Poemas quando eu me Amei de Verdade
Que a Paz encontre aos que se atrevem a oferecê-la embrulhada na Chantagem!
Amém!
Quando a paz se apresenta como um dom, mas vem embrulhada na chantagem, ela deixa de ser paz para se tornar imposição disfarçada.
Essa manobra é tão antiga quanto as relações humanas: transformar aquilo que deveria ser um gesto nobre em moeda de troca para interesses particulares.
A verdadeira paz nasce do diálogo sincero, do reconhecimento mútuo, do respeito às diferenças.
Ela não exige submissão, não impõe silêncio, não condiciona liberdade.
Mas, quando alguém ousa oferecê-la como prêmio por obediência ou ameaça por resistência, estamos diante de uma contradição cruel: pacificação à força é só guerra com outra roupagem.
Esse tipo de “paz chantagista” aparece na política, quando líderes pregam concórdia desde que todos aceitem suas regras; nas relações pessoais, quando a harmonia depende de uma renúncia unilateral; e até entre nações, quando tratados escondem dominação.
Em todos os casos, o preço cobrado é alto demais: a Integridade, a Dignidade e a Liberdade.
Porque paz Comprada, Negociada ou Imposta não é paz: é só mais uma forma sutil inventada para covardes guerrear.
Que a Paz Autêntica — aquela que não Cobra, não Ameaça e não Finge — abrace a todos que não se prestam ao desserviço de barganhá-la.
Amém!?!
Quando o ser humano perceber que a bola, ainda que chutada, agarrada, liberada, agredida e até acolhida, tem mais voz que o “livro mais vendido” e 'menos vivido do mundo', não haverá mais brigas nem trapaças no futebol.
Há algo de profundamente humano no destino da bola.
Buscada e tocada de todas as formas, e ainda assim continua rodando, unindo pessoas que, fora do campo, talvez jamais se entenderiam.
A bola não julga quem a toca. Ela gira para todos, sem distinção de credo, cor ou fronteira.
E é justamente nesse movimento, tão simples e tão leve, que mora uma lição que o ser humano parece ter esquecido.
Enquanto o mundo se curva diante do livro mais vendido — e, ironicamente, menos vivido —, a bola segue pregando seu evangelho silencioso: o da partilha, da alegria e da verdade do instante.
No gramado, não há espaço para disfarces; o que se é, se mostra.
A bola não aceita trapaças por muito tempo.
Quem tenta enganá-la, mais cedo ou mais tarde, tropeça no próprio engano.
Talvez, quando o ser humano perceber que a bola fala muito mais alto que muitos púlpitos, que seu giro é mais honesto que muitos discursos e que seu jogo é mais limpo que muitas pregações, o futebol voltará a ser o que sempre foi: um espelho do que temos de melhor.
E então, quem sabe, já não haverá mais brigas nem trapaças — apenas o som puro da bola correndo livre, leve e solta, ensinando em silêncio aquilo que tantos livros gritam sem entender.
Quando parte do povo tenta relativizar, a qualquer preço, a depredação cometida por adultos — e, em simultâneo, condena os protestos de estudantes, jovens e adolescentes — fica evidente que a metástase que assola nosso país não apodrece somente o Estado.
Talvez não exista caos comparável àquele que se instala na mente humana.
O simples fato de alguém aplaudir tamanha truculência já deveria constranger o caráter dos que se autoproclamam cidadãos de bem.
É um mau-caratismo sem precedentes: o mesmo “cidadão de bem” que se infla de certezas para absolver adultos que não sabem o que fazem, tentar condenar estudantes.
Um trisal tão nefasto — entre a Igreja, o Estado e seu Braço Armado — só poderia parir tamanha aberração.
Quando a descuidada Vale do Rio Doce conseguiu tornar imbebível as águas de um rio, do qual quem bebeu jamais esqueceu, eu já suspeitei que ela era muito mal seletiva.
