Poemas quando eu me Amei de Verdade

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⁠Poesia sobre o Luto se torna Eterno.

Por: Prof. Me. Yhulds Bueno.

O luto é um companheiro constante,
Nos dias, nas horas, no tempo que passa,
Às vezes diminui, outras vezes avança,
Basta um som, uma música, uma palavra,
Um cheiro, um perfume, uma lembrança,
E o luto retorna, como uma dança.

As boas conversas, os assuntos guardados,
Fotos que remetem a tempos passados,
Ao ver alguém que lembra quem partiu,
O luto se torna eterno, nunca sumiu.

Nas coisas, nas ações, na vida presente,
O luto é forte, sempre crescente,
A cada ano, a cada aniversário,
A dor se renova, é um relicário.

Não há mais abraços, nem ligações,
Os gestos ficam nas recordações,
O luto se torna amigo, confidente,
Está dentro da gente, eternamente.

Saudades de um pai, de uma mãe, de um filho,
O luto faz morada, é um eterno trilho,
Dentro do peito, um ninho a pulsar,
O luto da alma, difícil de acalmar.

Inserida por yhuldsbueno

⁠Lembranças: como é bom observar a chuva pela janela.

A chuva cai suavemente, desenhando linhas líquidas na janela. O aroma fresco que ela trás invade o ambiente, um cheiro de terra molhada que purificava e renovava o clima. Observar a chuva pela janela é um prazer simples, mas profundo de reflexão.

Cada gota que caí no chão parece lavar não só a terra, mas também a alma, trazendo uma sensação de paz e renovação.

Uma chuva boa, daquelas que podem durar o dia inteiro, ou ser apenas uma visita rápida pela manhã ou ao entardecer. Às vezes, ela vêm de madrugada, embalando o sono com seu som ritmado.

Mas o melhor mesmo é quando a chuva dura o dia todo, permitindo que a janela fique aberta, deixando o vento fresco entrar e trazendo consigo a melodia das gotas caindo.

Ver a chuva pela janela trás boas lembranças. Do tempo de saborear um chimarrão ou mate ao redor do fogo de chão, fogão a lenha ou da lareira, se fosse na varanda, melhor ainda. Conversar, prosear, tomando um chá ou saboreando uma sopa paraguaia ou um chipa, enquanto a chuva caía lá fora, era um prazer inigualável.

A chuva na janela faz o tempo passar devagarinho, lembrando dos tempos de criança, correndo na rua e brincando na chuva.

Observar a chuva pela janela faz bem para a alma. Um momento de introspecção, de memórias felizes, de um tempo em que a vida parecia mais simples.

A chuva caindo lá fora é um lembrete constante de que, mesmo nos dias mais cinzentos, existe beleza e serenidade a serem encontradas.

E assim, a chuva pela janela se torna um espetáculo silencioso, mas profundamente reconfortante.

Inserida por yhuldsbueno

Lápide

Quem você procura, por que veio?
Ele não está aqui, não existe mais.
Apenas seus restos mortais,
Símbolo da fragilidade da vida,
Que é uma dádiva, mas se esvazia,
Como um jarro d’água ao regar uma planta,
Entrega o sabor da vida, mas se esvazia.

Quem você procura, não está aqui,
Somente em sua memória ele vive,
Cada gesto, cada olhar,
A palavra que ecoa como o vento nas árvores,
Produzindo sons que se perdem no tempo.

Quem você procura, não está aqui,
Mas em outra vida, no passado,
Nos ecos das histórias que deixou,
Marcadas em suas lembranças.

Quem você procura, não está aqui,
Mas em você, todos os dias,
Ao dormir e ao levantar,
Ele estará presente.

Ele estará sempre vivo enquanto você se lembrar que ele não esta mais aqui.

Inserida por yhuldsbueno

Memórias e o Tempo

Memórias que colecionamos ao longo do tempo,
Adormecidas, surgem com o cheiro, o gesto, o rosto,
Trazendo lembranças de outros tempos,
Congeladas nas imagens, fotos antigas, filmes de eventos.

Festas, reuniões para comemorar algo,
Memórias afetivas da infância,
Saudosistas, de paixões e amores,
Da escola, dos amigos, das risadas.

O tempo em que o jovem só tinha que viver,
Sem preocupações, apenas estudar,
Memórias dos carinhos e cuidados da mãe, da avó,
Dos ensinamentos dos pais, perdidas no tempo.

Surgem como um filme quando a idade chega,
A velhice bate à porta,
Viver e recordar,
Viver e ter memórias para relembrar,
O tempo que não volta mais.

Inserida por yhuldsbueno

⁠O medo

Eu sempre achei que meu maior medo seria nunca poder ser quem eu era de verdade.
Quando a gente conhece alguém que muda sua vida, que te leva aos céus e ao mesmo tempo te mantem pés no chão, você se torna frágil por dentro e forte por fora.

Inserida por diarioonline

Por vezes a curiosidade abre novos horizontes, quando não, acende a chama do entusiasmo para procurá-los.

A maldade pode muitas vezes sacrificar-se a si mesma: é quando renuncia voluntariamente a uma vantagem pessoal para vantagem de outrem.

Estamos todos um pouco estranhos. E a vida é um pouco estranha. E quando encontramos alguém cuja estranheza é compatível com a nossa, nós nos juntamos a essa pessoa e caímos nessa esquisitice mutuamente satisfatória a que chamamos de verdadeiro amor.

Todo o homem precisa de uma mulher honesta, e, quando a encontra, precisa de uma desonesta também.

Quando o cérebro humano se distende para abrigar uma ideia nova, nunca mais volta à dimensão anterior.

Quando a sinceridade é considerada uma virtude, desconsidera-se o resultado que pode ter.

Falar alto para quê? Poupa as forças, fala baixo. Poderás talvez assim ser ouvido ainda, quando os outros que falam alto se calarem estoirados.

Vergílio Ferreira
FERREIRA, V., Pensar, 1992

A glória assemelha-se ao mercado: por vezes, quando nos demoramos, os preços baixam.

Para que serve um advogado honesto quando o que você precisa é de um advogado desonesto?

Esta é a primeira consequência que sobrevém quando no mundo alguém deixa de mandar: que os demais, ao se rebelarem, ficam sem tarefa, sem programa de vida.

Como o mundo é claro e belo, quando não nos perdemos nele, e como é escuro o mundo, quando nos perdemos nele!

Nunca se pratica o mal tão plena e tão alegremente como quando praticado por um falso princípio de consciência.

Pintar é fácil se não sabeis pintar - quando souberdes pintar, é ao contrário.

Quando mais gosto das mulheres, é quando beijam, porque então têm de estar caladas.

E tal, balbuciando, ama e obedece / à sua mãe, mas, quando adulto, / deseja vê-la enterrada.