Poemas quando eu me Amei de Verdade
Minha vida é uma graça
Às vezes penso que é brincadeira?
Mas eu acho que é de pirraça
Só me faz subir ladeira.?
Ah, se eu soubesse cantar
Faria uma especial serenata
Aquela que não consigo conquistar
Enquanto isso é só bravata.
Essa voz rouca envolvente
Me faz ficar todo arrepiado
O meu controle vira solvente,
Nessa hora eu sou bem amado.
No céu na terra e até no mar
Motivos eu vou sempre ter
Para o meu bem encontrar
E do seu amor me satisfazer.
Quadra
A outra metade
Dia e noite sem a ordem importar
Eu procuro a minha outra metade
Sei que esse dia ainda vai chegar
Então viverei um amor de verdade
Eu te preciso
em todos momentos
Você é quem me faz
ver o arco-íris
É quem refaz
os meus fragmentos
Não saberei viver
se um diapartires
Hoje eu não fui, hoje eu fui fraco, hoje eu não lutei, eu apenas me entreguei ao desânimo e me permiti perder. Me deixei por último, não quis levantar e nem buscar forças...
Eu não acordei com aquela vontade de querer ir, de levantar e principalmente de lutar, é muito cansativo ficar sempre na linha de frente, evitando os sentimentos e se fazendo de doido para não ficar louco. Tem dia que eu me entrego sem querer lutar. Ser forte o tempo todo é uma ilusão tão grande, é necessário se permitir não está bem, e dessa forma nos conhecer melhor de outro ângulo. Ser quem somos é muito difícil, é uma eterna luta diária e hoje eu não vou lutar, eu vou só me deixar levar.
Eu achei que fosse envelhecer ao seu lado.
Fosse contemplar cada ruga aparecendo em nossos rostos, contemplar nossos cabelos enbraquecendo,
contemplar nossa pele ficando flácida.
Eu achei que fosse envelhecer ao seu lado,
rindo um do outro,
rindo um com o outro.
Eu realmente achei que fosse envelhecer ao seu lado,
mas seu tempo na Terra terminou antes do meu e você partiu me deixando para envelhecer sem você ao meu lado.
Foi naquele dia que percebi que não havia mais escapatória, eu já havia entregado todos os pontos.
Naquele dia em que, fugindo desesperadamente, corri em direção oposta à saída e fui ao seu encontro.
Naquele dia em que meu olhar procurou em meio a multidão, e ao encontrar, involuntariamente sorri.
E quando percebi já estava totalmente rendido, naquele dia em que parei de imaginar e passei a sonhar, como se todos os sonhos fossem possíveis.
- Vamos ler a Bíblia?
- cara, tô sem tempo!
- Ah! Blz. mas aqui; deixa eu te contar uma “fofoca”?
- Você ainda pergunta? Fale logo!
- Então, eu até contaria se você tivesse tempo.
Moral da história: Você sabe bem a moral da história.
Estive aqui, o tempo inteiro. Por mais que tenha me dado mil motivos pra partir, eu fiquei.
Esperei... Pacientemente esperei.
Não que eu devesse esperar e não que tenha me pedido pra ficar... Apenas para que visse que era eu quem estava ali, mais ninguém...
E quando eu partir, lembrarás...
Conto vantagem por isso, mas somente eu sei o peso de carregá-la...
Uma intuição que está sempre certa, traz consigo a frustração de não se surpreender...
"No fundo eu já sabia"... - Repito comigo.
Saber de tudo traz o vazio do conhecimento pra mentes humanas... O nada se torna muita coisa e tudo se torna nada...
Eu me culpo... Pra mim é impossível não me culpar, sempre sinto que sou o responsável pelo que acontece. Poderia ter feito melhor, eu poderia ter sido melhor. Mas entro em contradição, já que naquele momento aquilo era o meu melhor.
Meio bagunçado, meio confuso, meio insuficiente, mas o melhor que eu consegui, enquanto carregava o fardo pesado de minhas lutas internas e minha incansável caminhada no abismo da minha mente.
Dei o meu melhor nos meu piores momentos e no final fui consumido por isso.
Aquele lugar não era meu lar e eu precisava sair dali, mas ainda cego permanecia. O que eu achava ser luz, era um mar de escuridão. E quando a senti, era tão densa que chegava a ser palpável. A inalei e quase sufoquei. Fui arremessado brutalmente num poço que parecia não ter fim. E caía como que em câmera lenta, vendo aquela saída cada vez mais distante.
Com um nó na garganta não conseguia pronunciar uma única palavra.
(...) Já não tinha mais forças para continuar me debatendo e fui levado pra longe por aquela maré de incertezas e solidão. Talvez só estivesse cansado de nadar contra ela, então deixei aquele lugar para nunca mais voltar.
As reflexões gritam,
eu as libero
Elas criam asas
e vão
Ouve quem quer,
filtra, abstrai
ou ignora.
Simples assim!
Poética I
Minha poesia e eu brigamos
Demo - nos um tempo e espaço
Ela ficou na parte da noite
Naquela, na qual eu descanso
Dei a ela, seu próprio espaço
Mas ela é a própria pirraça
Vem chegando de mansinho
E faz em mim, a sua morada.
Pula corda
Joga eu, joga Maria
Joga a corda devagar
Cada uma, em uma ponta
Que a Rosinha vai pular.
Um homem bateu em
minha porta, e eu ...
Sai Rosinha entra Maria
Meninas boas no pulo
Não erram, mas se cansam
E assim param de pular.
Senhores e senhoras ...
E vá para o olho da rua...
A poesia e eu
Não nos desagradamos, claro!
Porém, tampouco nos entendemos
Então versamos em tempos distintos
Eu inerte no meu, ela a espreita no dela
E quando o relógio badalar no meu coração
E a emoção ecoar em meus pensamentos
Ela despertará, cantará comigo
E juntas dançaremos uma ciranda.
"Da minha janela eu vejo muitas coisas
mas não vejo o coração de ninguém.
Na face do outro vejo muitos sorrisos
mas não vejo coração de ninguém.
Ouço muitas palavras amigas
mas não ouço o coração de ninguém.
Recebo muitos abraços amigos
mas não conheço o coração de ninguém ".
