Poemas sobre Alma
Quando os olhos da minha alma encontram os seus
Sinto a verdadeira magia do amor
Abraço-o sob as ondas imaginárias
Beijo-o com o pulsar do meu coração
Amo-o infinitivamente com minha alma
Sem dor.
Mas não está sendo fácil viver sem você.
Em minha mente somente uma certeza
Nunca vou te esquecer
Perdoe-me se ainda te amo
Mas tem que ser assim
Para eu ser feliz!
Há vezes
Constantemente por vezes
Que a saudade invade minha alma.
Meu coração inflama.
A dor é forte
E na fúria dessa dor
Eu olho para o céu e busco conforto
Busco socorro.
Sinto-me carente de ar.
Mas de repente sou envolvida por um efeito surpreendente
Uma magia de momento passageiro.
A chuva vem em meu auxilio
Lentamente caem sobre mim
Gotas frias lambendo as minhas feridas
Confortando a dor por espaço de instante.
Por segundos de momentos cicatrizantes.
Esta ferida nem o tempo estancou.
Essa sangria tem dor e um nome
O qual a morte já levou!
Entregar-se é um ato de coragem e vulnerabilidade,
É abrir o coração e a alma para a reciprocidade.
É confiar no outro e no poder do amor,
É mergulhar fundo, sem medo de dor.
Entregar-se é mais do que apenas estar presente,
É compartilhar sonhos, desafios e ser transparente.
É ver a beleza na fragilidade que nos torna humanos,
E encontrar força no amor que nos une em mundos tão insanos.
Entregar-se é um ato de generosidade,
É oferecer a essência, sem medo da verdade.
É dançar na chuva, sem se preocupar com a tempestade,
E descobrir nas pequenas coisas a imensidão da felicidade.
Entregar-se é um poema que se escreve a dois,
É uma sinfonia de emoções, onde não há depois.
É a coragem de ser vulnerável e autêntico,
E encontrar no amor a paz, o abrigo perfeito.
Em meio ao caos e à confusão,
Na busca de um sentido para a existência,
A alma anseia por sua própria redenção,
Em um caminho de autodescoberta e consciência.
É preciso se encontrar em meio à multidão,
Nas vozes que ecoam em nossa mente,
Desvendar os segredos do coração,
E seguir em direção ao nosso ser mais transparente.
Na jornada da busca interior e profunda,
Descobrimos quem realmente somos,
Desvendando camadas da alma que se confundem,
E encontrando a essência que traz paz e renome.
Na jornada de se encontrar e se reconhecer,
A luz da verdade brilha intensa e serena,
E a alma, em um momento de plenitude e saber,
Alcança a harmonia que tanto anseia.
Assim, em cada passo rumo à autenticidade,
A alma se encontra e se revela em sua verdade,
E na jornada de se reconhecer com simplicidade,
Descobre o poder da própria essência e liberdade.
Na penumbra da alma, a sombra se forma,
Um peso que aperta, um turbilhão que transforma.
A angústia se instala, como um lamento,
Ecoando no peito, um profundo tormento.
Caminho em silêncio, por ruas desertas,
Pensamentos confusos, portas sempre abertas.
Sussurros de culpa, como lâminas frias,
Cortam a essência, revelam as feridas.
Olhos que me observam, sombras do passado,
Cada passo em falso, um grito calado.
As vozes que ecoam, memórias que gritam,
Em cada esquina, os fantasmas me fitam.
O que eu fiz, o que eu deixei,
As escolhas pesadas, o peso do "não sei".
A culpa se agarra, como um vício cruel,
Um ciclo sem fim, um labirinto de fel.
No espelho me vejo, um rosto cansado,
Rugas de dor, um ser desolado.
Mas no fundo da angústia, uma luz tímida brilha,
Um desejo de paz, uma esperança que brilha.
E se a culpa me ensina, que eu possa aprender,
Que cada erro é parte do nosso viver.
Na dança da vida, a tristeza é canção,
E na dor da angústia, pode haver redenção.
Assim, entre as sombras, vou buscando a luz,
Aprendendo a dançar, mesmo quando a dor seduz.
E se a angústia me abraça, que eu possa sentir,
Que na complexidade da vida, há sempre um recomeçar.
Eu só queria um punhado de felicidade,
Um átomo de luz nesta treva imunda.
Mas a alma, ferida, clama em vão por paz,
Em meio a este caos, a dor me consome.
A vida, um labirinto sem saída,
Um abismo negro, onde a esperança se afoga.
A carne, prisão da alma atormentada,
Em decomposição lenta, feito folha seca.
O cosmos, indiferente, gira em seu eixo,
Enquanto a Terra geme, em sofrimento eterno.
A ciência, impotente, não cura a dor,
E a fé, um véu frágil, que se desfaz ao vento.
A morte, alívio cruel, me chama a si,
Um sono profundo, sem pesadelos e aflições.
Mas a vida insiste, em sua crueldade,
E eu sigo, arrastando meus passos, em direção ao fim.
Um punhado de cinzas, tudo que restará,
Quando a alma se libertar desta prisão carnal.
E no silêncio do nada, encontrarei a paz,
Que em vida, me foi negada.
VERDE OU AZUL
Ainda acontece como se minha alma
afugentasse a calma...
Já adolesci faz tempo, faz tanto tempo
Que as tardes agora ardem de saudade
De algo que agora caminha nesse teu caminhar...
Quero entender toda a magia do verde ou azul
Que agora abriga a minha alma...
