Poemas sobre Si Mesmo
A fé é ponte que atravesso mesmo quando não vejo o outro lado, eu caminho por instinto, por confiança, e sempre encontro chão.
Já caminhei em vales escuros, mas minha fé sempre foi farol, mesmo fraca, mesmo trêmula, ela nunca apagou, e é por isso que estou aqui.
A fé me ensinou a esperar, mesmo quando tudo parece tardio, o tempo de Deus não falha, e quando chega, chega perfeito.
A fé me salva de mim mesmo, dos meus excessos, dos meus impulsos, das minhas sombras, ela é minha luz interna.
A fé inabalável é a bússola que nos guia mesmo quando o horizonte se esconde sob densas nuvens de incerteza, sendo a certeza da presença Dele em cada passo. Eu escolho confiar, mesmo sem entender o desenho completo dos planos divinos, pois a Palavra dita que Seus caminhos são mais altos e Seus pensamentos maiores do que podemos conceber em nossa limitada visão humana. É nessa entrega total que reside a verdadeira força, sabendo que a ausência de resposta imediata não significa Seu abandono, mas sim a preparação de algo que transcende toda expectativa, exigindo apenas a paciência daquele que sabe que o melhor de Deus está por vir.
As estrelas são as cicatrizes do céu, a prova de que mesmo o infinito é marcado pelas explosões que o fizeram nascer.
A sua história é importante demais para ser contada com meias verdades. Seja inteiro, mesmo que a inteireza te custe a aceitação alheia.
Há almas que são a própria combustão poética, incandescentes mesmo vestidas com o tecido mundano da prosa, sua beleza não é a métrica, mas a substância indomável de sua essência.
Há dias em que a alma parece uma casa sem teto: tudo entra, tudo molha, tudo desaba. Mas mesmo nas ruínas, algo dentro pede reconstrução. E esse pedido é prova de que a esperança, embora pequena, ainda respira. Respira fraco, mas respira.
As promessas antigas voltam como roupas apertadas. Tentam servir um corpo que não é mais o mesmo. Algumas chegam a machucar, outras, aquecem ainda. Aprendi a escolher quais vestir e quando renunciar. Despir-se também é forma de honestidade.
As lembranças que mais doem são também as que mais amei. Elas têm perfume e corte ao mesmo tempo. Passei a tratá-las como se fossem frascos delicados. Abrir um a cada dia é exercício de coragem. E as lágrimas que saem servem para
regar memórias.
A poesia que escrevo é tentativa de consolo atrasado. Chega fora de hora e, mesmo assim, serve. Alguns versos aquecem como chá morno em noite fria. Outros queimam e despertam limpezas necessárias.
Escrever é esse movimento de cura e descoberta.
A vida me ensinou a escrever cartas para mim mesmo. Nelas encontro conselhos antigos e ternos. Algumas servem de manual para dias de crise. Outras são lembretes para celebrar pequenas vitórias. E reler é gesto de autocompaixão bem praticado.
Às vezes penso que sou ilha e ponte ao mesmo tempo. Isolado, construo travessias para quem está perto. Há dias em que não quero ponte alguma. Outros, sou inteiro de tal modo que abraço o mar. E nessas variações, descubro meu próprio ritmo.
Meu respeito a todos os corações que, mesmo feridos, recusam-se a endurecer. Vocês são a luz do mundo.
Não busco a estética da frase bonita, mas a crueza da palavra honesta, mesmo que ela me deixe exposto e sem defesas.
Há manhãs em que não desejo o fim, apenas uma pausa na consciência, um repouso de mim mesmo e do barulho da minha mente.
Minha esperança é uma sobrevivente teimosa, mesmo ferida e sem fôlego, ela insiste em se manifestar nos escombros.
