Poemas que Falam quem eu sou Evangelico
Quando voltaste
(Eliza Yaman)
Voltaste como quem jamais partira,
com o silêncio de quem sempre ficou.
Teu olhar não pediu, não fez mentira,
mas me tocou no ponto onde doeu.
E eu, que era pedra, fui terra fértil,
e tu, que eras sombra, viraste luz.
Nosso amor renasceu sem ser inútil,
como o milagre que ninguém traduz.
Quem veio primeiro: o ovo ou a galinha?
Na verdade, a pergunta precisa ser refeita.
Depois da palavra de Deus — 'haja vida' — o que veio primeiro, o ovo ou a galinha?
Com Deus, tanto a origem quanto a continuidade da vida são parte do mesmo milagre. Nele, tudo é possível
Quem somos nós para julgar os erros dos outros, se mal conhecemos os nossos próprios? Antes de apontar as falhas alheias, é preciso olhar para dentro e reconhecer as nossas próprias sombras. A crítica é fácil, mas a compreensão é mais difícil.
Talvez seja hora de trocar o julgamento pela empatia e o ódio pelo amor. Quem sabe, ao entender a nós mesmos, possamos entender melhor os outros.
Toda mudança desperta resistências.
O novo assusta quem ainda vive preso aos velhos padrões.
Mas evoluir é coragem:
é permitir, é abrir, é fluir.
É encontrar liberdade dentro de si
Haverá quem resista,
quem tema o que você desperta.
Ainda assim, siga.
Evoluir é escolher a expansão,
mesmo quando o mundo insiste na estagnação.
Autoconhecimento e Empatia
"Quem se conhece ilumina; quem entende transforma; quem age com empatia deixa seu legado."
Magistrado não é quem veste a toga, mas quem encarna a justiça.
A toga é apenas símbolo; a justiça é a substância.
Um sopro atravessa a sala,
sem som, sem pressa,
como quem toca sem tocar.
A luz muda de tom.
Nem laranja, nem ouro —
apenas o que resta quando o dia
esquece de terminar.
As paredes não dizem,
mas sentem.
O relógio não marca,
mas para.
Por vinte minutos,
algo maior do que o tempo
resolveu ficar.
Venceu a etapa de quando dois ventos sopravam dentro de ti —
um a busca, outro um sussurro,
divididos entre desejo e vazio.
Venceu.
Minha força é chama viva: não queima, apenas ilumina —
e assim, dissolve o que não encontra raízes.
Ares que vieram, regidos pela leveza e pela dualidade,
ressentidos em dança, curiosos, sem fundação, também logo se foram.
Mas eu — inteiro, com mil facetas convergindo —
sou o eixo que o vento não pôde partir.
Temos mar dentro do peito,
íntimo, sussurrante, lento.
Nessa maré que nunca se cansa,
há compaixão, há dádiva, há dom.
Não existe solidão tanto quanto
a paisagem seca de quem desconhece o mar —
e contempla isto em silêncio.
Observa, mas não compreende.
Tenta tocar, mas a água escapa.
O mundo não te deve nada, e sua dor não é desculpa para fraqueza.
Quem domina suas feridas domina o próprio destino.
O sofrimento é professor cruel, mas é nele que nasce a força.
A moral dos outros é sombra; sua coragem é luz.
Se quiser mudar o mundo, comece incendiando sua própria alma.
Só Jesus Cristo pode dar a salvação.
Somente o amor pode segurar uma união.
Só quem você ama, vai machucar o seu coração.
Porque todo ser humano é falho, não espere perfeição.
É preciso dar perdão e eliminar sempre a dureza do coração.
Pensando aqui... Em quem implantou pêlos na sobrancelha, pra ficar igual uma aranha caranguejeira e agora terá que raspar porque a tendência mudou.
Te sai de modismos, criatura!👊🏼😂
O que os poetas dizem sobre o Amor que o mundo Esqueceu?
Tem quem diga que o amor está em extinção.
Mas talvez ele só esteja cansado.
Cansado de tanta pressa, de tanta pose, de tanto “eu te amo” mal conjugado.
Vinicius de Moraes, esse romântico essencial, já dizia que o amor não precisa ser imortal... “posto que é chama”.
Mas que seja infinito enquanto dure.
E dura mesmo — na pele, na lembrança, no cheiro que fica no lençol.
Porque, como bem lembrou Rita Lee: “amor sem sexo é amizade.”
E a gente não celebra amizade no Dia dos Namorados, né?
Adélia Prado, com toda sua santidade profana, escreveu certa vez que “erótica é a alma.”
E é mesmo. Porque amor sem desejo é convivência.
E convivência, por si só, não sustenta altar.
Ferreira Gullar, com sua sagacidade crua, diria que o amor não salva, mas revela.
E é por isso que dói.
Porque amar é ver o outro como ele é — e ainda assim ficar.
Amar é esse milagre que mistura o profano com o sagrado e, no meio, a gente.
