Poemas quando eu me Amei de Verdade
E quando a fé se torna sua motivação de que dias melhores virão e de repente algo inesperado acontece... o que fazer?
Continue crendo, a certeza que temos é que tudo faz parte de um propósito.
🌹 O Caminho Que Você Já Conhece
Você já andou por estradas de sombra,
e mesmo quando o vento soprou frio,
não perdeu o rumo —
porque o seu coração lembrava o caminho da luz.
Há vitórias que deixam marcas,
mas também deixam mapas.
Você aprendeu onde tropeçar,
onde descansar,
e onde respirar fundo antes de seguir.
O que um dia te ergueu,
continua vivo em você —
a coragem não se apaga,
ela apenas descansa entre um desafio e outro.
Se o mundo pesar outra vez,
lembre-se:
você não começa do zero.
Você já venceu antes,
e quem já venceu uma vez
carrega a rota da vitória dentro da alma.
E se em algum momento
quiser um ombro, um abraço, um passeio,
ou apenas silêncio ao lado —
me chama.
Estarei aqui,
rezando, torcendo,
e pronto pra te lembrar
de tudo o que você é:
força, fé e renascimento.
Quando a Alma Reconhece
Não foi palavra, nem imagem,
nem mesmo o tempo certo da vida…
foi algo mais fundo,
desses que a gente não explica —
apenas sente.
Eu vinha de dentro de mim quebrado,
em pedaços que nem o silêncio colava mais,
e, ainda assim, algo em mim
te reconheceu.
Como se antes de qualquer lógica,
antes de qualquer razão,
minha alma tivesse te visto
e dito baixinho:
“é aqui…”
E não falo de pressa,
nem de ilusões que o vento leva —
falo desse raro encontro
que toca sem tocar,
que aquece sem pedir,
que chega…
e simplesmente fica.
Se existe um caminho invisível
que cruza destinos distraídos,
talvez tenha sido ele —
ou talvez só dois corações cansados
decidindo acreditar de novo.
Mas seja o que for,
tem algo em você
que não me passa,
não me soa comum,
não me deixa indiferente.
E pela primeira vez em muito tempo,
não quero entender…
quero sentir.
O Que Não Se Despede
Entre nós não houve fim —
houve silêncio.
Como quando o mar recua
não por desistência,
mas para respirar mais fundo
em outro tempo.
Te amei além das formas
que o mundo entende,
além dos dias certos,
dos gestos perfeitos
e das versões que tentamos ser.
Te amei onde ninguém vê —
no invisível.
E é lá que ainda te guardo.
Se no plano da vida
nossos caminhos se desencontram,
no plano do espírito
eles jamais se perdem.
Porque o que foi verdadeiro
não se apaga —
apenas muda de lugar dentro da eternidade.
Hoje eu te solto…
não por ausência de amor,
mas por amor suficiente
pra não prender o que precisa seguir.
Levo comigo teu riso,
teu jeito,
teu toque que ainda ecoa
como memória viva no meu peito.
E sigo…
com a certeza tranquila
de que algumas almas
não se despedem —
apenas se afastam no tempo.
Se houver outro começo,
em outra vida,
em outro corpo,
ou no reencontro silencioso dos espíritos…
eu vou te reconhecer.
Porque aquilo que é da alma
não esquece.
Crack é seu codinome
Quando veio para esse mundo
Muita dor causou
Minha mãe contou
Que de muita dor berrou...
Naquele dia
Lençóis foram rasgados
Descia lágrimas quentes
Em sua face fria
De tanta dor que sentia
Crack é seu codinome
Você cresceu
Saúde recuperada
Com muito amor de mãe
Forte ficaste
Mas na adolescência
Um atalho você rumou
Crack é seu codinome
Perdeste a identidade
A autoestima
Santo Deus!
Perdeste até a carne...
Seu submundo agora é só alucinação
Seus delírios
Paranoicos
Submundo do seu EU
Violento
Inadequado
Sem noção
Diante dos que estão
No seu dia a dia
Crack é seu codinome
Os anos se passaram
Agora um senhor sem personalidade
O que dificulta a nossa irmandade
Homem sem decisão
Sem escrúpulo.
E também
De pouca fé.
No seu mundo sujo e podre
Só há espaço para os solventes
Éter
Amônia
Ácido sulfúrico.
