Poemas quando eu me Amei de Verdade
Eu sei que esse sentimento vai passar, mais não posso esperar que ele perceba o quanto estou completamente apaixonada por ele, o quanto eu me preocupo com ele e me importo em saber como ele estar. Me apeguei nas pequenas conversas que tive com ele. Elas estão cravadas na minha mente, e mesmo que eu quisesse apagar ( coisa que eu não quero) não conseguiria ...
Mais eu sou hipócrita.
Logo eu vou estar implorando por uma mísera atenção dele. Talvez se eu estivesse falando o quanto eu sou louca por ele mudaria algo. Mais por enquanto é melhor assim...
Eu notei que
as pessoas humildes sem dinheiro,
nunca respeitam as pessoas humildes
(com ou sem dinheiro).
No entanto, as primeiras se apressam em puxar o saco
das pessoas não-humildes
(tendo essas dinheiro, ou apenas se fazendo passar por ricas)
(ao contrário do rico humilde
que não importa em parecer-se pobre).
Concluí que:
as pessoas humildes , sejam ricas, sejam pobres, são sábias;
que as pessoas não-humildes, (pobres ou ricas) são tolas
e que as pessoas pobres bajuladoras dos ricos
(ou dos falsos ricos)
não são verdadeiramente humildes,
mas sim ingênuas, (para não dizer, tolas).
Eu sei que ser corrigido, ainda que seja por Deus não é fácil, mas necessário. Ele nos exorta não para nos humilhar, mas para nos restaurar. Isso é prova do seu amor para conosco, mostrando que nos quer vivos, firmes, constantes e caminhando na sua verdade.
Milton Oliveira
Você Yin e eu Yang.
Teu silêncio é brisa que me acalma,
Minha palavra é fogo que te chama.
Tua sombra toca minha luz,
Meu dia se deita no teu amanhecer.
Teu olhar é lua, sereno e profundo,
Meu toque é sol, ardente e fiel.
Somos contraste que dança no mundo,
Dois corpos, um laço, um céu.
Quando sorri, tudo equilibra,
Quando me toca, tudo repousa.
No teu Yin encontrei meu eixo,
No meu Yang tu fizeste morada.
E assim seguimos,
Não por sermos iguais,
Mas por sermos complementos
Um do outro,
Na arte de nos amar.
" ESCOLHO "
Escolho, eu, não saber do que inda incerto
deixando que o futuro se desnude
no tempo, na medida, na amplitude
e, de qualquer desejo meu, liberto!
Prefiro, sendo assim, que nada mude
por não sabê-lo claro, a descoberto,
exposto, na incerteza, a céu aberto
vivendo-o, a cada instante como pude.
Não mudarei-lhe as cores da aquarela
nem fecharei-lhe as folhas da janela
apenas porque o olham com temor…
Eu, não saber, escolho! É meu direito…
Ele há de vir a mim sábio, perfeito
e, ao fim, trará consigo, e só, o amor!
Verso 1
É sempre assim, onde eu chego,
Foi sempre assim, desde que eu me entendo,
Bom de jogo, capoeira no peito,
Eu sou menino, vou jogar, sem medo.
Refrão
Capoeira, meu corpo se lança,
No movimento, minha alma avança,
Ginga que vai, ginga que vem,
Vou jogar, vou vencer também.
Verso 2
No toque do berimbau, a energia me guia,
Cada passo, cada queda, é sabedoria,
A roda é meu lugar, a força é de quem luta,
Capoeira é vida, é liberdade absoluta.
Refrão
Capoeira, meu corpo se lança,
No movimento, minha alma avança,
Ginga que vai, ginga que vem,
Vou jogar, vou vencer também.
Final
E onde eu chego, o jogo começa,
É sempre assim, a luta nunca cessa,
Capoeira, meu mundo, minha paixão,
Sou menino, sou guerreiro, sou da roda, do chão.
No início eu queria mudar o mundo;
Depois de muito tentar, decidi que queria mudar o mundo ao meu redor;
Hoje no entanto,quando consigo mudar a mim mesmo, já me dou por satisfeito.
ROD.
Quem ama sente ciúmes moderado...
Quem ama faz elogios...
Quem ama respeita....
Quem ama diz Eu te Amo...
Quem ama faz questão de estar ao lado da pessoa amada..
Quem ama quer um jantar romântico a luz de vela....
Quem ama gosta de receber carinho...
Quem ama quer ser companheira a todo instante...
Quem ama quer ser amada...
Quem ama cuida...
Quem ama diz sempre Eu TE Amo...
Dias Fátima
Eu, Canceriano navegador,
À procura do mar libertador,
Do sonho de ouvir com ardor,
O canto da Sereia sedutor,
No real acorde encantador,
De veraz porto seguro Amor!
Você - matheus nunes
Se eu fosse um travesti, eu usaria seu nome
Um oftalmologista sonharia em operar seus olhos,
e um cardiologista jamais veria
um coração como o teu.
No cabo da minha bengala,
gravaria suas digitais.
Nos meus ouvidos, um fone com tua voz
Procuro uma cidade com seu sobrenome
para que lá eu seja sepultado.
Meu CPF começa com sua idade
e termina nos anos em que te procurei.
Deveria existir um idioma com seu nome,
mas eu teria ciúmes —
todos o teriam na boca.
Se eu morrer primeiro,
serei seu anjo da guarda.
Se você morrer antes,
te visitarei no pós-vida,
todos os domingos.
