de novo.
Porque é nele que a vida recomeça.
Oh você...
Oh você , que veio com esse jeito todo tímido, se achegando e aos poucos foi roubando o meu coração...
Primeiro, roubou-me um beijo, um cheiro, e foi se apoderando de mim, tomou-me pelos braços, me apertando, me dominando, me fazendo sentir novamente...
Depois, roubou-me os pensamentos, tomou a minha mente, meu tempo, me fazendo perder a concentração, o raciocínio, me tirando a razão...
Me proporcionando novas sensações, novas experiências, me trazendo um sentimento novo, uma nova visão de um mundo já esquecido por mim...
Oh você, sem saber, chegou revirando tudo, abrindo portas trancadas, desvendando segredos escondidos, desejos reprimidos, me libertando de um passado aprisionado.
Oh, vc que me alegra todas as manhãs com seu Bom dia, que me conforta quando ainda pouco, me abraça, que me leva ao céu quando me beija e que me trouxe a paz que eu tanto almejava...
Oh vc, que me acostumou com sua presença distante na minha vida cotidiana e que mesmo sem saber me fez tanto bem em tão pouco tempo de convivência...
Oh você...e agora o que eu faço com esse amor?
Sou feita de coragem tímida
e de timidez corajosa.
A minha coragem
não sabe, e tampouco necessita,
gritar, espernear, brigar, atacar...
Ela dispensa o espetáculo,
rejeita o barraco,
não se alimenta de plateias
nem de aplausos ruidosos.
A minha coragem
age em silêncio,
sustenta-se de coerência,
permanece inteira
mesmo quando ninguém vê.
E a minha timidez
não conhece o medo
nem a insegurança.
Ela desconhece o exibicionismo,
não precisa se expor para existir.
A minha timidez é escolha,
é recuo consciente,
é abrigo do essencial,
é a dignidade de quem sabe
que nem toda força
precisa ser anunciada.
Sou essa contradição harmônica,
quem caminha baixo
mas não se curva
e paira alto,
quem fala pouco
mas não se omite
e diz o necessário,
quem escolhe emudecer
quando dialogar
não tem valor,
quem é silêncio por fora
e convicção por dentro.
✍©️@MiriamDaCosta
Houve um tempo em que a ignorância envergonhava-se de si mesma,
tanto que se recolhia à timidez e ao pudor.
Nos tempos atuais, não.
A ignorância converteu-se em espetáculo:
exibe-se por todos os meios possíveis e imagináveis, ostentada com um orgulho desmedido.
Houve um tempo em que a ignorância ao menos tinha vergonha de existir,
recolhia-se, constrangida, à sombra da timidez e do pudor.
Hoje, não.
A ignorância perdeu o constrangimento,
aboliu a vergonha e transformou-se
em virtude pública com direito
à fanáticos seguidores.
Exibe-se ruidosamente,
disputa holofotes,
exige aplausos e se orgulha
da própria miséria intelectual.
✍©️@MiriamDaCosta
Sei que odeias segundas-feiras, mas
há um tipo de começo escondido nelas,
um recomeço tímido que ninguém vê,
como o sol que nasce sem pedir aplauso.
Segunda não grita promessas bonitas,
não tem brilho de sexta nem leveza de domingo,
mas carrega, no silêncio dos minutos,
a chance de fazer diferente.
Talvez não seja sobre gostar,
mas sobre entender o que ela traz:
um capítulo em branco, meio sem vontade,
esperando só você escrever.
Um banco
Dois adolescentes e uma pracinha,
A timidez de um lado e os sorrisos confiantesdo outro,
O mundo girando frenético em volta, mas no bando sentados o tempo havia parado,
Um sorvete para dividir, falas ao pé do ouvido e o som de dois corações agitados,
A hora não perdoou seguiu seu rumo, já é tarde da noite, o banco está vazio, mas valeu a pena.
Mostra uma certa pureza com um olhar tímido e curioso, uma aparente fragilidade, mas na sua intimidade, tem uma mulher intensa, cuja sensualidade é exaltada pela noite, uma desenvoltura selvagem, instintiva, excitante, reunindo doçura e audácia,
Então, ela não se agrada com uma mente vazia, alcança a euforia com carícias e palavras, uma sintonia rara de desejos e de mentalidade, saboreia uma reciprocidade explícita, aprofundada, que faz arrepiar de verdade todo o seu corpo ao ponto de alegrar a sua alma,
E com essa personalidade excêntrica, é atraente, cada encontro, por mais breve que seja, pode ser marcante assim como as tatuagens presentes na sua pele, a sua intensidade incessante, o seu êxtase que é recorrente, arte exuberante, mais ainda quando anoitece.
O Abraço!
Abraço forte, abraço
apertado, abraço tímido.
Abraço de amigos,
abraço de irmãos.