Sabe o que é ser tão triste, tão triste,
Profundamente triste de felicidade...
Ainda acontece caminhar sobre as águas...
Esta coisa divina me leva
Como se todas as coisas fossem novas,
Como se paixão fosse novidade
Fico na expectativa de que todos os dias sejam sábados
De que o céu tenha esse azul ou o mar tenha esse verde
E o que se perde entre o olhar e o sentir vire encanto
Sonho que todos os dias sejam sábados
E que todos os sábados sejam assim,
Mágicos, verdes ou azuis eu não sei...
Ou não tenho certeza mas hoje é sexta feira
E amanhã já é sábado de novo...
VOILÀ
Por que fugir o olhar e sorrir assim o desdém
se ontem me prometias alma e amor eterno
se poesias de amor nas linhas do teu caderno
seladas com um coração me dedicastes também
Vai no meu olhar
olhar a minha alma...
e a paisagem tão serena é uma miragem
que a ansiedade banha no açude;
fiz o que pude e o que não pude,
mas o amor segue nessa estrada infinita
a se perder nos montes,
é uma vadiagem que o coração permeia,
o meu amor é tão vadio,
é tão vazio de vazios,
numa alma tão pequena a abrigar o mundo,
e apenas num segundo
o meu amor cabe no que não vejo,
mas me intui este desejo de te amar
Hoje eu abro o meu guarda-roupa,
Visto a melhor roupa e guardo a minha alma;
Num cabide penduro minha sensibilidade,
Cadê os meus poemas que perambulavam
Nas meias-solas do meu sapato,
Era bom sonhar com o beijo eterno,
Eu que não tinha jeans muito menos terno;
Mas era tão bom sonhar com as ancas
Generosas nas praças suburbanas;
Aquele meu romantismo em busca do inconcebível
Do que parecia inalcançável
Era o que me punha de pé toda manhã,
Cadê aquele jovem sonhador que cheirava a contouré
E mascava chichetes de hortelã;
Hoje os dias são tão violentos, a vida é tão rápida;
Alguns amores não resistem à alguns encontros
Alguns adolescentes se perdem nos desencontros
Mas aquele jovem, que ouvia baladas com a alma cheia de sonhos
Pippers nos bolsos de uma topeka
E um montreal fubento machucando o calcanar...
Descrevia bem os bons desejos de viver e de amar
DELEITE
À noite me empenho
ao que eu não tenho da tua alma
convém que eu diga amém
a tudo teu que silencie este encanto
e mudo permaneço,
não mereço tudo, deveria te esquecer
mas esqueço tudo ...
eu sou assim,
a tarde vem e vai...
percebo universos em verbos,
em proverbios
e faço versos,
é o meu jeito,
eu sou isso, assim de descompor
até desexistir neste compor
a essência do amor,
mas ante tua presença
silencio é sinfonia
e eu me deleito...
Minha nossa senhora aparecida!
Cida, abrace Sandra agora, adote
Essa alma e perdoe nossos deuses...
Tão orfãos de consciência...
Tenha paciência,
Pelé disse: Love, Love,Love...
sentença
Ataria a alma
abster-me assim
da tua presença,
sentença dolorosa
abster-me assim,
atar-me a tua ausência,
ata o coração,
ata a minh’alma
essa abstenção...
ALMA
Necessidades é a minhas essência de existir,
Não existiria sem ausências...
Então despedidas, crepúsculos me preenchem
Me completam; esse esvaziar-se
Que vai soprando as horas,
Este inexistir que faz germinar prosas,
Esse ar que não se inspira nunca,
É isso que me alimenta,
O passo que eu nunca consigo dar,
O inalcançável, a silhueta
Que não diviso,
O vulto que não distingue-se, a alma...
Quando os olhos lacrimejam
a solidão já se perdeu nos pântanos
e a alma já foi devorada pela alcateia...
O PÂNTANO
Quando os olhos lacrimejam
A solidão já se perdeu nos pântanos
E a alma já foi devorada pela alcateia...
Então a neblina cai fria,
Perolada por um ou outro
Raio furtivo de luar
Que escapam por entre as nuvens,
As manhãs são raríssimas,
Uma ou outra lembrança
De um passado longínquo,
A essência humana é esse pântano;
Uma criança frágil caminhando
Num terreno íngreme e pedregoso
Sob olhares famintos de lobos...
DOR
Nunca soube o que era dor,
A não ser a dor que dói n’alma,
A dor de não doer, mas de padecer de dor,
Mas um dia conheceu o prazer
E as suas delícias...
E a dor do desprazer
Lhe cobraria por toda malícia
E pode perceber
Que a dor do desprazer
Doía mais do que a dor de padecer
E então conheceu o amor
E a dor de amor doía mais
Que a dor do desprazer
Eentão conheceu a paixão
Que já doia antes de doer
Que já doía antes de ser dor
E sentiria a perda antes de perder
Que morreria sem desfalecer
Porque nem sempre paixão vira amor...
Sob a chuva e o clarão dos relâmpagos,
na alma, no âmago, o desalento de qualquer pagão,
eu tento entender a noite e suas dores,
quanto mais amores mais dor no coração...
Os sonhos são como pássaros,
que preenchem o vazio na alma,
a esperança é como a brisa,
que alivia os corações dos desvalidos...
Eu sei que o sofrimento molda a alma
A mágoa deságua o sentimento
E as lágrimas aliviam a dor
O amor suporta todo sofrimento
Perdoa sem guardar ressentimentos
Ressente sem guardar rancor...
