Poemas quando eu me Amei de Verdade
Quando não se tem imaginação morrer é pouca coisa, quando se tem, morrer é demasiado.
Agarre os fatos, senão os fatos agarram-no a si. E quando os tiver, apanhe-os bem, senão eles deixam-nos ficar mal.
Foi de um rei que nos ficou este princípio augusto. Que jamais se é tão grande como quando se é justo.
Pois, a emoção é decerto uma forma de se subir mais alto. E quando cai, de se cair de mais alto. Aprende a serenidade. Porque mesmo que caias, não te magoas tanto.
Quando impera a concórdia entre os pássaros, eles destroem a armadilha; quando entre eles vinga a discórdia, caem presa da armadilha.
Agimos como se o conforto e o luxo fossem os requerimentos principais da vida, quando tudo o que precisamos para nos fazer felizes é algo pelo que ser entusiástico.
Quando a eloquência, inspirada do íntimo da alma, regurgita em jorros dos lábios de uma amante, é certo o triunfo.
A semelhança dos destinos, principalmente quando esses destinos são desditosos, é o vínculo que mais prende duas almas.
Um escritor chega à velhice quando suspeita que o artigo que está a escrever já tinha sido escrito por ele no passado.
Dei instruções a meu advogado para que, quando morrer, meus órgão ainda úteis sejam usados em transplantes. E, o que não servir, seja despachado como alimento para o Terceiro Mundo.
Entrei para a associação dos casados anônimos. Quando me dá vontade de casar, eles mandam-me uma mulher de roupão e rolinhos no cabelo, para me queimar a torrada.
Aconselharia as mulheres, quando se interrogam sobre os efeitos da idade no seu encanto, a consultarem menos o espelho do que o rosto dos seus contemporâneos.
