Poemas quando eu me Amei de Verdade
Tem dias que tudo que eu preciso é estar comigo mesmo.
Não é solidão, é refúgio.
Às vezes, o mundo pesa tanto que o silêncio vira abrigo
e o isolamento, proteção.
Reencontro
Eu estava perdida, sem ponto de chegada nem de partida.
Sentia-me completamente estranha a mim mesma, indiferente a qualquer alegria ou tristeza.
Nesse espantoso momento de falta de ser
percebi algo que achei que nunca iria entender.
Percebi que nesses momentos em que me encontrava fria e entorpecida deixei de perceber tanta beleza que havia em minha vida!.
Foi então que uma grande mistura de dor e amor invadiu meu peito em forma de um ardente calor!
Nesse instante em que meus olhos podiam ver o q antes não podia sentir uma forte agonia.
Todos os sentimentos trouxeram a tona o meu verdadeiro eu, aquele que naquela escuridão se perdeu!.
Finalmente me reencontrei,
a mim mesma finalmente achei!
E de volta a mim mesma não me sinto mais entorpecida,
Sinto agora com toda a intensidade todas as alegrias, tristezas e também todo o amor,
Não estou mais perdida!
Me reencontrei e voltei para a vida!
De hoje em diante prometo a mim mesma nunca mais me abandonarei, nunca mais deixarei e de mim mesma nunca mais me perderei!
Aí vem o temporal
Eu sempre tive aqui, eu sempre fui leal
Carrego no meu peito a insígnia do clã
Quando eu tiver lá em cima, vocês vão saber quem são
Eu e o verso
Você e o universo,
Somos poesia
Uma dose de alegria,
Em cada instante
O mundo distante,
As batidas do coração
Em sintonia fazendo canção,
No ritmo do amor
Sentimento com sabor.
Se me perguntassem sobre a morte,
eu sussurraria teu nome.
Diria que ela tem o tom dos teus olhos,
a maciez dos teus cabelos ao vento,
e o doce encanto do teu sorriso —
aquele que cala o mundo e acende o meu.
Sabe por quê?
Porque eu morro um pouco a cada dia:
quando penso em ti com a alma inteira,
quando a saudade me beija o peito,
quando teu silêncio pesa mais que mil palavras,
e até quando teus olhos me encontram
em um breve acaso do destino.
Morro por sonhar contigo
e por acordar sem teu abraço.
Por querer teu cheiro nas manhãs,
tua voz nas madrugadas,
tua presença onde só há ausência.
Meu coração tropeça nas batidas
só por te amar assim —
tão fundo, tão forte, tão meu.
E ainda que me doa,
a única morte que conheço
é não ter-te aqui no meu mundo.
Tudo o que eu vejo anoto
Às vezes sem perceber
Isto me dá de veneta
Deixando minha caneta
Com vício de escrever.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça/RN
01/05/2025
Eu sei que acabou
Ela deixou tão claro
Mas ainda me pego pensando
Naquele sorriso que iluminava
Ah... ela era tão linda
Eu sei que acabou
Mas não entendo direito
O que aconteceu?
O que se perdeu?
Ela nunca me explicou,
Só partiu em silêncio
Eu sei que acabou
Sei que ela se foi
Mas ainda sonho acordado
Me vendo ao seu lado
Conhecendo seus pais
Na cidade onde ela cresceu
Eu sei que acabou
E preciso deixá-la ir
Não há mais o que fazer
“Adorei te conhecer”
Foram as últimas palavras
Agora tudo se perdeu
E eu sei... acabou
Alguém como eu.
Eu conheço a rejeição, a negligência, o abandono, conheço também as expectativas frustradas, as promessas vazias, a palavra que não se sustenta, que se esvai, as mãos que me soltam, que por escolha me desencontram, me desentrelaçam A sensação de não ser bom o suficiente, a decepção e o cansaço.
Eu conheço a fuga e aquele que foge, as costas que se viram, se despedem e as pernas que caminham em direção à saida, como quem passeia por uma casa onde nunca pretendeu ser nada além de uma mera visita. Conheço aquele que veio apenas por curiosidade, sem qualquer intenção de ficar.
O que eu nunca conheci foi alguém como eu. Alguém que prefere se expor pela minima chance de viver algo grandioso do que habitar a superficie das coisas, do que apenas arranhar a casca, trincar o vidro. Que se entrega, se doa, se derrama porque não sabe e nunca soube contar gotas.
Alguém que tenha a bravura de saltar nos abismos dos resultados incertos, dos caminhos desconhecidos.
Alguém que, apesar das dores e desilusões, seja incapaz de se fechar, de desamar e desacreditar que um dia toda essa coragem, fé e autenticidade serão recompensadas.
Sabe? Naquela noite, eu jurei que fosse você...
Os olhares se encontraram, a química explodiu
E nos beijamos, sorrindo com um sorriso sincero
Pena que era apenas verão
Eu desisti da vida.
Que queriam que eu vivesse, hoje vivo a vida que eu quero.