Sentado na varanda,
tocaria meu violão,
tocaria sua canção,
olhando para a porteira,
esperando, quem sabe um dia,
Você passe por ela.
eu sofro com meus próprios pensamentos
sofro com meus medos e traumas
às vezes penso que a única solução é
deixar de viver, mas eu escolho ficar
mais isso é pensar não em mim, mas nas pessoas que me rodeiam
Se me perguntassem sobre a morte,
eu sussurraria teu nome.
Diria que ela tem o tom dos teus olhos,
a maciez dos teus cabelos ao vento,
e o doce encanto do teu sorriso —
aquele que cala o mundo e acende o meu.
Sabe por quê?
Porque eu morro um pouco a cada dia:
quando penso em ti com a alma inteira,
quando a saudade me beija o peito,
quando teu silêncio pesa mais que mil palavras,
e até quando teus olhos me encontram
em um breve acaso do destino.
Morro por sonhar contigo
e por acordar sem teu abraço.
Por querer teu cheiro nas manhãs,
tua voz nas madrugadas,
tua presença onde só há ausência.
Meu coração tropeça nas batidas
só por te amar assim —
tão fundo, tão forte, tão meu.
E ainda que me doa,
a única morte que conheço
é não ter-te aqui no meu mundo.
Alguém como eu.
Eu conheço a rejeição, a negligência, o abandono, conheço também as expectativas frustradas, as promessas vazias, a palavra que não se sustenta, que se esvai, as mãos que me soltam, que por escolha me desencontram, me desentrelaçam A sensação de não ser bom o suficiente, a decepção e o cansaço.
Eu conheço a fuga e aquele que foge, as costas que se viram, se despedem e as pernas que caminham em direção à saida, como quem passeia por uma casa onde nunca pretendeu ser nada além de uma mera visita. Conheço aquele que veio apenas por curiosidade, sem qualquer intenção de ficar.
O que eu nunca conheci foi alguém como eu. Alguém que prefere se expor pela minima chance de viver algo grandioso do que habitar a superficie das coisas, do que apenas arranhar a casca, trincar o vidro. Que se entrega, se doa, se derrama porque não sabe e nunca soube contar gotas.
Alguém que tenha a bravura de saltar nos abismos dos resultados incertos, dos caminhos desconhecidos.
Alguém que, apesar das dores e desilusões, seja incapaz de se fechar, de desamar e desacreditar que um dia toda essa coragem, fé e autenticidade serão recompensadas.
Eu desisti da vida.
Que queriam que eu vivesse, hoje vivo a vida que eu quero.
Com equilíbrio e verdade, porém, 100% minha escolha.
"É TARDE"
Que foi que eu fiz? Meu Deus! É tarde, agora!
Remediar não tem mesmo mais jeito
pois o que fiz outrora já está feito
e toda a consequência não demora!
Amar demais, eu sei, foi meu defeito
e, se hoje, inconsequente, o peito chora
é só porque, o amor, mandei embora
depois de ver que, o tal, não fora aceito.
Fiz, eu, do meu viver, essa amargura
que, ninguém mais, de mim, por perto, atura!
Amor não deve ser, nunca, largado…
Quer seja aceito ou não, ele é bendito!
Meu Deus! Que foi que eu fiz? O peito aflito
de tudo se arrepende, emocionado!
Por que eu gosto tanto da natureza?
É onde sinto meu laço mais estreito com o Criador, onde consigo silenciar toda a agitação da minha mente e do meu coração. Para qualquer lado que eu olhe, há uma criação divina — sem interferência humana. É um lugar onde a paz que sinto transborda todo o meu ser e renova minhas forças para começar e recomeçar quantas vezes forem necessárias.
É na natureza que sinto Deus me conduzindo de volta à minha essência — sem máscaras, sem cascas.
Enfim, a natureza é a minha igreja: é onde posso me sentar e conversar com meu Pai, sem nenhuma interferência.
É ali que sou tocada e lembrada, com doçura, do Seu amor por mim.
Lar
Me perdoe, Pai.
Mas eu já não me sinto em casa.
Meu tempo acabou.
Mandaste-me cantar e não me desviar,
mas quando canto — ou melhor,
quando tento cantar —
sinto uma pressão, um peso,
algo que sussurra:
'Você não merece sentir a glória d’Ele.'
Quando ouço teus filhos cantarem,
me emociono profundamente,
pois eu gostaria de estar ali também.
Mas o peso do que faço, penso e falo
não me permite cumprir o que me ordenaste.
É como uma foice rasgando minha garganta,
enquanto algo tenta me sufocar.
E eu sei...
eu sei que não sou eu —
mas sim,
a culpa daquilo que fiz.
Estou dividido em partes tão controversas
que já nem sei dizer quem sou.
Sei que Tu podes me ajudar.
Mas eu não consigo negar a mim mesmo,
muito menos carregar a minha cruz.
Perdoa-me, Pai...
mas eu não consigo ser o filho que Tu mereces.
Não busco seguidores.
O que eu tenho pra falar,
Será que alguém quer ouvir?
Ou seria melhor eu me calar?
Só sei que, na multidão,
Há senhoras e senhores.
"SONETO DA REPARAÇÃO"
Tentei, eu, reparar o acontecido
e consertar os erros do passado
mas acho que eu estava equivocado
e o que passou, passou! Fui, pois, vencido!
O tempo encarregou-se em ver lavado
os meus percalços, falhas, o ocorrido,
e viu-me o tanto que já padecido
no espaço do remorso consumado.
Reparação se fez sem minha ajuda
quando a poesia pura, aqui desnuda,
juntou-se a ele pra falar de amor…
O acontecido, reparar bem quis
pra ser, um pouco mais aqui, feliz
mas, para tal, o tempo é que é senhor!