Mas quando ela fingiu indenizar uma parte da população valadarense, fingindo não ter aniquilado o Doce do Rio que também era da outra parte, ela aniquilou também a suspeição.
Há indignações que não nascem apenas do que vemos, mas daquilo que sentimos ser arrancado de todos nós.
Quando a lama tornou imbebível as águas de um rio cuja doçura acompanhou gerações, não foi só o sabor que se perdeu — foi a memória líquida de um povo, sua identidade, sua história escrita em correnteza.
Naquele instante, já não era preciso grande esforço para desconfiar da seletividade de quem, por dever, deveria zelar e reparar.
Mas o espanto maior veio depois, quando o teatro das indenizações começou a escolher rostos e CPFs, a dividir dores, a parcelar perdas como se um rio pudesse ser fatiado em zonas de sofrimento e leiloado por migalhas.
E ali, naquele gesto que soou mais como cálculo do que como cuidado, não foi apenas o Rio Doce que se viu diminuído — foi a própria confiança que secou…
Que foi para a lama.
Porque quando uma parte é acolhida apenas para que a outra seja silenciada, deixa de existir dúvida: o que se aniquila não é só o rio, mas o respeito que deveria correr com e como ele.
No fim, a indignação que sobra é também a que educa.
Ela nos obriga a olhar para além da superfície barrenta e perguntar: que tipo de sociedade permitimos construir?
E que tipo de humanidade ainda queremos salvar do fundo dessa lama contaminada que insiste em não decantar?
Quando a autossuficiência do outro resolve flertar com a arrogância, toda e qualquer mão que lhe estenda — soa invasiva.
Há momentos em que a autossuficiência deixa de ser abrigo e vira trincheira.
O outro se convence de que basta a si mesmo, não por força, mas por medo de depender, e então qualquer gesto de cuidado é confundido com intromissão.
A mão estendida, que nasceu para apoiar, passa a ser vista como ameaça; o afeto, como tentativa de controle.
Quando a autossuficiência flerta com a arrogância, ela perde a escuta.
Já não reconhece que ninguém caminha inteiro o tempo todo, nem percebe que a verdadeira força sabe aceitar auxílio sem se diminuir.
O orgulho, travestido de independência, endurece o coração e isola mais do que protege.
Ainda assim, a mão estendida não erra por existir.
Erraria se endurecesse também.
Há os que precisam aprender, no silêncio das próprias quedas, que apoio não invade — sustenta.
E há os que precisam compreender que oferecer cuidado é virtude, mesmo quando não é acolhido.
No fim, a maturidade mora nesse lugar delicado: saber estender a mão sem impor, e saber recolhê-la sem perder a ternura.
Porque nem toda recusa é desprezo, e nem toda ajuda é invasão; às vezes, são apenas desencontros entre orgulho e necessidade.
Que Deus é fiel,
o mundo já sabe,
ou ao menos deveria saber — e nós, até quando somos fiéis?
Deus tem sido sempre tão Generoso conosco que, se a Graça não fosse um Favor Imerecido, o Constrangimento talvez fosse muito maior que a Gratidão.
Não porque me falte reconhecimento, mas, porque sobra consciência das próprias falhas.
A graça, quando compreendida de verdade, não infla o ego — ela o desarma.
Talvez, sem essa plena consciência de imerecimento, dificilmente eu escaparia do abraço do constrangimento.
E há algo de profundamente pedagógico no favor que não se pode pagar, negociar ou justificar.
Ele nos retira do centro do palco, desmonta a agridoce ilusão de mérito e nos coloca no único lugar possível diante do Divino: o da humildade…
A Espiritual e a Intelectual.
Quem entende a graça não anda de peito estufado; anda de cabeça baixa, não por culpa, mas por reverência.
O constrangimento, nesse contexto, não é a vergonha paralisante, é puro espanto.
É perceber que, apesar de quem somos, carregados de rastros de podridão, continuamos sendo alcançados pelas mãos misericordiosas do Pai.
