Poemas que falam de Mulher e Mãe Guerreira
Diálogo mãe e filha
Filha: - Disparou:
-Mãe, estou grávida!
-Não sei como isso aconteceu!
Mãe: - Ô filha como pode?
-O anjo Gabriel não te anunciou?
Haredita Angel
09.01.18
Mãe ama...
Mãe ama quando o filho é sementinha dentro de si, entre enjôos e vômitos.
Mãe ama quando escolhe o berço e todo o enxoval do seu bebê.
Mãe ama entre as dores dilacerantes do parto.
Mãe ama quando pega seu bebê nos braços pela primeira vez entre risos e choros, já esquecida das dores.
Mãe ama ao escolher um nome entre tantos...
Mãe ama quando arruma o quartinho,
a moradia, o colégio...
Mãe ama na saúde e na doença, nos bons momentos e nos momentos não tão bons.
Mãe ama quando vigia, aconselha, berra, grita, pune...
Mãe é assim: - sol e chuva por fora e por dentro um arco íris; - Amor em todas as cores! .
Haredita Angel
29.01.23
O meu primeiro amor foi uma rosa, bem rosa, linda, e tinha o cheiro da minha mãe.
Mas ela murchou!
O meu segundo amor foi uma borboleta, linda, dourada feito ouro, tentei guardá-la numa caixa.
Mas ela fugiu!
O meu terceiro amor foi uma estrela, linda,
mais brilhante que um diamante, pensei que seria minha para sempre.
Mas, ela caiu no mar!
- Então eu aprendi que o amor é desapegar-se sem jamais esquecer a luz que nos tocou um dia .
Haredita Angel
07.03.26
"Ah, se o tempo tivesse mãe...
Com certeza não correria tanto.
Piedoso se importaria com a dor
que causa a saudade, pois ele também seria castigado!"
Haredita Angel
13.05.25
"Sinto uma saudade doida e doída da minha mãe!
A saudade é o preço a pagar por esse amor tão único e verdadeiro!"
Haredita Angel
13.05.25
"Tem gente que ao partir vira estrela.
Minha mãe virou borboleta a tilintar entre as flores..."
Haredita Angel
17.11.25
"Sou esposa, mãe, filha, irmã, cunhada, nora, sogra, amiga e companheira.
Sou patroa e empregada.
Sou fina, mas também sei ser bem grossa.
Sou um doce e às vezes bem azeda.
Sou única, sou várias, sou soma,
sou redonda e quadrada.
Te mimo, te cuido, te protejo.
Tudo depende exlusivamente do que você conseguir extrair de mim..."
Haredita Angel
24.09.13
Sempre que vejo religiosos divididos, digladiando e se julgando pela Mãe do meu Senhor, lembro o quão fácil foi persegui-lo.
E ainda há quem defenda o Céu com flechas e pedras na mão.
Quem diga amar o Cristo, mas incapaz de reconhecer o amor no olhar do irmão.
Quem cite versículos para erguer muros — e não pontes…
Sem se esquecer dos que se valem do nome de Deus e da igreja para se esconder, aparecer e se promover.
Talvez o maior escândalo da fé não esteja nas diferenças doutrinárias, mas na incapacidade de amar sem rótulos.
Foi esse mesmo zelo sem ternura que O condenou — não o ateísmo, não o império, mas a arrogância de quem julgava conhecer melhor a vontade do Pai.
E assim, em nome d’Ele, seguimos ferindo o que há de mais Divino: o Amor ao próximo!
A
maior pretensão
da
Mãe da Incoerência
é ser
Pai da Verdade.
Há algo de profundamente humano — e perigosamente confortável — em tentar vestir a verdade com as roupas da conveniência.
A incoerência, quando não confrontada, deixa de ser um deslize e passa a ser método.
Ela se reinventa, se justifica, se enfeita… até ousar reivindicar autoridade sobre aquilo que nunca gerou.