Abraço de mãe,
abraço de colegas,
abraço de paixão.
Abraço que libera
ocitocina.
Abraço que libera
dopamina.
Abraço que te faz
melhor!
Abraço que cura!
Abraço que te inclui.
Abraço que te fortalece!
Abraço que te
encoraja!
Abrace mais as
pessoas que você ama!
James Alessandre
Se eu gosto de você?
Eu admiro essa sua timidez discreta.
Eu admiro essa sua certeza não arrogante de saber que é bom no que faz.
Eu admiro a forma como você finge não me ver, quando outros, agindo exatamente ao contrário, fazem com que meu olhar procure somente o teu.
Eu admiro a forma como você me enxerga além do que é visível a olho nu.
Eu admiro como você me desnuda, me descreve, ainda que sob a fumaça de charutos e afins, e como também se esforça para não temer o que pode encontrar quando não somente o corpo for nudez.
Se eu gosto de você?
Eu o admiro, inclusive quando me deixa com receio em dizer se eu gosto ou não de você...
EXPRESSÕES
Chegastes na penumbra do grave inverno, que sem timidez se aproximava.
A princípio não te vi: também não soube que ias comigo.
Foi quando senti o florescer de tuas raízes atravessarem o meu caminho, ocupando espaço, sem licença e sem ruídos.
Era o vento da vida ali, reproduzindo junto ao meu sangue a centelha do amor divino.
E como no inverno, invadiu em meu peito um frio de estremecer o corpo. No medo me deleito e o incerto aceito.
A semente se propaga, germina, me faz rir e me faz viver, mesmo sem entender.
Sou apaixonada por ti,
Mas não sei como dizer,
Sou tímida demais,
E isso faz meu coração sofrer,
Não sei o que faço para conquistar você.
Amor me diz,não aguento mais esperar, estou descontrolada sem saber o que fazer, pois estou amando você.
O BAILE DAS LETRAS
A palavra tímida convidou o verso para uma dança. Entre tropeços e sussurros, erravam os passos. Aí, o papel viu o cenário e entrou em cena; num só compasso, em sincronia, surge a poesia.
Lu Lena / 2026
Que a esperança seja farol nos seus dias.
E que, mesmo nos passos mais tímidos,
você sinta a presença de Deus
soprando coragem nas suas escolhas.
Acredite:
há força dentro de você que ainda nem conhece nome.
E há um Céu inteiro torcendo pelas suas vitórias silenciosas.
Vai com fé…
o caminho se alinha pra quem caminha com verdade.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Roube-me o ar
Toda a minha sensatez
Aprecie meus defeitos
Minha rara timidez
Misture-se ao meu corpo
Meu desejo de viver
Entorpeça meus sentidos
Transborde-me você.
Você timidamente me visualiza.
Escuto os seus suspiros tristes
Me chamando no silêncio do seu olhar.
CLARIDADE
Eu sou apenas
Um tímido raio de luar
Que ilumina o caminho,
Por onde a brisa,
Suave e perfumada
Com a essência
Da neblina da noite,
Haverá de passar.
(Maria do Socorro Domingos)
Um fogo tímido
A chama nasceu pequena,
quase um sussurro,
acendeu no escuro
do peito sem pedir licença.
Era medo e esperança dançando juntos, um fogo tímido que já sabia arder.
O destino soprou ventos contrários,
tentou apagar promessas e sonhos antigos.
Mas a chama aprendeu a resistir no silêncio, crescendo firme entre quedas e recomeços.
Houve noites em que queimou como saudade, dolorida, intensa, impossível de esconder.
Ainda assim, iluminou caminhos tortos, mostrando que até a dor pode guiar.
Hoje a chama é farol e coragem,
não consome
— transforma quem sou.
No centro dela, entendo enfim:
meu destino é arder sem deixar de amar.
Num encontro simples,
tudo vira eterno:
o toque tímido, o riso que escapa,
as palavras que não precisam ser ditas porque os olhos conversam por nós.
Te vejo passar
entre os corredores silenciosos,
e um sorriso tímido floresce sem avisar.
Enquanto o mundo segue seu caminho apressado,
meu coração desacelera apenas para te admirar,
como quem encontra o verso perfeito em meio às páginas da vida.
Entre estantes repletas
de histórias e sonhos,
encontrei a mais bela narrativa que já li.
Atrás do caixa, com teu olhar iluminado,
você transformou simples visitas em capítulos inesquecíveis,
e cada encontro tornou-se uma
nova página do meu sentir.
À noite, escrevo cartas
para a lua contando sobre você,
pedindo que guarde em seu brilho aquilo que ainda não consigo dizer.
Pois entre livros, sorrisos e olhares discretos,
nasceu um amor
tão sereno quanto as estrelas,
e tão eterno quanto as histórias que jamais chegam ao fim.