E também
Querosene, cal
Etc. e tal
Isso tudo
Que por si só
Nocivos a nós
E principalmente
A você
Crack é seu codinome
Sua sensação de bem estar é fictício
O pesadelo agora é seu mundo
Abandonaste
Trabalho
Estudos
Abandonaste
A todos aqueles que te amam.
Entraste para o rol
Da escória
Meu irmão de sangue
Crack foi seu codinome
Agora a morte é o seu nome
Seu fim
Trágico
Acabou!
Que Deus onipotente
Tenha compaixão de ti
Meu irmão
Oh meu adeus!
Esses versos eu te fiz
Somente para ti.
Que tua alma descanse em paz
Meu irmão
Porque agora
Morte é seu nome!
O amor migra no tempo
Quando amamos, tudo é real. Mas, quando esse amor migra para o passado, os anos vão passando e nós seguimos aqui. Até o tempo se dilui, a ponto de quase não restarem lembranças. Nada resiste ao tempo, principalmente quando o coração se perde no espaço, na dimensão da eternidade.
Autor: Yonne Moreno
Aquela canção
Quando meus olhos percorreram o caminho até você
e te viram andando,
correram para observar,
e não para criticar.
O rascunho que era o seu amor,
algo inacabado,
estrelado por si só,
onde a mim cabia apenas observar.
O que saiu da minha boca,
nos lábios,
resumiu-se em canção:
não triste, porém necessária.
Ela ecoou na noite fria e escura,
enquanto eu me consolava
nas mãos que meus braços sentiram,
e minha alma ecoava
a mais triste canção.
Silhueta
Quando te conheci, a sua luz já estava no fim, e, quando percebi, as mãos da morte já estavam aqui.
Porém, ainda vive a lembrança
do seu andar explodindo em mim — um semblante sombrio e, ao mesmo tempo, brilhante.
Isso é cativante: gira, contorce, e o ar se ausenta dos meus pulmões.
Mas tudo se distancia, e tudo vira uma imagem borrada ao fundo,
como uma silhueta em névoa brilhante.
O login da felicidade
Quando os braços abraçam o corpo do ser amado, apertado, é como se quisessem se conectar ao seu coração, alcançar sua alma.
Às vezes, penso que a alma, em sua própria língua, adverte o coração; e ele, então, dispara em um ritmo descontrolado. O corpo reage, e a boca, quase automaticamente, pede beijos, como se fossem o login da felicidade.
Correntes Invisíveis
Quando não há confiança e cumplicidade, o abraço não se fecha, e correntes insistem em prender algo inexistente.
O invisível torna-se um sopro em lágrimas que se dissipa no ar. A união vai se tornando cada vez mais distante, e já não se consegue ser o “eu” transparente, pois correntes ausentes parecem prender os pés, o corpo e o coração. Ainda assim, o ser humano consegue seguir, sem entender como foi capaz de tal proeza.
E nós, aqui de fora, lemos o histórico como coadjuvantes de uma história que tenta se manter de cabeça erguida.
Confiança é tudo.
O céu da sua boca
Quando lembramos de passagens felizes que preencheram a nossa alma, elas permanecem em nossa mente, guardadas como relíquias escondidas em um baú lá no fundo, na gaveta chamada mente.
E assim, um belo dia, a gente dorme, e o senhor Sonho — não sei explicar —, mas sem autorização, abre esse baú.
Confesso que me sinto muitíssimo feliz, até porque sentir o céu da sua boca em nossos beijos tira o foco de outros combustíveis.
Grandioso é esse sonho.
Gracioso é você.
Entre o despertar e a espera
Quando o sussurro falar
Quando enxergarmos o mundo com outro olhar,
quando acreditarmos que a Terra
é a energia de um todo e que depende da ação de cada ser humano,
então poderemos acreditar na mudança, no equilíbrio.
Mas será que vale a pena esperar que o ser humano acorde para que o planeta possa mudar?
Enfim, quando tivermos consciência desses e de tantos outros embates,
o planeta já estará em transformação.
Teoria da conspiração, sonho
ou apenas o desejo de um mundo melhor?
Entre o Sim e o Não
Quando o “não” chega ás nossas vidas, como anunciá-lo ao coração e fazê-lo compreender? Como explicar a quem sempre teve o “sim”, nas mãos que, às vezes, o não é a única opção.
