Poemas sobre Vida dos Cangaceiros
Ser
A distância alimenta o poder e imensidão da ausência que por sua vez faz de nós um Povo diferente. Um Povo único na sua forma de Pensar, Sentir e Agir.
Por isso somos Portugueses, por isso somos Saudade.
A DICOTOMIA DA SOLIDÃO
Todo aquele que se conhecer a si próprio será imune ao caos organizado que a solidão acarreta.
Prisão para uns ou Liberdade para outros, a solidão é como uma espécie de faca com dois gumes. Ora mata e elimina as turbulências externas que entram pelos nossos poros adentro, ora corta e separa o trigo do joio quando estamos perante as nossas mais diversas dúvidas existenciais.
A solidão, por assim dizer, também revela uma sombria ou luminosa dualidade. Digamos que, uma espécie de arauto da desgraça ou fortuna, que invade o nosso espaço interior e exterior quando a própria nos persegue em modo de delito involuntário ou quando a procuramos incessantemente de livre e expontânea vontade.
Reza a regra que a solidão já matou tantos quanto salvou e já salvou tantos quanto matou se dela fizermos um amigo que nos escuta sem julgamento.
Reza também o dito que “mais vale só que mal acompanhado” mas no entanto também Amália Rodrigues um dia disse que preferia estar mal acompanhada do que só.
Eu por mim cá estarei para a receber ou procurar, sempre que os sentidos e os momentos assim ordenarem.
Domingos
Aos Domingos de uma qualquer semana, aprecio escrever pela noite dentro.
Talvez porque esse Domingo seja o final ou então a preparação do início de uma nova etapa.
Escrevo e descrevo imensas memórias por vir, algumas de fazer chorar e outras de rir.
Escrever é quase como fazer aquela viagem diurna de comboio inter-regional, sentado de início ao fim o mais junto da janela possível e com a cabeça encostada ao vidro de modo a abraçar silenciosamente toda aquela paisagem exterior. Paisagem essa que apenas estagna, tal e qual este corpo inerte e prostrado ao vidro da janela, quando a próxima paragem se avista.
Através dessa janela vejo e sinto o que há além de mim, curiosamente muito menos daquilo que existe dentro de mim. Esteja parado ou em movimento, ambas locomotivas dos sentidos serão sempre um ponto de partida, de paragem e chegada independentemente de termos viajado num Domingo.
10 motivos para você não deixar seu coração ser consumido por maus sentimentos...
*O ciúme e o ódio envelhecem o corpo e causa transtornos para sua alma, além de ferir seu coração com a tristeza;
*Os maus sentimentos lhe impedem de sentir o sabor da vida, lhe impede de se alimentar bem, causando doenças, extrema tristeza e depressão;
*Os maus sentimentos lhe impedem de ser livre tornando-lhe escrava da maldade e das decepções;
*Você se torna incapaz de amar a si mesmo, de amar a Deus;
*O transforma em uma pessoa escrava do pecado, lhe impedindo de prosperar, lhe impedindo de querer ser melhor;
*Seus dias serão abreviados, porque você não será capaz de sentir vontade de viver.
*Os maus sentimentos não provêm de Deus, e se você não aceita nada que venha do maligno, deve renunciar as tristezas, e os sentimentos ruins como a inveja, o ódio e o ciúme exagerado;
*A inveja e o ciúme fazem de você uma pessoa que afasta de si o Santo Espírito de Deus; além de te afastar das pessoas que gostam de você;
*Com um coração consumido por maus sentimentos, você será incapaz de vencer por menor que seja uma batalha, e a sua saúde se tornará frágil;
*Em sua vida não haverá espaço para coisas boas, porque você vai está ocupando todo o espaço com coisas ruins, com sentimentos egoístas. E tudo o que você almeja se distancia de você a cada passo que der.
CULPA
As vozes que ouço no escuro
Na calada da noite fria
Estremece minha alma
E traz-me agonia...
É a voz da culpa que grita,
Esbraveja e aflita
Já não deixa que meus olhos
Se fechem...
As vozes ocultas pela escuridão,
Traz consigo vultos, lembrança.
Invade veloz o coração,
E destrói sem piedade a esperança.
É a voz da culpa que fala
Que não ousa se esconder,
Esvazia os pensamentos...
Se cala,
Faz a alma estremecer.
Ferve o sangue cozinha a carne
Emudece as palavras, empalidece as cores,
Matas as alegrias ressuscita o temores,
Mas a culpa não sai...
Até que num momento tardio,
Decidimos buscar, o perdão.
Meu amor!
