Poemas quando eu me Amei de Verdade
"Quem luta sozinho descobre o próprio valor quando percebe que não é ele que falta."
— F.Fidelis - Psicanalista, Filósofo entusiasta e observador das relações humanas
Como não te amar.
Nos momentos de turbulência, foi você quem esteve ao meu lado.
Quando caí, foste tu quem me levantou.
E quando as lágrimas da dor escorriam no silêncio da noite,
foi tua mão que as enxugou, tua presença que me sustentou.
Como não te amar,
se em cada queda, em cada pranto,
você foi abrigo, foi força, foi amor.
Não sei por que razão continuo a esperar teu amor, um amor sem coração, quando o que procuro
é pureza de céu e um coração fiel.
Plantei com açúcar e reguei o meu amor com mel,
São meus sentimento doce que havia em mim para você deusa linda.
Quem sabe, um dia, você entenda que o tudo acolhe,
quando a consequência revela
que nenhum estrategista manipula o sonho
que jamais alcança porto.
Medo e dependência
É mais fácil manter seguidores quando existe a ideia de que, sem a religião, a pessoa está perdida espiritualmente.
Se o indivíduo descobre a luz interior, o medo perde força — e nasce a liberdade de buscar a verdade por si mesmo.
Perdoei quando ardiam as palavras,
não sou cálice de veneno, nem sombra a ser retribuída.
Ainda assim, jamais sentarás à mesa onde repousa minha paz.
Não habita em mim ódio, mas uma justiça que tenho para seguir.
Jamais confie a ponto de ser enganado — vão te chamar de tolo.
Quando alguém engana o outro, perde a confiança.
Na verdade, o enganador não é esperto; apenas revela o que tem de melhor: o próprio mau caráter moral.
Nem vou tentar reconstruir o que não deu certo.
A verdadeira mudança acontece quando não é preciso mudar de lugar,
quando tudo está no devido lugar.
Assim é a vida inteira — no final, tudo volta ao começo.
Quando amamos, não é uma escolha nem uma decisão da vontade.
É o amor — puro e intenso — que nos domina,
Mais forte que qualquer desejo, o amor transcende toda escolha.
Quando a pessoa entende que sua casa é seu castelo,
que a mesa onde toma café e almoça é seu oásis,
e que a cama onde repousa é um refúgio dos sonhos,
ela descobre ser um vencedor, alguém em paz com a vida.Estar só em seu castelo não é solidão —
é aprender que a melhor companhia está dentro de você.
Não há lógica, nem razão,
não existe escolha ou demora quando o amor chama.
O amor simplesmente acontece —
surge de repente, sem aviso, sem espera.Fugir, resistir, esconder-se,
não adia sua chegada,
pois o amor acontece
no tempo exato do próprio amor.
Quando a tempestade vier, talvez traga lágrimas — mas quando ela se for, sorria.
A morte separa corações, afasta amigos, silencia vozes queridas... ainda assim, sorria.
Sorria quando buscar algo e não encontrar; sorria, mesmo se o amor partir sem se despedir.
Porque o sorriso é resistência, é luz na escuridão, é a promessa de que tudo passa — até a dor passa sorrir.
Exemplo vividos na vida vivida.
Quando você permitir que uns pardal entra na sua casa o primeiro passo são a gritaria eles não tem respeito por nada, eles vão fazer ninhos após alguns dias vem muitos filhotes aí a coisa fica feia, ou você expulsa os invasores ou a tua casa vai ficar toda cagada e sujeira para todos os lados.
Você nasceu inteligente mais está sendo guiado por pessoas que não tem exemplo caráter moral, os políticos são iguais um bando de pardais sem pudor não respeita o ser humano, o exemplo está por toda é só com atenção.
Até quando vamos seguir tropeçando nessa caminhada feita de silêncios e meias palavras?
Ainda gosto de você — e, mais do que isso, tenho medo de esquecer o quanto gosto.
Já passou da hora de sair do estacionamento da indecisão. Você permanece no acostamento, imóvel, mesmo estando tão perto de mim.
