Poemas sobre a Temporalidade da Vida

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Sou de opinião de que não se devia desprezar aquele olhar atentamente para as manchas da parede,para os carvões sobre a grelha,para as nuvens,para a correnteza da água,descobrindo assim coisas maravilhosas.

A afinidade não é o mais brilhante mas o mais sutil, e delicado dos sentimentos. É o mais independente. Não importa o tempo, as distâncias, quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.

Artur da Távola

Nota: Trecho de um texto do autor.

Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.

Artur da Távola

Nota: Trecho de um texto do autor.

O doloroso na política é que, nela, ninguém procura se ampliar na direção do melhor do outro, e sim reduzi-lo à dimensão menor de quem julga.

Pessoas vão se transformando em peso para o mundo. Acabam com dois mil quilos de indiferença, desagrado e solidão.

Certos graus de amor só são perceptíveis a partir da impossibilidade de se exercerem ou da ameaça de não poderem jamais vir à tona.

O VALOR DA VIDA

Hoje li sobre uma menina de 16 anos que tirou a própria vida!
Deixou uma carta para os pais
Cheia de acusações e desabafos
Sentia-se depressiva
Mas escondia-se atrás de um sorriso falso
Apenas 16 anos
Uma vida toda pela frente
Apenas 16 anos
Mas já sabia o que era abuso
Bullying
Depressão
Culpou a seu pai pelo abuso
E a sua mãe por omissão
Culpou toda a sociedade por alienação
Apenas 16 anos
E há dois já se mutilava
Certamente deu muitos sinais
De que precisava
E queria ser ajudada
Mas ninguém ouviu seu grito de socorro
Silencioso
Preso como um nó na garganta
Ninguém via seu sofrimento
Ou fingia não ver
Culpou a escola, os colegas e os professores
Tanta gente a sua volta
Mas ninguém fez coisa alguma
Apenas 16 anos!
Quantas Thailas teremos que perder
Para que possamos perceber
Que há muitas Thailas
Que precisam de nós
Do nosso olhar atento
Do nosso abraço
Do nosso ombro amigo
De um simples: Eu te entendo!?
Demonstre amor
Enquanto é tempo
Porque a qualquer momento
Pode não dar mais tempo
E se você leu até aqui
Agradeço
Menina, você é linda!
É preciosa!
Menino, você é lindo!
É especial!
Você pode não me conhecer
Mas tua vida é importante pra mim
Meu coração se entristece com o teu
Mas podemos sair dessa juntos
Aqui, me dê a tua mão
E vamos juntos
Sair desse buraco da depressão
Não são remédios
Não são drogas
Não são amores
Que têm o poder da cura
Só o que tem esse poder é o amor
O verdadeiro
O altruísta
E o mais importante:
O amor próprio
Abrace-se
Olhe-se no espelho
Veja além do que ele te mostra
Veja-se como eu te vejo
Veja o que há de melhor em ti!
Dê- se mais uma chance!
Só por hoje!

A boca fala do que o coração está cheio, mas as vezes não encontramos palavras para novos sentimentos que o coração ainda não compreende.

Ricardo Dih Ribeiro

Posso sempre morrer por amor, mas jamais poderei permitirei morrer um dia pela ausência dele.

Ricardo Dih Ribeiro

Possuímos em nós vazios barulhentos, que aconchegam-se na tela da nossa memória, exalando um eco incompreensível aos nossos olhos, conheça-se e liberte-se.

Ricardo Dih Ribeiro

Não existe instabilidade, nada é estático. A mudança é lenta, gradual e contínua, tudo depende do observador nessa interação de infinitos mutantes.

Ricardo Dih Ribeiro

A primeira ela
Conte-me, menina, é do seu feitio apaixonar a todos?
Apaixonar a todos, por puro charme, por puro prazer de arrasar corações?
Ahh moça, mal sabes o que penso de ti, e desconfia menos ainda dos meus sentimentos...

Você atravessa e não olha pra trás... e tem conhecimento do próprio poder
Quem me dera ler seus pensamentos, se nem mesmo teu olhar decifro...
Ahh menina, chega disso

Venha ou vá
Posso te adorar ou odiar
Mas moça, não me inclua nos teus caprichos...

As vezes não sei medir o tempo....mas sei que quando os momentos mágicos acontecem eles parecem não ter mais fim...sei também que se findam no mesmo instante que se eternizam, tornando-nos seres eternos um no outro.

Ricardo Dih Ribeiro

Minha inspiração...minha essência... vem um pouco do vento...um pouco da brisa...um pouco do mar...um pouco do céu....um pouco das estrelas.....um pouco da som...muito do nada e pouco do tudo....vem dos seus olhos, dos seus sorrisos...do teu eu paralelo em minha direção.

Ricardo Dih Ribeiro

Caminhando no Infinito de Universos Mentais entre Abismos Negros e Céus de Estrelas.

Ricardo Dih Ribeiro

Vagalumes...

Quando vc está longe,fico apagado quando vc volta minha mente acende.

Tudo em vc brilha!nunca se afaste

Sua luz me fortalece sem vc tudo escurece!

Ao rei a vida e os bens
devem ser dados, mas a honra
é património da alma,
que pertence apenas a Deus.

CANÇÃO

Viver não dói. O que dói
é a vida que se não vive.
Tanto mais bela sonhada,
quanto mais triste perdida.

Viver não dói. O que dói
é o tempo, essa força onírica
em que se criam os mitos
que o próprio tempo devora.

Viver não dói. O que dói
é essa estranha lucidez,
misto de fome e de sede
com que tudo devoramos.

Viver não dói. O que dói,
ferindo fundo, ferindo,
é a distância infinita
entre a vida que se pensa
e o pensamento vivido.

Que tudo o mais é perdido.

Trenzinho Caipira

Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade e noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra
Vai pela serra
Vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar no ar no ar no ar no ar
Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade e noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra
Vai pela serra
Vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar, no ar

Ao longo da muralha que habitamos
Há palavras de vida há palavras de morte
Há palavras imensas,que esperam por nós
E outras frágeis, que deixaram de esperar
Há palavras acesas como barcos
E há palavras homens, palavras que guardam
O seu segredo e a sua posição

Entre nós e as palavras,surdamente,
As mãos e as paredes de Elsenor

E há palavras e nocturnas palavras gemidos
Palavras que nos sobem ilegíveis À boca
Palavras diamantes palavras nunca escritas
Palavras impossíveis de escrever
Por não termos connosco cordas de violinos
Nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
E os braços dos amantes escrevem muito alto
Muito além da azul onde oxidados morrem
Palavras maternais só sombra só soluço
Só espasmos só amor só solidão desfeita

Entre nós e as palavras, os emparedados
E entre nós e as palavras, o nosso dever falar.