Com equilíbrio e verdade, porém, 100% minha escolha.
"É TARDE"
Que foi que eu fiz? Meu Deus! É tarde, agora!
Remediar não tem mesmo mais jeito
pois o que fiz outrora já está feito
e toda a consequência não demora!
Amar demais, eu sei, foi meu defeito
e, se hoje, inconsequente, o peito chora
é só porque, o amor, mandei embora
depois de ver que, o tal, não fora aceito.
Fiz, eu, do meu viver, essa amargura
que, ninguém mais, de mim, por perto, atura!
Amor não deve ser, nunca, largado…
Quer seja aceito ou não, ele é bendito!
Meu Deus! Que foi que eu fiz? O peito aflito
de tudo se arrepende, emocionado!
Por que eu gosto tanto da natureza?
É onde sinto meu laço mais estreito com o Criador, onde consigo silenciar toda a agitação da minha mente e do meu coração. Para qualquer lado que eu olhe, há uma criação divina — sem interferência humana. É um lugar onde a paz que sinto transborda todo o meu ser e renova minhas forças para começar e recomeçar quantas vezes forem necessárias.
É na natureza que sinto Deus me conduzindo de volta à minha essência — sem máscaras, sem cascas.
Enfim, a natureza é a minha igreja: é onde posso me sentar e conversar com meu Pai, sem nenhuma interferência.
É ali que sou tocada e lembrada, com doçura, do Seu amor por mim.
Lar
Me perdoe, Pai.
Mas eu já não me sinto em casa.
Meu tempo acabou.
Mandaste-me cantar e não me desviar,
mas quando canto — ou melhor,
quando tento cantar —
sinto uma pressão, um peso,
algo que sussurra:
'Você não merece sentir a glória d’Ele.'
Quando ouço teus filhos cantarem,
me emociono profundamente,
pois eu gostaria de estar ali também.
Mas o peso do que faço, penso e falo
não me permite cumprir o que me ordenaste.
É como uma foice rasgando minha garganta,
enquanto algo tenta me sufocar.
E eu sei...
eu sei que não sou eu —
mas sim,
a culpa daquilo que fiz.
Estou dividido em partes tão controversas
que já nem sei dizer quem sou.
Sei que Tu podes me ajudar.
Mas eu não consigo negar a mim mesmo,
muito menos carregar a minha cruz.
Perdoa-me, Pai...
mas eu não consigo ser o filho que Tu mereces.
Não busco seguidores.
O que eu tenho pra falar,
Será que alguém quer ouvir?
Ou seria melhor eu me calar?
Só sei que, na multidão,
Há senhoras e senhores.
"Me perdi tentando agradar… me encontrei na solitude."
Te juro… eu quase me perdi tentando ser tudo o que esperavam de mim.
Quase esqueci quem eu era, tentando caber em espaços que me diminuíam.
Me calei por medo, por cansaço, por amor.
Mas sabe o que mais doeu?
Perceber que, mesmo dando tudo, eu ainda era tratada como se fosse nada.
Foi aí que a solitude me encontrou.
No começo, doeu.
O silêncio gritava, as lembranças machucavam.
Mas aos poucos… fui me reconstruindo.
Sozinho, sim. Mas inteiro.
Hoje entendo: quem aprende a se bastar não se curva por migalhas.
Superar não é esquecer.
É lembrar sem sangrar.
É olhar para trás com coragem e seguir em frente com amor-próprio.
E que fique claro: a dor me ensinou,
mas foi a solitude que me salvou.
"SONETO DA REPARAÇÃO"
Tentei, eu, reparar o acontecido
e consertar os erros do passado
mas acho que eu estava equivocado
e o que passou, passou! Fui, pois, vencido!
O tempo encarregou-se em ver lavado
os meus percalços, falhas, o ocorrido,
e viu-me o tanto que já padecido
no espaço do remorso consumado.
Reparação se fez sem minha ajuda
quando a poesia pura, aqui desnuda,
juntou-se a ele pra falar de amor…
O acontecido, reparar bem quis
pra ser, um pouco mais aqui, feliz
mas, para tal, o tempo é que é senhor!
"ALCANÇA"
Eis que eu estava bem, no paraíso,
em meio a encantos tais, da criação,
e tendo, o essencial, ali, à mão,
sem chuvas, sem tormentas nem granizo…
Mas eu olhava a vida à volta e, então,
não via o sonho que, hoje, exteriorizo…
Faltava-me o olhar, a voz, o riso,
que iria me encantar o coração!
Eu tinha tudo, mas não tinha nada…
Ninguém pra partilhar a minha entrada
com mesmo passo, fé, mesma esperança…
Eis que chegaste, então, na minha história
e tudo pôs-se em nova trajetória
porquanto o amor real hoje me alcança!
Meu amor, por favor, fala que você também não me esqueceu
Que eu tô digitando tudo que o coração escreveu
Se a saudade também molha a sua cara, pega o nosso fim
Apaga, apaga, apaga
Eu não te entendo
Por que que você quer quem não te quer
E deixa querendo quem tá te querendo?
