Poemas quando eu me Amei de Verdade

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Quando as armas sempre se erguem,
a poesia se ergue muito mais acima
de toda a coragem que nem a morte,
com sua brutal censura, extermina.


Poesia não é sobre o que se escreve,
e sim sobre o que se vive e morre
sem medo e sem nenhum limite;
é tudo, menos sobre o que se fere.


É renascer em meio à destruição,
o florescer sobre os túmulos de Gaza
para consolar o coração de quem fica.


É ter a coragem de dizer não à guerra
contra qualquer nação e ao que encerra,
e, por fim, é o que se escreve ou sente.

Quando percebia que
tinha brinquedos demais,
pedia aos adultos que
os levassem para doá-los a órfãos.


Eu não só brincava,
como também lia livros,
escrevia e pintava.


Os jogos que eu criava
com os meus amigos brincava.

Praça dos Imigrantes


Quando os ipês-amarelos
da Praça dos Imigrantes
no Centro de Rodeio
se vestirem de amarelo,
Tenho certeza que você
estará aqui por perto,
E estarei pronta para ser
todo o seu Universo.


Direi firme à toda cidade:
- Que vale a pena esperar,
não tem nada ver com
viver no mundo da Lua.
Só por confiar o tempo
também nos florescer.


Não é delírio poético
deixar o tempo fazer
o que tem que fazer,
do amanhecer ao anoitecer.

Sentir o vento quando
chegar no Planalto Serrano
Para hoje é o meu plano,
Lembrar que o seu primeiro
nome era Casa Branca,
que também que foi
chamada de Encruzilhada.


Para os tropeiros foi lugar
de pouso para se refazerem
para enfrentar a estrada,
É de Otacílio Costa
da gente tão hospitaleira
que eu estou falando,
que em qualquer lugar
que você para quieto,
e amigo tu acaba ficando.


Otacílio Costa, erguida,
com honra e muita luta;
Uma cidade de gente
que valoriza a família,
a terra e a honesta labuta.


Otacílio Costa, querida,
de gente amável que
põe sabores na mesa
que são como poesia.


É para aí que estou indo
para sentir o vento
do Planalto Serrano,
tocar as estrelas
e a Lua com os dedos,
porque entre nós
nunca houve segredos.


Otacílio Costa, fostes
parte de Lages,
disso também não esqueci;
Mesmo distante de ti,
contigo no meu coração,
honro para sempre
com todo o amor e paixão,
como parte infinita de mim.

Quando o ódio acampa,
não se esqueça que para tudo
sempre existe esperança.


Deus nos ergue das profundezas
e da condição aberrante
existencial de criatura,
creio n'Ele de maneira profunda.


Repudio existencialmente
a máxima literária que um dia
foi escrita por uma pluma sofrida:


"El corazón humano es un ángel caído".


Mary Shelley, lado a lado,
com a morte teve convívio,
e com ela escreveu o seu destino.

Fique.
Quando a rendição chegar sem resistência,
e o desejo se curvar com fina ardência
à minha vontade cheia de malemolência,
a entrega plena te tomar por inteiro,
a liberação através do controle firme,
afastando o ruído do mundo e as influências
que ainda tentam distrair e levarem ao limite.


Fique.
Se for para florescer em tremores,
quando o minuano soprar forte,
roçar, balançar e amainar
tão fundo como catuaba-branca
na profunda e verdejante Mata Atlântica.


Fique.
Se for para fazer história na existência
e plenamente amorosa na memória,
quando sentir o frenesi lento,
autêntico, possante e devorador,
e teu corpo aprender leal que
não haverá regresso com todo amor.


Fique.
Com quem comanda num toque
os teus pontos sensíveis de prazer,
e as rotas com magnitude não permita
nem por um minuto nos esquecer,
e seja o motivo do sorriso espontâneo
sem a necessidade de explicações render.


Fique.
Quando teus lábios, meus íntimos
se abrirem para fundir o ouro
da nossa polaridade com aromas,
perfumes e sabores compartilhados,
e o verdadeiro prêmio for a liberdade
que só existe na rendição total
ao que sabe tomar o que é na totalidade
com exclusividade — meu e seu.


Fique.
Porque onde eu lidero, tu floresces.
Onde eu tomo, tu te entregas.
E nessa dança ancestral, sem jogos,
nos permitir o pulo do gato e o tesouro
ganharmos muito mais do que o dobro —
eu na minha glória, tu no teu êxtase,
a realidade acordada de viver o nosso sonho.

Quando a tua pele solar
unir-se à minha lunar,
como doce maldição,
irei nos braços embalar
contínua e implacável...


​No mar de amor, colada
ao teu coração
que pensava que ia brincar,
Sussurrarei elogios:
​— Os ais favoritos teus
que sempre serão advindos
do coração e da alma
unidos aos meus...


​Porque sou um mistério
que hemisfério nenhum desvendará,
E como um peixe experiente,
sei enfrentar tempestades em alto mar.


​Assim, os teus suspiros
serão capturados pelos meus,
Desse amor feito de laços infinitos...
convictos não iremos escapar.

