Poemas sobre a Temporalidade da Vida
"Amar um gato é amar o mistério.
Como um mágico que não conta a ninguém
sobre os seus truques,
um gato jamais revela os seus segredos..."
Não é sobre
se libertar da dor,
mas do que
causa
a dor.
Há um equívoco muito comum em nossa maneira de lidar com o sofrimento: tratamos a dor como inimiga, quando muitas vezes ela é apenas a mensageira.
Passamos grande parte da vida tentando silenciá-la, anestesiá-la ou escondê-la, como se o problema estivesse no alarme e não no incêndio que ele anuncia.
Libertar-se da dor pode até oferecer algum alívio momentâneo, mas quase nunca transforma a realidade que a produz.
É como trocar o curativo sem limpar a ferida — por um tempo parece resolvido, até que a infecção volta a lembrar que o problema nunca foi realmente enfrentado.
O que realmente exige coragem não é fugir da dor, mas olhar com honestidade para as causas que a alimentam.
Às vezes são relações que se sustentam no desgaste, expectativas que nunca foram nossas, silêncios que acumulamos para manter aparências ou estruturas que aprendemos a aceitar como inevitáveis.
A dor, nesse sentido, pode ser um tipo muito raro de lucidez.
Ela revela aquilo que a acomodação tenta esconder.
E, por mais desconfortável que seja, ela também aponta para onde a mudança — de fato — precisa acontecer.
Libertar-se do que causa a dor exige mais do que resistência emocional — exige revisão de escolhas, rompimento com padrões e, muitas vezes, a coragem de contrariar as narrativas que nos ensinaram a suportar o insuportável.
Porque, no fim, não se trata de aprender a viver anestesiado.
Trata-se de aprender a viver sem precisar se ferir para continuar existindo.
Sombras
Efeitos da ofensas
sobre a memória,
e os sentimentos,
silenciosos tormentos.
...
Feitiços
Para o bem ou para o mal,
eles dependem da sua devoção
e são passados
de geração em geração,
Você pode mudar
o seu destino ou não,
tudo dependerá da poção
de encantamento ou maldição.
...
Máscaras
Algumas são invisíveis,
outras não,
Dependen inteiramente
de como você as vê
com a mente ou com o coração.
(O eterno etéreo antifaz)...
Cultivar a Pátria Brasileira
onde leio e me enlevo
"Sobre a linha das montanhas do Brasil"
de Villa-Lobos,
Assumo ser parte do que levo
da "Aquarela do Brasil"de Ary Barroso,
e a fusão de Samba com batidão do morro.
Ter a honra altaneira das regiões,
dos sinais do tempo que corre nas veias,
E do pertencimento por tudo
aquilo que une e reconhecemos
no trote e no galope que enleia
levando a herança viva campeira.
Não basta querer, e nem sempre ser,
com toda a gente é preciso conviver,
Como quem ainda se senta na praia
para cantar canções de outra e é rendeira,
Que assume que o seu rebolo poético
é a minha magnífica Cultura Brasileira.
Chovendo lentamente
sobre Camboatá-vermelho,
Com a palavra que me rege
a história no final eu escrevo,
Somente diante do Bom Deus
temo, respeito e me ajoelho.
...
A minha poesia
é Camboatá-branco
nas mãos da ventania
se espalhando toda
pelos campos da vida.
...
Tudo em mim tem
algo de Camboatá
com sementes a se espalhar,
Está para nascer quem
tem a coragem de me dominar.
...
Tapirirá florida
que com amor
concede poesia
à minha vista,
Diante sou
muito pequenina
com a minha escrita.
...
Debaixo da Pombeira
absoluta fiz a jura
de ser somente tua,
Se me amares,
retribuirei em dobro,
Algo diz que o sonho
haverá de ser cumprido logo.
...
Do caminho do tempo
sou nômade devota,
Do meu país por dentro
domino cada rota,
Nos braços de novembro
com fascínio me rendo
a floração das Tapirirás
a espera do momento
que está sendo escrito
com tudo àquilo que hei
de declarar no silêncio
que me permita escutar
o seu peito de amor batendo.
Buquês da Aldrago
dançam sobre nós,
foi há tempos tirado
o eu da escrita
desde o dia que te vi
sem fantasia.
Tudo em poesia
diária foi convertida,
o dia que eu quiser
falar do que é do eu
e do que doeu,
não me encabulo.
Se este assunto
não for tocado,
por ninguém será
nem aventado,
o eu não nasceu
para ser domado.
(O eu de cada não é
campo de batalha,
E sim nasceu para
ser academia nata).
O Hemisfério Celestial Sul
sobre a América do Sul
dissipará os torvelinhos
vindos de dois oceanos,
para manter o tempo aberto
e as estrelas ao alcance
como nós dois merecemos
com a paz que nascemos.
Estaremos daqui a pouco
mais próximos a cada dia,
ganhando e recebendo
Jabuticabas-brancas
com direitos gracinhas
feitas com as bocas,
sem contar as carícias
indizivelmente loucas.
O auge da consagração
da compartilhada sensação
está em fina construção,
não sei quem és e sinto
que és o fadário mais lindo,
o etéreo com todo o sentido
dono de um sagrado código
ainda incógnito e bem-vindo.
A tua existência
sobre a minha
sem resistência
faz residência
no florescimento
dos Garapuvus
de Florianópolis
como residência,
Por isso não há
nada no mundo
que plante a ideia
de desistência,
O meu coração
tem raízes na terra
e no teu peito
com plena consistência,
E da mesma maneira
a utopia elegida,
o romance e a consciência.