E como escreveu Leandro Flores em seu texto “Construindo Amor”:
“Não se deixe levar apenas pela paixão, mas viva pelo o amor, lute, acredite, tenha fé. O amor é a única razão de o mundo ainda existir.”
Essa frase devia estar em outdoor no Dia dos Namorados.
Porque no fundo, amar é isso: não se trata de se apaixonar, mas de construir amor.
Tijolo por tijolo. Gesto por gesto. Dia após dia.
O resto... é ilusão com aplique de afeto.
O amor é isso:
Chama que acende, alma que se desnuda, corpo que treme.
É olhar nos olhos e entender que nem sempre vai ser fácil — mas que vale.
Vale cada suspiro. Cada loucura. Cada poesia.
Porque no fundo, o amor — o de verdade — ainda mora ali,
entre o toque e a fé.
E se isso não for divino… então não sei mais o que é.
Autoconhecimento
"Olhe para dentro, descubra quem você é, e o mundo ao seu redor se tornará mais claro. Cada ato de empatia é a ponte que conecta corações e fortalece relacionamento."
Ser feliz não é possuir o mundo nas mãos, nem somar vitórias como quem coleciona medalhas enferrujadas.
Ser feliz é mais silencioso. É reconhecer que o pouco que nos acompanha já carrega em si o inteiro da vida.
Não se trata de ter tudo, porque o tudo é sempre uma miragem que se afasta quando pensamos alcançá-la.
Trata-se de agradecer o instante, o gesto, o olhar que nos acolhe, o pão simples sobre a mesa, a respiração que insiste em continuar.
A felicidade, afinal, não é abundância, mas presença.
Não é conquista, mas gratidão.
É o vazio que se ilumina quando aceitamos que nada nos falta, mesmo quando falta tanto.
No fundo, ser feliz é aprender a olhar para o que temos e descobrir que aí já mora um universo inteiro.
Não desperdice sua dor em ouvidos que não sabem curar — compartilhe com quem tem o dom de aliviar.
Alessandro Turci - SHD
“Nunca fui segunda opção e nunca serei submissa a quem não me valoriza. Não nasci para ser opção de ninguém, nem para me curvar aos caprichos de quem se acha superior. Meu respeito se conquista, minha presença se merece, e minha força não admite submissão. Quem tenta me diminuir ou me colocar no lugar de segundo plano logo descobre que está lidando com alguém que não se dobra, que não implora e que não aceita migalhas. Eu sou inteira, intensa e imparável — quem não me enxerga assim, não merece nem meu tempo, nem meu olhar. Aqui, ou você reconhece meu valor, ou desaparece da minha vida.”
Gláucia Araújo
CARTA DE SOCORRO
A quem ainda pode me ouvir,
Aos que ainda sentem a terra sob os pés,
Aos que ainda se lembram que sem natureza não há futuro:
Socorro!
Eu sou a Caatinga.
Sou o único bioma exclusivamente brasileiro.
Nasci do calor, cresci na escassez, floresci na resistência.
Durante séculos, abriguei povos inteiros, curei feridas com minhas raízes, alimentei famílias com meus frutos, e dancei com o vento seco sob o sol ardente.
Hoje, estou morrendo.
Tenho sido queimada, arrancada, esquecida.
Espécies que guardava como tesouros — como o pau-ferro, a baraúna, o umbuzeiro, o mororó, o juazeiro e o mandacaru — estão sendo levadas embora, uma a uma.
Meus filhos verdes, meus espinhos de proteção, meus galhos retorcidos de luta, estão sendo transformados em cinzas, carvão e silêncio.
Me chamaram de pobre, de seca, de lugar sem vida.
Mas nunca perguntaram o quanto dei de mim para que a vida sobrevivesse aqui.
Nunca olharam com carinho para o que fui capaz de sustentar, mesmo com tão pouco.
Eu sangro em silêncio, mas agora grito: me recatinguem!
Me curem.
Me deixem respirar de novo.
Não quero virar lembrança em livros didáticos.
Não quero ser só nome em relatório de extinção.
Quero ver de novo as folhas do umbu se abrindo depois da chuva.
Quero ouvir o barulho das ararinhas-azuis que quase não existem mais.
Quero acolher de novo o vaqueiro, o sertanejo, o viajante.
Peço socorro aos cientistas, aos agricultores conscientes, às escolas, aos jovens, aos povos originários e tradicionais. Peço socorro a quem ainda me reconhece como vida.
Plantem o que sou.
Ensinem quem fui.
Preservem o que restou.
E devolvam-me o que me tiraram: o direito de continuar existindo.
Eu sou a Caatinga.
E eu ainda resisto — se vocês resistirem comigo.
Com dor e esperança,
Caatinga a voz esquecida do sertão.
Emmanuel.limap
QUERER
Fico olhando seu sono chegando.
A luta constante de quem quer o despertar constante.
Um toque, um cheiro, um beijo.
Nem te conto, mas sensações me tomam.
Tem afeto, desejo, respeito.
Não sei explicar o querer estar.
Estar viva, estar perto, estar quente;
Perto, bem perto.
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