Os meus “Às vezes”
Às vezes,
quando procuro respostas, quero pensar, meditar ou me inspirar, fecho os olhos e uma luz forte clareia tudo. Então percebo que estou em outro ambiente, ou no reverso de onde estou.
Às vezes,
imediatamente após esse efeito, as dúvidas espairecem, as respostas vêm e as poesias aparecem como uma fonte em 3D, como vento em dia de sol. Tudo é esclarecido, tudo clareia, tudo se torna fácil.
Às vezes,
percebo que a fonte da felicidade não está lá fora, onde tantos procuram, mas sim dentro de mim.
Às vezes,
acho que a claridade é bênção e, em outras vezes, acho que é loucura.
Entenda: os “às vezes” em minha vida ainda são dúvidas não sanadas.
O jardim que silenciou
Dizem que, quando se está amando — quando o amor está no ar e há muito amor para dar e compartilhar — nascem flores no coração. Olho para trás e sinto saudades do meu jardim.
Fico imaginando como seria a felicidade de viver em um mundo florido, deliciando-se com fragrâncias que adentram a alma.
Fico imaginando e questionando por que, hoje, as flores já não nascem como antes — em qualquer espaço, em qualquer lugar, em qualquer jardim, rio ou mar, em qualquer estrada desta nossa vida. Elas estão morrendo.
Fico imaginando por que há tantos espaços concretizados, onde as flores não crescem; mesmo querendo se propagar, elas são silenciadas.
Fico imaginando quantas flores machucadas, presas em correntes invisíveis, existem nos lugares mais improváveis. Porque, hoje em dia, infelizmente, embora algumas ainda cresçam, sempre haverá, infiltradas no jardim, ervas daninhas.
Quando o Jardim silencia
Sempre que olho para um jardim cujo cuidador não tem a nobreza de podar, mexer a terra, adubar e nem mesmo regar, sinto-me triste; um arrepio atravessa-me diante da delicadeza de uma flor negligenciada.
Ao vê-las assim, é como se estivessem doentes, tristes, chorando de dor e sede. Eu também me entristeço — é como ouvir seu lamento por não poderem correr em busca de socorro.
Acredito que a empatia deve estar acima de tudo, diante da essência e da beleza da nossa natureza.
A mão que ampara, a mão que solta
Quando alguém estende a mão para você em sua pior fase, é reconfortante. Quando oferece o ombro, é maravilhoso. E, quando vem acompanhado de um abraço forte, é como se a segurança se instalasse, envolvendo sua vida em um mundo protegido.
Mas, quando essa mesma mão solta a sua, o desespero e a dor surgem como estilhaços de aço no peito. A mente vai se apagando dia após dia, fazendo toda a estrutura ruir, até que o seu mundo se transforme em pó. Em questão de tempo, tudo pode se dissipar como fumaça no ar.
Que todos nós possamos ser sensíveis aos que estão em apuros, em desespero ou aflição. Que sejamos acolhedores e atentos aos sinais, porque o olhar não consegue esconder o que presencia. A boca se torna insegura, as lágrimas muitas vezes denunciam, as mãos revelam códigos… enfim, o corpo não mente — o corpo fala.
Quando a Química Grita
Como controlar um homem e uma mulher quando a química grita e a pele, em lágrimas, clama por um abraço apertado, repleto de trocas intensas e quase explícitas?
Mesmo que o céu se pinte e a brisa testemunhe, nada poderá mudar, pois o descontrole já estará instalado.
Porque há encontros que não pedem permissão, apenas acontecem.
Entre Ensaios e Sonhos
Às vezes, penso que a vida é um ensaio; quando acordo, porém, parece um sonho.
Mas sigo em frente. A chuva, por vezes, vem apenas para me afrontar — e depois vai embora.
Ainda bem que me respeitam. Afinal, carrego a chave da integridade: notem a força do meu ímpeto.
No entanto, fico incrédula… é difícil acreditar como a seta do amor pode transformar o mundo íntimo de um ser. Tudo fica gravado em nossas mentes:
Memórias. Lembranças. Destino.
Quando ela sorrir um Arco-íris surge em
seus olhos, e quando ela me olha me deixa
completamente perdido num profundo e único
desejo de ama-la.
