Poemas sobre Alma
Deixar ir não é amnésia emocional, é a cirurgia de sobrevivência que a alma exige para preservar seu futuro.
Existe uma estética da resistência na alma que, sob a compressão do fardo, escolheu o florescimento em vez da ruptura.
O cansaço existencial é o alarme da alma exaurida pela dieta forçada de superficialidade que a rotina impõe.
Perdemos a vida tentando mapear o oceano da nossa alma para quem só possui a capacidade de navegação em águas rasas.
O terror não reside na intensidade da tormenta, mas na secura da alma que se recusa a invocar a Fé no meio do caos.
O Milagre diário é o sim renovado à jornada, quando todas as circunstâncias gritam o óbvio e a alma escolhe a permanência n'Ele.
O medo é o custo da negligência da alma, o sintoma visível da oração que foi insistentemente adiada.
O corpo cansa, mas a alma só se exaure quando a fé na mudança se torna mais leve que o peso do passado.
Nessa nova ordem, onde o divino se curva à força sedutora da luxúria, a alma rebelde abraça o erro. O olhar, revelação mundana do desejo, provoca uma mudança de rumo para o proibido, criando um culto falso onde o poder da fé se desfaz em chama louca. A conexão entre culpa e satisfação se mistura, assegurando que o ciclo vicioso da paixão jamais termine.
A melhor versão não é definida pela vitória, mas pela obstinada resistência da alma ligada ao Alto, mesmo na derrota.
A sociedade ovaciona o palco, mas a metamorfose da alma é um evento silencioso, forjado na solidão dos bastidores.
Desperdiçamos o tempo vital na engenharia impossível de forçar a vastidão da nossa alma nos compartimentos estreitos alheios.
Meus olhos conquistadores estão sem cores e acinzentados, perdendo o brilho quando a alma se cansa de lutar por beleza.
Recomeçar é a prova biológica e espiritual de que a alma tem mais vida do que o corpo pode suportar.
O dia chuvoso tem o poder alquímico de lavar a poeira da alma que a luz do sol insiste em manter visível.
O silêncio é o templo onde a alma se encontra desarmada e pronta para ouvir as verdades desconfortáveis, é o filtro que separa o ruído do essencial, a voz dos outros do sussurro íntimo da sua vocação, e quem tem medo da quietude jamais conseguirá decifrar o código da sua própria felicidade. Aprenda a fazer do isolamento voluntário um banquete de autoconhecimento, onde a solidão se torna a companhia mais fiel e a meditação o espelho mais honesto, e só então você terá a clareza necessária para voltar ao mundo sem ser engolido pelo caos.