Ser Pai da Verdade exige muito mais do que discurso: exige compromisso com o que permanece de pé mesmo quando nos desmonta.
Já a incoerência, essa mãe indulgente, aceita qualquer versão de nós mesmos — inclusive aquelas que negam o que defendíamos ontem com fervor.
O problema maior não é errar.
É construir narrativas para transformar o erro em razão, o tropeço em caminho e a contradição em identidade.
Nesse ponto, já não buscamos a verdade — buscamos apenas a validação de uma versão confortável de nós mesmos.
E talvez seja aí que tudo se perde.
Porque a verdade não precisa de herdeiros, nem de títulos.
Ela não implora reconhecimento, nem aceita ser adotada por quem a distorce.
A verdade simplesmente é — firme, incômoda e, muitas vezes, solitária.
Cabe a nós decidirmos: queremos ser filhos da verdade, com toda a humildade que isso exige…
ou continuar alimentando a ilusão de que podemos gerá-la a partir das nossas próprias incoerências?
Psicopatia / Pessoas Antissociais
Minha mãe sempre me disse: Louco não ataca Louco, finja e responda-o a altura.
É fácil reconhecer um psicopata: Ele zombará, falará da fé das pessoas com tom maldoso, de incredulidade e vulnerabilidade como pouca inteligência.
E achará vantagem nos tratos, relacionamentos com pessoas de pouca idade pelo prazer da sua pouca experiência, reconhecimento de malícia, isso é diversão para ele.
Isso me basta...
— Mãe, estou assustado com o seu nível social…
Ela sorriu com calma, como quem já entendeu o mundo há muito tempo.
— Não se assuste, respondeu. Eu não subi degraus nem disputei lugares. Não carrego títulos, nem rótulos. O que eu tenho é nível humano.
Fez silêncio por um instante e completou:
— E nisso, meu filho, todos somos iguais. Quem se acha acima, já se perdeu de si.
A Mãe e o Olhar
Edineurai SaMarSi
Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.
Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.
Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.
A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.
Fazia tudo como antes.
A vida seguia.
Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.
Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”
Não passou.
O tempo andou.
Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.
Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.
Eu não entendia…
Até ser mãe.
E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.
E alguns dias…
simplesmente não passam.
Um Pedaço de Amor
A melhor parte é quando um aluno do primeiro ano chega com a mãe, trazendo UM pedaço de bolo de aniversário, me entrega na frente de todos, e eu fico completamente sem graça — afinal, eu nem era a professora dele.
E, para completar, a mãe ainda solta aquela pergunta que não se faz para crianças dessa idade:
— Pensei que fosse para a sua professora. Você não gosta dela?
Antes que a pessoinha pudesse responder, eu me apressei:
— Eu vou dividir com ela! 😂
Enfim... o que quero dizer é que, quando um gesto assim vem de uma criança, ele carrega uma verdade que não precisa de explicação.
É um gesto espontâneo, puro e desinteressado.
É carinho sem cálculo, sem obrigação e sem esperar nada em troca.
É amor em sua forma mais simples e verdadeira. ❤️
Edineurai SaMarSi 🌷💙
Música: Mama, I'm Coming Home
Mãe, estou voltando para casa.
Os tempos têm mudado, os tempos estão estranhos
Aqui estou, mas não sou mais o mesmo
Mãe, estou voltando para casa.
O tempo passa sem se esconder
Você poderia ter sido uma melhor amiga
Mãe, estou voltando para casa.
Você me gerou e me expulsou
Sim, você me hipnotizou.
Achei-me e me perdi
Pelo fogo de seus olhos
Você me fez chorar, contou-me mentiras
Mas não consegui ficar para dizer adeus
Mãe, estou voltando para casa.
Eu poderia estar certo, eu poderia estar errado
Dói demais, e faz muito tempo
Mãe, estou voltando para casa.
