Poemas sobre Si Mesmo

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A solidão é um encontro consigo mesmo; se você está mal consigo mesmo, a solidão é ruim; se você está bem, a solidão é paz.

A morte é como um sono profundo, só que ao invés de acordar no mesmo corpo, acorda em outro, e nem se lembra de como dormiu.

Quer ajudar uma pessoa de verdade mesmo? Entre na mesma situação que ela e mostre como sair; se você não sair, é porque precisa de ajuda também.
E quem precisa de ajuda não pode ajudar quem precisa.

Para mim, o necessário é aquilo que eu mesmo faço, aquilo que eu preciso para fazer e aquilo que eu preciso para sobreviver; mais que isso é exagero, posse, ganância.

O fim de tudo é o início de tudo; tudo que morre, nasce; tudo é passageiro e ao mesmo tempo eterno.

Se você quer algo, vai atrás; mesmo que você não consiga alcançar, ainda assim é melhor do que se conformar com aquilo que nunca teve a ver contigo.

Deus é um paradoxo silencioso, que insisto em crer, mesmo sem compreender, mesmo sem ter palavras para explicar.

Migalhas espalhadas no chão para nós, pombos de olhar cansado. Mas a alma, mesmo à espera, não se curva, sabe que há céus inteiros por onde voar.

Assim como o homem não é o mesmo ao entrar no rio pela segunda vez, o escritor também muda junto de seus pensamentos. Ao reler opiniões de anos passados, percebo a transformação em minha visão, a evolução da minha percepção. Como as águas do rio, meu crescimento é contínuo, nunca se detém.

Toda felicidade do mundo seria inútil diante da ruína que você mesmo ergueu. Suas escolhas te esculpiram, não há retorno, e nada jamais apagará o que você se tornou.

Ser cristão é viver disposto a morrer por aquilo que se sente e se crê, mesmo sabendo que jamais será totalmente compreendido.

Nenhuma tempestade apaga o sol interior, a chama é selvagem, eterna, mesmo sob o peso sufocante das nuvens mais densas.

Nem mesmo os ventos impiedosos do norte puderam me ver sucumbir. Se a calmaria me foi negada, a constância me guiou, passos firmes, às vezes vagarosos, vezes até trêmulos, mas eternamente no rumo certo.

Sigo, mesmo que as pernas tremam, o corpo vacila, mas o espírito ruge, erguendo-se contra o abismo.

No breve tempo que me ausentei, ao regressar, percebi que já não era o mesmo. Os sentimentos haviam se esvaído como água entre as mãos, e em meu peito apenas o silêncio se aninhava. Aquele eu que um dia partira, morreu no exílio do tempo e jamais retornaria. Em seu lugar, restou apenas uma sombra errante, um eco de mim mesmo, condenado a habitar a casa, mas nunca mais a pertencer a ela.

Mesmo o silêncio das orações ecoa no céu, há preces que não precisam de voz para serem compreendidas por Deus.

Mesmo cansado de tentar, a vida me mostrou que persistir é a única forma de transformar feridas em aprendizado e tropeços em passos firmes.

O amor não é ausência de dor, é persistência mesmo doendo. Amar apesar da dor é persistir na construção, mesmo quando o alicerce treme.

A solidão me apresentou a mim mesmo e eu fiquei. A solidão pode ser espelho, quem ali nos visita pode ser o próprio eu que ainda havia de nascer.

A fé não me poupou das feridas, mas me impediu de sangrar sozinho. Mesmo ferido, ser acompanhado faz com que o sangue não conte a história sozinho, há mãos que seguram.