O céu noturno de quando foi assinado
o decreto da nossa Bandeira Nacional,
foi desenhado com exatidão e esmero
como no próprio Hemisfério Austral,
Na justa posição astronômica em que
as vinte e uma estrelas se encontravam,
assim todos homenagem prestaram.


Depois mais seis novos estados surgiram,
e em vinte e sete estrelas resultaram.
Há quem as queira no futuro delineando
o contorno do mapa da nossa Nação;
Penso que ninguém mais deve tocar
no nosso augusto e primoroso Pavilhão.


A base de orientação no céu noturno
alimenta a memória e o próprio coração,
erguendo a história da memória
e na afetividade da nossa Pátria inteira
com as grandezas da arte e da ciência,
para prestarmos eterna e total reverência.

O meu coração é coração de palmeira
quando se trata de revolução.
Queira ou não, a primeira revolução
se começa com a barriga cheia.


Não importa o tempo e o quanto,
a vida de cada um tenha mudado,
Se no presente ainda é cobrado,
para nenhum de nós é passado.


Aqui quem vos fala é a poesia brasileira:
- Seja na dispensa ou na mesa,
voltem a plantar a palmeira Juçara!


Se a vida está cara, é porque foi
deixado para trás a alimentação originária,
e que até hoje ninguém se atentara.

Quando Cainamé sopra,
ninguém fica de pé,
Quando Cainamé sopra
ninguém segura,
Sopra, sopra, Cainamé
essa gente linguaruda.

Quando o Rio Napo
bailar o pasacalle
em terna retribuição
ao sublime charme
da aurora vespertina,
tu haverá de me fazer
parte da tua vida linda.


Num breve estalo
bailaremos o nosso
todo festivo pasacalle
ainda mais apaixonado,
ao redor da mais bonita
e mais antiga cascarilla.


Conheceremos a folia,
o encanto e a alegria,
e para isso não será
preciso esperar a vinda
do inverno para ver
o florescer da cascarilla.

Quando se é por muito tempo invisível,
e só te põem no último lugar seja lá
qual for o motivo o melhor é não se iludir;
És o teu magnífico caminho a seguir,
não perca tempo com o que tende a se esvair.


Você não tem o dever de distrair o tédio,
de ser para o emocional o analgésico
ou de preencher o vazio de ninguém;
Não tenha dúvida que o melhor mesmo
é ficar na sua para o seu próprio bem.


Abra os seus olhos para a beleza e a delicadeza,
permitindo que a florada da Imbuia cubra
todo o seu caminho porque és em todas
as estações a sua melhor companhia;
Para que não perca por causa de quem quer
que seja a sua confiança e a sua alegria.


Esteja de prontidão para que o melhor da vida
te encontre de prontidão para viver o amor
de corpo, alma e coração com integridade;
Se proteja de verdade mesmo que na solitude
te coloquem contra a parede, que os anos passem
ou até que façam você que agora já é tarde.

Nossos pulsos magnéticos
plenos no disco de acreção
como estrelas de nêutrons,
Quando houver escuridão
para agir com intimidade,
e agarrar a oportunidade.


[Elucidação e intensidade].

Supernovas termonucleares,
quando houver a aproximação,
Não tenho dúvida que está
escrita a previsão que haverá
além da total fusão a efusão
de tudo o que é de sedução.


[Transbordaremos a deleitação.]

A ventania, seja quando alisa
a costa ou o ipê-roxo em agosto,
seja nos vales ou na Ilha da Magia,
com toda a elegância nos ensina:


que a sedução tem a ver com a dança
do tempo que aproxima e recua,
e ainda com mais força reinicia
com os encantos de Santa Catarina.


Brincadeiras de pique-esconde
nós bem sabemos brincar;
porém, chegou a época de amar.


Não vai demorar muito a gente
pelos caminhos se encontrar;
há muito o que viver e experimentar.

O fascismo se nota quando
o seu sorriso foi esquecido
em algum que você mesmo
nem sabe mais por onde procurar;
Não se permita desanimar
e tampouco se entregar.

Colher nozes da moscadeira,
quando chegar o tempo.
Nadar no Rio Grande
do jeito que você sonhou.
Juntos, encontrar a foz
como ninguém encontrou.


Viver a música que você
algum dia adorou,
e nos deixar levar em ritmo
de Parang, num pique
que a gente não imaginou.


Tudo leva a crer que nos guiará
para onde coloca o coração
em totalmente disparada,
e será Granada de um jeito
que você nem mesmo imaginava.

Quando vir a esplender,
A florada da Bay Rum,
Ninguém haverá de nos deter,
Nós dois seremos um.


​O dia em que o Rio Ortoire
Dançar no ritmo de Calypso,
O destino por nós dois será
Escrito por cada passo dado.


​Totais em Trinidad e Tobago,
De um jeito jamais visto,
O amor será consagrado
E terá valido a pena ter vivido.

Quando alcançarmos
as sublimes flutuações,
Tomarás os meus lábios
feitos de carnações,
e em ti plantarei jardins.

No céu surge a Aurora austral
quando os deuses dançam,
Há uma pulsão transcendental
que nossos corações cantam
no mesmo ritmo e idioma:
As urgências não amainam
o sonho na imensidão universal.


[Não é apenas querer, é sem igual.]