Amor egoísta, estamos ambos a sós
A corrida antes da queda
Mas eu vou tomar esse coração de pedra
Eu quero tê-lo por inteiro
Eu vi seu rosto centenas de vezes
Todos os dias que estávamos separados
Eu não me importo com a luz do sol
Pois mãe, mãe, estou voltando para casa.
Estou voltando para casa.
Você me gerou e me expulsou
Sim, você me hipnotizou.
Achei-me e me perdi
Pelo fogo de seus olhos
Eu vi seu rosto milhares de vezes
Todos os dias que estávamos separados
Eu não me importo com a luz do sol
Pois mãe, mãe, estou voltando para casa.
Estou voltando para casa.
Ozzy Osbourne, In aeternum
[Quando nos aceitamos com todas
as falências e cicatrizes que ainda
sangram, estamos em casa, em
nosso interior, livre e em paz
para aceitarmos a imperfeição do
outro ante a também nossa.
Eu voltei para casa, eu estou na
minha casa, e em mim mesmo.]
Marcelo HB
Menina dos meus olhos
Mãe... eu ainda ouço o som da sua voz e recordo a pronúncia perfeita com que me chamava pelo nome. Há uma música tão particular no modo como você dizia meu nome, um jeito que só você tinha, que parece permanecer guardado em algum lugar dentro de mim.
E, por mais que o tempo passe, há momentos em que basta fechar os olhos para sentir que ainda estou ali, sendo chamada por você, com aquele amor que sempre soube me reconhecer.
Assim é ela:
Hilária, divertida, moleca, alegre, maçã com limão, mãe, irmã, amiga, avó, tia, sogra, cunhada, brigona, original, Skol, chopp, quibe, chá, café, café, café sem açúcar, patrola, dorminhoca, fogosa, bandida, descarada, sincera, honesta, meia boca inteira, e eu fico maravilhado com ela.
(Saul Beleza)
As mães.
A minha mãe, e a sua mãe.
A mãe nossa, e a toda mãe.
A mãe que está no céu, e a mãe aqui da terra.
A mãe de paz, e a mãe de guerra.
A mãe que assumiu, e a mãe que sumiu.
A mãe que voltou, e a mãe que nunca viu.
A mãe cega, e a mãe que tudo vê.
A mãe que é pai, e o pai que é mãe.
A mãe que lê jornais, e a mãe que nada lê.
A mãe brigona, e a mãe brincalhona.
A mãe que ajudamos e a mãe que ajuda nós.
A mãe elegante, e a mãe demodê.
A mãe viajante, e a mãe que nunca sai.
Em nome da tua, da minha, e em nome da mãe de todos.
"Em nome do pai."
(Saul Beleza)
Sonhei que estava em um lugar desconhecido e vi uma inimiga e sua mãe á me olhar, com um olhar tenebroso, depois alguém me perguntou, se eu ainda morava em São Paulo e eu falava que havia voltado pra cidade, no sonho, eu estava muito insegura de mim.
14 de maio de 2023
Minha mãe, tinha uma vida difícil, filha de pais alcoólatras, casou com meu pai que sempre foi violento com ela, ela nunca estudou.
Na escola ela disse que chegou a ir, mas como precisava cuidar dos irmãos menores e ir para a roça trabalhar, ela parou, porque ela disse também que as mãos dela todos os dias voltavam vermelhas, porque era época da palmatória, e ela disse que doía muito, já era judiada pela vida e não ia para a escola mais, que ao invés de aprender, estava sendo espancada e torturada pela professora dela, na época. Então, hoje ela tem 55 anos. Perdeu todos os resguardos dos 5 filhos que teve, inclusive o pai dela obrigou ela a casar com meu pai aos 16 anos de idade. Então, ela na cabeça dela sempre sofreu dizendo que o casamento é para a vida toda, mesmo sendo torturada dia e noite.
Ela, é como uma criança.
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