Mas se todos os dias a tua ausencia me visita
Então saberei que não foi vão o meu amor
Durante anos foi reflexo de tristeza e dor
Uma ferida dilacerada trazia-me as lembranças de um desfecho sem despedida!
Quando caminhava entre sons de pássaros que voavam
Meus pensamentos devaneavam
Com você estive nas nuvens
Mas estar nas nuvens é perder a razão
A eloquência do discurso
É loucura, é emoção!
É perder a batalha por conta da paixão!
A tua ausência visitava o meu coração Vazio de amor
Era condoído saber que desde que se foi ele nunca mais palpitou!
O meu amor congelou!
Era meu corpo fundido ao seu que desfazia as camadas de gelo superpostas!
Eram seus beijos que me faziam flutuar
Por isso eu só queria te amar e te amar
Te amar com desejo ardente
A minha alma despida e envolvente
Porque se meu pecado foi te amar
Morrerei sem meus pecados expiar!
Se te amar causou-me feridas
Então, um outro amor as cicatriza!!!
Roubada de mim!
Você me roubou de mim, mas quando interrogada
Disse perante Vossa Excelência e os presentes que não me ameaçou
Que não usou de violência
Nem de morte me jurou, então Vossa Excelência meignorou!
Diante dos presentes
Expressei-me com veemência
Excelência, ele não usou armas de fogo, nem armas brancas.
E só isso seria caracterizado como violência ?
E se me roubou a paz
E se me roubou a alegria
E se desdenhou de mim
Porque de mim abdiquei
E se ficar provado Excelência
Que foram danos extrapatrimoniais
Que não levou nada de valor pecuniário
Mas levou-me a vida
Roubou-me de mim
A minha essência
Convencer-te-ia que levou todo meu ouro?
E toda minha prata?
Porque não eram eles objetos tangíveis
Mas imateriais
E não precisou usar de agressão porque a maior forma de violência
É aquela cometida contra o indefeso
E assim estava meu coração indefeso e vulnerável
Como um domicílio desabitado!
Ele de tudo se apropriou
Porque não havia indícios de ocupação
Era como um território sem proprietário
E se eu te disser Que a legítima proprietária sou eu?!
Que tenho testemunhas
E tudo documentado
Está no cartório de registro de imóveis desta comarca!
Que embora até sua alma ousaram levar!
Vive a proprietária que deseja seu coração resgatar!
Posto isso,
Pede e espera deferimento!
o castelo
Construí um castelo
Nem ventania nem tempestade podem derrubar
Suas paredes são de rocha
E o sol sobre suas janelas resplandece!
Quando vem a noite
E o mar se aproxima
Sinto o cheiro da brisa
Um castelo que mãos humanas não fizeram
Mas o melhor arquiteto o desenhou
Foi o soberano Deus
O arquiteto do amor!
Quando eu ainda repousava
Incrédula já não mais te esperava
O sol nasceu mais uma vez
Pude ver raios de luz envoltos em nuvens de algodão!
Não sabia se alcançava o céu
Ou se pisava o chão!
Então veio com sua maestria
Nem sentia as suas pisadas
Mas o seu cheiro inconfundível
Eu sabia que era humano como eu
Chamava-o de anjo
Mas não tinha asas
Achava-o perfeito!
Belo e indefectível
Nada mais me importava!
Mesmo insipiente eu sei
Não eram os meus olhos que viam
Era falta de lucidez
Amor é para os loucos
Nunca para os normais
Qualquer margem de razão destruiria
O idlilico poder do amor!
Foi nessa insanidade que pude notar
Que o amor é sorrateiro e chega sem avisar
É preciso ser mesmo louco
Correr riscos e ser corajoso
Para desfrutar da indisivel arte de amar!
Erros!I
Se errei, é porque minha natureza é adamica!
Perdoe-me, Senhor
Porque de todos erros cometidos
Meu intuito foi acertar!
E só os cometi porque existia uma pedra alçada em meu calcanhar!
Verdade seja dita
Omissões nunca esquecidas
Por que quantas vezes escondi de ti a face
Era para não me omitir
Se aplicar com zelo a justiça
E não compactuar com mal também for erro!
Muitos eu cometi!
Fui rebelde
Destemida
E pequei
Jamais daria a minha alma o direito de ser canonizada
Porque sou humana como todos os demais!
Então, não há entre nós santos
Apenas pecadores e mortais
Que julgados pelos que se dizem santos
Vão à guilhotina todos os dias
São calúnias, injúrias e difamações
E beijam a face e lisonjeiam
Suas línguas são felinas
Venenosas e vermelhas como escarlate.
Mas, de nada possuem compaixão
Se até Cristo foi à crucificação
O que será de nós, então?!