O manto que te envolve logo deixará à mostra o quanto já percorremos — ou o quanto deixamos de ir.
Confesso: cansei de ser sempre o primeiro passo.
Afinal, quem se curva demais, uma hora acaba beijando o chão...
Onde você estava, mulher, vem me oferecendo um amor irregular
quando meu coração ainda pulsava alegria,
quando havia sol nas manhãs e sede de futuro?
Agora vem me ofertar um amor
enfurecido e envelhecido —
aquele que outros já rejeitaram,
como se eu fosse abrigo para restos de paixão?
Não sou museu, nem curva esquecida no fim da estrada;
não sou vitrine de memórias quebradas,
nem depósito de sentimentos em ruínas.
Não me trate como ferro-velho de afetos.
Não faça isso, baby.
Não há espaço em mim
para abrigar o que foi descartado,
o que chega tarde,
carregado de ferrugem e arrependimento.
Acredite:
nem mesmo em túmulo vazio
há lugar para um amor
que não soube chegar quando era tempo,
que não soube florescer quando havia primavera.
O que vem agora,
vem como sombra,
como eco de um grito que já não me alcança.
Tenho ciúmes até do vento que te toca.
Quando teus olhos cruzam os de outro alguém,
sinto um nó invisível apertar meu peito.
O teu perfume, quando invade outros pulmões,
é como se roubassem um pedaço do que é meu.
Tua elegância desfila com naturalidade,
teu charme é uma dança que hipnotiza,
e eu, espectador cativo, me desfaço em silêncio.
Quando a felicidade sorri nos teus lábios,
me alegro — mas também ardo.
É um fogo estranho, que não sei se é amor em excesso,
ou medo de não ser suficiente.
Esse ciúme não pede licença,
ele invade, domina, consome.
Não sei se é loucura, ódio ou amor
sei apenas que ele mora em mim,
como uma sombra que caminha ao lado do meu afeto.
Talvez amar seja também temer perder,
e nesse temor, eu me revelo inteiro.
Quando vier invadir meus sonhos novamente, que seja sem máscaras — e sem roupa.
Que venha despido de artifícios, sem véus, sem defesas.
Traga apenas sua essência crua, sua pele nua, seu olhar que incendeia e consome.
Que seus passos ecoem como promessas, e seu silêncio fale mais do que mil palavras.Não quero fantasias: quero você — em carne, desejo e mistério.Quero o calor do seu toque, o peso do seu corpo, o enigma do seu querer.
Que seja real, intenso, imperfeito — mas seja você.
O amor, quando retalhado, esquecido, desprezado,
não ergue a voz, não exige,
nem interroga quem não soube acolhê-lo.
Ele se recolhe em silêncio,
como quem compreende que não se pode forçar
um coração que se recusa a sentir.
No entanto mesmo ferido, o amor permanece inteiro:
reconhece sua própria grandeza,
sabe que nasceu para florescer —
não para mendigar migalhas de afeto.
Pois o amor verdadeiro, ainda que rejeitado,
guarda em si a dignidade
de quem entende que merece ser vivido plenamente por quem o acolhe viver o amor.
Será que vale o transtorno de guerrear, quando a vida é um presente de Deus?
A guerra consome não apenas corpos, mas também almas. Ela rouba o brilho dos olhos, apaga sorrisos e transforma esperanças em cinzas. O que se ganha em batalhas, perde-se em humanidade.
A vida, ao contrário, é dom divino: é o sopro que nos desperta a cada manhã, é o abraço que aquece, é o canto dos pássaros que anuncia esperança. Se cada instante é dádiva, por que desperdiçá-lo em conflitos que apenas multiplicam dor.
Talvez o verdadeiro heroísmo esteja em escolher a paz, em cultivar o perdão, em semear amor onde o ódio insiste em florescer. Porque no fim, o maior triunfo não é vencer inimigos, mas preservar o milagre da vida que Deus nos confiou.