Que mesmo quando nossas mãos estão vazias de boas razões, elas ainda são preenchidas de misericórdia.
E isso nos educa mais do que qualquer repreensão.
Talvez a maior evidência de maturidade espiritual seja justamente essa: não transformar a generosidade de Deus em direito adquirido, nem a graça em moeda de barganha.
Quem vive consciente do favor imerecido não se acostuma com ele — agradece, cuida e tenta responder, não com merecimento, mas com fidelidade.
Que Deus é fiel, o mundo já sabe ou ao menos deveria saber — e nós?
Até quando somos ou tentamos ser fiéis?
Quase todos querem ser autossuficientes, mas quase ninguém se banca quando a chapa esquenta.
Muitos gostam da ideia de serem autossuficientes.
Ela soa bonita, forte, admirável…
Dá a sensação de controle, de interdependência, de não dever nada a ninguém.
Mas a verdade aparece quando a chapa esquenta.
E ela esquenta!
Sempre esquenta.
Ser autossuficiente não é só pagar as próprias contas ou tomar decisões sozinho quando tudo está calmo.
É sustentar escolhas quando elas custam muito caro.
É bancar o silêncio após o que precisava ser dito.
É segurar as consequências quando não há aplauso, colo ou atalho.
É sobreviver às tempestades.
Mas muita gente confunde autossuficiência com orgulho.
Diz que não precisa de ninguém, mas desmorona quando não recebe a simples validação do outro.
Diz que aguenta, mas terceiriza a culpa quando algo dá errado.
Quer a liberdade das escolhas, mas foge das responsabilidades que vem junto ou depois dela.
Quando a pressão aumenta, quando o conforto acaba, quando não há ninguém para salvar — é aí que se descobre quem realmente se banca.
Porque independência não é ausência de apoio, é presença de coragem.
É saber pedir ajuda sem se abandonar.
É continuar inteiro mesmo tremendo.
No fim, ser autossuficiente não é nunca cair.
É cair, levantar, olhar para o próprio reflexo e dizer: fui eu que escolhi assim — e eu fico.
Fico com o bônus e com o ônus.
Para sermos bons donos do próprio nariz, é preciso ter consciência de que ele também pode sangrar.
Quando as demandas ignoradas viram costume, basta alguém fingir preocupação para despertar a paixão do povo.
Ano eleitoral costuma ser tratado como tempo de promessas, mas deveria ser, antes de tudo, tempo de vigília.
Quando demandas ignoradas viram costume, o povo se acostuma a sobreviver com a ausência desenfreada.
E, nesse cenário de carência prolongada, basta alguém fingir preocupação para parecer o grande salvador.
Não é a solução que encanta — é a encenação do cuidado que seduz corações cansados.
A paixão política, quase sempre, nasce menos da razão e mais da fome: fome de atenção, de escuta, de dignidade.
Quem nunca foi ouvido, tende a se apaixonar por quem ao menos finge ouvir.
E assim, o abandono repetido pavimenta o caminho da ilusão coletiva.
Por isso, ano eleitoral exige menos euforia e mais memória.
Menos discursos inflamados e mais perguntas incômodas.
Quem só demonstra zelo quando o calendário aperta, não descobriu o povo — apenas a sua utilidade.
Vigiar é lembrar.
Refletir é comparar.
E escolher com lucidez é o único antídoto contra a velha armadilha: confundir preocupação encenada com compromisso verdadeiro.
Enquanto
a Pena for
Capital Econômico,
a Pobreza será
Crime.
Quando a Liberdade pode ser medida pelo Dinheiro, a Justiça deixa de enxergar apenas o ato e passa a considerar, ainda que indiretamente, a Condição Financeira de quem está diante dela.
Para alguns, uma fiança ou uma indenização representa um transtorno passageiro; para outros, significa a permanência na prisão, o endividamento ou a impossibilidade de recomeçar.
É evidente que reparar danos causados é um princípio importante da convivência em sociedade.
