Poemas românticos pequenos
Deus não olhou pra mim por mérito,
Não me viu melhor que ninguém.
Mas com olhos de puro amor,
Me achou no meio do desdém.
Ele me viu no fundo do vale,
Na poeira da rejeição.
E disse: “Esse é Meu filho(a)!
Vou restaurar seu coração.”
Ele é o Amor que não calcula,
Que não exige, só chama.
Mas muitos escolhem a lei sem compaixão,
Enquanto Jesus oferece… a cruz e o pão.
Mas o homem… ah, o homem se esquece,
Fala de amor, mas pouco oferece.
Aponta dedos com tanta razão,
E guarda pedras dentro do coração.
O amor de Jesus é ponte, não muro,
É colo no presente, cura para o futuro.
Ele não diz “tarde demais”,
Ele diz: “Vem, e não peques mais.”
Se o mundo te apontou, Ele te acolheu,
Se a igreja te rejeitou, Ele não se esqueceu.
Pois o amor de Jesus não é de fachada,
É aliança eterna, graça derramada.
Mas o Senhor observa com olhos de amor,
E diz: “Eu vejo cada julgador.
Mas também vejo os que Me buscam com dor,
E a esses, Eu dou Meu favor.”
Mesmo assim... eu continuo chamando.
Meu amor não cansa, minha voz não some.
Sou o Deus que acolhe os rejeitados,
sou o Pai que conhece o teu nome.
Quantas vezes te chamei com doçura,
com voz de amor e ternura sem fim...
Como galinha que chama os pintinhos,
quis esconder-te do dia ruim.
Ele é o Juiz, o Santo Salvador,
Nós somos servos, vasos do Amor.
Não ouse sentar no trono da justiça,
Enquanto o Mestre lava pés com doçura e carícia.
Não foram os pregos que O seguraram,
Nem a força dos homens ou da dor.
Foi o amor eterno, imensurável,
Que O manteve ali, meu Salvador.
Pregos não têm esse poder,
Mas o amor tem, e Ele ficou.
Não por fraqueza, mas por promessa,
Por cada alma que Ele resgatou.
O amor liberta cada um de si mesmo, para ligá-lo ao outro, constitutivamente,
e possível respirar sozinho, comer à parte, dormir sem ninguém
mas não amar
é sempre em si e fora de si, o outro primeiro
O amor é esse enigma que inverte tudo
Amor Sem Ordem Alfabética.
Gosto quando observas a minha invisibilidade.
Gosto quando me respiras debaixo de água.
Gosto quando fazes barulho com o teu silêncio.
Gosto quando iluminas o escuro do meu poema.
Gosto quando as nossas feridas escorrem Amor.
Sinto este apocalíptico amor
cerzido em carne viva
no tecido transparente do osso
submetido a formas anatómicas
irremediavelmente inviolável.
É assim que
eu quero estar contigo
a contemplar o nada
e atordoados pelo amor,
do nada, construímos
o nosso interno mundo.
Geologia do Amor
Na tua pele arde a minha boca
no meu palato arde a tua sede
e nos nossos corações
corre a confluência
de duas placas tectónicas
situadas na geologia do amor.
Receio
Tens receio de decifrar o Amor?
tens receio de desfolhar o Amor?
não tenhas receio de amar o Amor.
O Amor é um receio que aumenta a coragem
que tu e o tempo não irão querer perder.