Luminescência atraente
sobre curvas hipnóticas,
Suspiro simplesmente
ao querer o flamejante
e o beijo de romance.
Tua pele tem luz própria
e convida ao opulento,
O teu olhar irrepreensível
seduz-me irrefreável,
O teu toque magnético
encontra bem fácil
o ponto de contato
e põe tudo incontrolável.
Teu lábios convidativos
nos colocam festivos,
do jeito que só você sabe,
Como se colhe em tempo
sutilezas e as melhores
Cerejas do Rio Grande.
Passando a mão sobre
o Capim-Curu enquanto
caminha com a história
de volúpia cresce sozinha,
Dentro do meu coração
e do pensamento
se entrelaçam as intenções
de seda e fortes emoções
feitas da fibra de Sisal.
Do pé colho amoras
maduras e na mente
elaboro o paraíso particular
com rota e sem nenhum pejo,
Acendo o fogo interno
do candeeiro para que nada
apague o amor eterno.
Apontar em silêncio
para as curvas vertiginosas
para você se aventurar
sempre uma nova viagem
em mim encontrar,
De ti colher os suspiros
mais delirantes frutados,
enrodilhar os nossos
desejos apaixonados.
Com beijos alucinados
vestir a tua pele de mimos,
Trazer o mais do opulento
êxtase para enfeitar
a suamesa e plantar em ti
o seu olhar sedutor,
para que nos primeiros
toques eletrizantes
de lábios provocantes
capture o sentido do amor.
Noite fria sobre o Guapuruvu
florido neste mês de Agosto,
No meu destino com toda
a poesia tenho escrito
Versos Intimistas com afinco,
Para quem sabe conhecer
o teu amor em pleno gozo,
e contigo tocar o infinito,
De nós já é tudo ou nada,
é coração, corpo e espírito,
No nosso caminho o amor
por si só já tem sido escrito.
... que jamais
questiones a ignorância
sobre o que deve ser feito
com a sabedoria - a menos
que tua intenção seja
constranger tanto
uma quanto a
outra!
... algo
dentro de mim sempre sabe
aonde meus passos me têm levado -
sobre questões que o destino me
reserva - embora ainda pouco
inclinado a me
contar!
... afirmam
os mentores da luz que
a última palavra sobre a existência
resultará da soma de três outras e
ininterruptas expressões: recomeçar,
aprimorar e — acima de tudo —
persistir!
A pressa em escolher um lado é tão grande que a maioria já consegue arrotar opinião sobre conteúdo que nem sequer consumiu.
Vivemos um tempo em que reagir vale mais do que compreender.
A velocidade com que julgamentos são formados supera, com folga, o tempo necessário para escutar, refletir ou até mesmo duvidar.
Opinar virou quase um reflexo involuntário — não porque temos algo sólido a dizer, mas porque o silêncio passou a ser confundido com ausência de posicionamento, e isso, para muitos, parece inaceitável.
O problema não está em ter opiniões, mas na superficialidade com que elas nascem.
Quando não há contato real com o conteúdo, o que se expressa não é pensamento, é apenas eco.
Eco de manchetes, de recortes, de narrativas prontas que dispensam esforço e recompensam a pressa.
E assim, pouco a pouco, vamos terceirizando a própria capacidade de pensar.
Há uma falsa sensação de pertencimento em escolher rapidamente um lado.
Como se isso garantisse identidade, como se fosse suficiente para nos situar no mundo.
Mas o preço disso é alto demais: abrimos mão da complexidade, ignoramos nuances e transformamos qualquer assunto em uma disputa rasa, onde o objetivo não é entender, mas vencer.
Talvez o verdadeiro ato de coragem, hoje, seja justamente o contrário.
Seja admitir que ainda não sabemos o suficiente.
Seja escutar antes de falar, consumir antes de julgar, refletir antes de reagir.
Porque pensar dá trabalho — e, em tempos de imediatismo, tudo que exige tempo parece quase um ato de resistência.
No fim, não é sobre escolher um lado rápido demais.
É sobre não se perder de si mesmo no processo.
"Muitas vezes Deus não te livra da tempestade, Ele te faz andar sobre as águas no meio dela. A proteção d'Ele não significa que os problemas sumiram, mas que nenhum deles tem o poder de te afundar. Você é guardada por quem nunca falha.
Lúcia Reflexões & Vida
"O vento pode até balançar as folhas, mas o que ele me ensinou sobre ser raiz, eu não esqueço. Minha força não está no que as pessoas veem, mas no que eu superei em silêncio."
Lúcia reflexões &Vida
Sobre a Clareza Mental
"O pensamento é como a água de um lago: quando está agitado, a gente não enxerga o fundo; quando silencia, tudo fica claro."
Lúcia reflexões &Vida
Palavras ditas na ira revelam mais sobre quem fala do que sobre quem ouve. Ser chamada de algo que não sou não me define, mas define a falta de respeito de quem proferiu a ofensa. Eu sou responsável pelo que eu faço, não pelo que os outros escolhem dizer para me ferir. Onde o respeito termina, o meu silêncio começa. 🕊️🚪
@SerLuciaReflexoes
"Sua vitória sobre a dor de alguém é, na verdade, a sua maior derrota como ser humano.
Pode tentar convencer o mundo de que você está certo, mas o travesseiro sabe a verdade.
A vida é um espelho: quem usa a força para devastar, acaba sendo consumido pelo vazio que criou ao redor."
SerLucia Reflexoes