No entanto, quando as consequências econômicas recaem de forma profundamente desigual sobre pessoas com capacidades financeiras completamente distintas, surge uma pergunta inevitável: estamos punindo o Comportamento ou a Pobreza?
A verdadeira igualdade perante a lei não consiste apenas em aplicar as mesmas regras a todos, mas em garantir que elas não produzam injustiças previsíveis por causa das diferenças sociais.
Uma sanção que pesa pouco para quem possui muito e se torna devastadora para quem possui quase nada, desafia o ideal de equilíbrio que se espera da justiça.
Uma sociedade democrática fortalece-se quando responsabiliza quem erra, sem transformar a vulnerabilidade econômica em uma condenação permanente.
Afinal, o patrimônio pode definir o conforto de uma pessoa, mas nunca deveria definir o valor da sua dignidade ou o alcance dos seus direitos.
Enquanto o acesso à Liberdade, à Defesa ou à Reparação depender, em grande medida, da capacidade de pagar, permanecerá a inquietante sensação de que, para muitos, a Pobreza continua sendo tratada como um Agravante Silencioso e Invisível.
E uma justiça que pesa mais sobre os bolsos do que sobre os fatos, pode perder aquilo que lhe é mais essencial: a confiança de que todos são, verdadeiramente, iguais perante a Lei.
Salmos 37:4
Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração.
Quando Deus é o nosso maior prazer, nossos desejos se alinham à Sua vontade
Mateus 14:30
Mas, quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: "Senhor, salva-me!
As tempestades da vida não arrancam aqueles que estão seguros nas mãos de Deus
1 João 4:19
Nós o amamos porque ele nos amou primeiro.
Deus nos amou quando ainda éramos indignos; amá-Lo hoje é a resposta de um coração alcançado pela graça
Salmos 61:2
Desde o fim da terra clamarei a ti,
quando o meu coração estiver desmaiado;
leva-me para a rocha
que é mais alta do
que eu.
A angústia revela o tamanho da tempestade; a fé revela a grandeza do nosso Deus.
Deuteronômio 20:1
Quando saíres à peleja contra teus inimigos, e vires cavalos, e carros, e povo maior em número do que tu, deles não terás temor; pois o Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, está contigo.
“A fé não ignora o tamanho do inimigo; ela reconhece a grandeza do Deus que está conosco.”
Números 14:11
E disse o Senhor a Moisés: Até quando me provocará este povo? E até quando não crerá em mim, apesar de todos os sinais que fiz no meio dele?
“Não permita que a incredulidade apague da memória o que Deus já fez, o que Ele está fazendo e o que ainda fará.”
Jeremias 29:13
E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração.
“Quem busca o Senhor de todo o coração encontra mais do que resposta; encontra sua gloriosa presença”.
E quando em mim, não exergares mais
nenhuma pequena flama se quer.
Espere...
Entretanto, sempre há de surgir um vento
de ânimo ou uma brisa de renovação.
Pois,o vento que apaga uma vela, é o mesmo
que reacende uma fogueira.
Quando suas palavras se calam, seus gestos falam por si.Mas nem palavras, nem gestos, falam tanto sobre você quanto seu olhar.
Que quando brilhante, resgata meu lado romântico. E quando fosco,resgata meu lado cético.
Se o amor vive entre diferentes tons de cinza e sob nuanças de palavras, gestos e olhares; sobreviverá às amargas constatações de que o próprio amor é volátil?
Quando crianças, nosso maior medo era a ideia de que o bicho papão sairia debaixo da cama para nos assustar. Nossa verdade absoluta era a de que fadas existiam e vinham trocar nossos dentinhos de leite por moedas de 25 centavos. E ansiávamos que o natal logo chegasse para ganharmos presentes do Papai Noel. E de repente crescemos e as circunstâncias fazem-nos ansiar por verdades que venham substituir os nossos medos.
JEOVANIA VILARINDO (Diga-se de passagem)