Soneto da lua morena
Eu não vou esquecer esse dia
Meu anjo sorriu pra mim
Com aquele sorriso de criança, cheio de alegria.
Um semblante meigo, ela sorriu pra mim.
Sorvete de morango, a lua morena: o tempo desapareceu.
Prometo não te beijar: cruzo os dedos
Teu sorriso e teu beijo, aconteceu.
Duas crianças felizes, uma infância sem medos.
A noite, o céu abençoa nós dois com água da chuva
A chuva, o beijo, a chuva, meu anjo e eu.
A tua boca, o teu beijo, outro mundo repleto de curvas.
Maria, meu anjo, minha Graça, bem vinda.
Que se repita esse dia moça encabulada
Sussurrar no seu ouvido: meu anjo, até o ultimo dia de minha vida.
Mariana
Um pedaço de amor solto no mundo,
Mariana,
a Bahia inteira numa unica moça,
Mariana,
Uma fala arrastada cheia de dengo,
Baiana,
E os cabelos carregando uma menina,
Baiana,
E nas veias corre ternura no sangue,
africana,
Florida no sorriso em todos os dias,
Emana,
Como não amar tu Mariana?
soneto da frase sobrando: O poeta esta morto
O poeta calou-se depois do meio dia
Inúmeras informações sem afeto
Datas, nomes, números(informação fria)
Senta-se na calçada, taciturno
Nada falava, nada sentia
Miríade de comentários floresciam
Foi a mão desumana e hipócrita
Ordinária mão do meio dia
Razão pela qual o poeta calou-se
Amar já não era a política que via
Temer a ambição da matilha sedenta
Emergente ação pacífica
Melhor calar-se e observar a volta
Enquanto a ternura retorna vívida
Ruas gritam pela volta da poesia
Soneto de Marcela
Se uma palavra te definisse, qual seria?
Algo que descrevesse um ser em transformação,
Que envolvesse a estética de uma flor, convenceria.
E no limiar da dor: crescimento e gratidão.
Mesmo se estiver no escuro, tenha certeza,
Eu estou aqui pra te acompanhar.
Com afetividade e mesmo sendo piegas,
Aos poucos, tocando a tua mão.
Levo-te a praia, a fim de te acompanhar.
Aparentando ser uma boneca de porcelana,
Desconhece o quanto é resistente para lutar.
Pois, mesmo quando o peso da dor esfacela,
Renasce uma flor colorida,
Sinônimo de crescimento interior: Marcela.
eu sou um Gnósio
profissão de produzir conhecimento novo, uma variação de cientista, enquanto a categoria geral de cientista produz e reproduz conhecimento, o gnosio constrói algo diferente das linhas comuns de pensamento... algo que se distancia do conhecimento já consolidado, algo com textura, odor e densidade oposta ao que já foi produzido.
Soneto de Carol Barreiros
Desejo é palavra forte:
entorpe, cativa, move.
A procura de tu, do teu beijo.
No meio dos livros, comove.
A busca, o desencontro com teu cheiro.
Nada além do mesmo, tua ausência.
Nenhuma palavra substitui teu beijo.
E a solidão matando a paciência.
Meu corpo, invisível, sem cheiro.
É a ausência que maltrata.
A memoria inexistente, teu beijo.
O calafrio do encontro, desejo.
Tua boca tocando minha alma.
A razao de tudo,teu beijo, acalma.
Minha cara quando leio no status
um estatuto nas entrelinhas...
Justificando
"Num relacionamento Sério"
É sério...
Há coisas que me causam espanto
A flor de cactus nasce centre espinhos
saber que em cada canto cabe um passarinho
nem me riso nem me pranto
cada qual tem seu próprio canto
Á margem de mim um canteiro
flores espalham perfume pelo mundo inteiro
Corro contra o tempo...
só pra te viver
Mas se num contratempo
de repente eu morrer
em ti viverei para sempre.
Existe em alguns...
Um poeta oculto dentro de si
A qualquer momento
Num pé de vento pode vir emergir
Escrever lindos versos do Sul ou do Norte
Soprar tão forte que nos fará sorrir...
Dar plena satisfação em ler sua canção interior
Cuja tradução chama-se AMOR!
Conversas em brasa...
Em tom bem acentuado
O parolar de dois pássaros alados
E entre um beijo e outro
Nos olhos um "eu te amo"
Bem apaixonado ♥
Conversas em brasa...
Em tom bem acentuado
O parolar de dois pássaros alados
E entre um beijo e outro
Nos olhos um "eu te amo"
Bem apaixonado ♥
