Poemas sobre Alma

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Migalhas espalhadas no chão para nós, pombos de olhar cansado. Mas a alma, mesmo à espera, não se curva, sabe que há céus inteiros por onde voar.

A melhor oficina é o coração, entregamos alma destruída, sem perspectiva de solução, mas devagar e com perfeição, depois de um certo tempo, ele nos devolve nova, como se nunca tivesse sido quebrantada.

Quando o corpo desaba, a alma ruge no silêncio da exaustão, arde o fogo indomável que nada pode extinguir.

O silêncio da alma grita como trovão, é o rugido calado de quem sobreviveu ao impossível.

O que me quebrou virou mosaico feroz, estilhaços convertidos em muralha, a alma costurada com coragem e cicatrizes.

Minha alma ergue muralhas invisíveis, mais forte que qualquer dor, abrigo que nenhuma sombra destrói.

A dor é tinta incandescente, cores queimadas no rosto da alma, arte da transformação.

Na luta diária, a vida mostra o sentido, no suor, a razão, na batalha, a alma que nunca se curva.

A alma sobe quando a dor vira força, paira sobre nuvens negras, respira o ar da superação.

Se sua alma foi testada no fogo, saiba que você saiu dele como brasa viva, ardendo em fé e resistência.

A solidez que busco é de alma e obra, edifico com paciência e precisão, nada se ergue apenas de intenção.

Conheço a fome, do corpo e da alma. Uma seca os ossos, a outra esvazia o coração. Que nunca encontrem morada em mais ninguém.

O amor é a mais doce forma de negligência, onde a lucidez se despede, as dúvidas se calam e a alma, cega e entregue, se lança no abismo acreditando no que se resume em incertezas. Amar é desconhecer o significado das dúvidas, é o sentimento mais transcendental que existe e só o compreende quem, um dia, amou verdadeiramente.

Às vezes, a alma cansada só quer existir sem ser cobrada. Existir sem cobrança é recuperar o direito de ser inteiro antes da demanda alheia.

Deus me fez entender que nem tudo que se perde é perda. Existem perdas que protegem a alma, o olhar de fé nos mostra o valor do que se foi.

O amor é a cicatriz mais bonita que carrego. As marcas do amor permanecem como ornamento da alma, elas embelezam pela verdade que revelam.

Deus deu-me o deserto para ensinar o valor da sombra, é ali que a alma aprende a esperar e a poupar forças.

A alma em paz vale mais do que qualquer vitória. A paz interior supera vitórias ruidosas; ela é a moeda que comprova um coração reconciliado.

Ás vezes a alma não pede respostas, pede descanso, dar-se pausa é escolha de sabedoria, no silêncio a força volta a nascer, descansar é preparar-se para recomeçar.

A alma exausta anseia serenidade, não provas, se extinga o ardor, conceda-se o direito ao descanso. Serenidade não é ensaio perpétuo nem estandarte de guerra, é abrigo, enseada onde o peito aprende a habitar. Permita à alma respirar, ela se recompõe em silêncio, remenda as fendas com dedos de linho, rega o próprio húmus. E, quando enfim abrir as asas, será voo comedido e seguro. um erguimento que aprendeu o peso da terra e a doçura do remanso.