Poemas quando eu me Amei de Verdade
[19/3 12:43] Alinny de Mello: Ele é manipulador, prepotente e arrogante, mentiroso, mas ainda tem essa inocência de não ver o mundo como realmente é...
[19/3 12:43] Alinny de Mello: Qualquer tempo desses ele para de acreditar
[19/3 12:43] Alinny de Mello: E aprende
[19/3/2026 11:01] Alinny de Mello: Que lindo
[19/3 11:01] Alinny de Mello: Fico feliz
[19/3 11:01] Alinny de Mello: Por você
[19/3 11:01] Alinny de Mello: Ontem fui tirar os pontos
[19/3 11:01] Alinny de Mello: Ainda bem que o enfermeiro fez de tudo para eu nem sentir dor
[19/3 11:01] Alinny de Mello: Ótimo profissional
[18/3/2026 15:37] Alinny de Mello: Acabaram de me levar no postinho pra tirar os pontos
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Agora é total repouso
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Pra sarar novamente
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Daqui há 3 meses
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Vou estar legal
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Se Deus permitir
[18/3 15:37] Alinny de Mello: 🙏😊
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Espero que você esteja bem, te amo muito
Sabia que ninguém é de ninguém?
A gente tem essa forma errada de achar que tudo é para a vida toda.
Mas, até nas ruas, está cheio do sexo oposto, podemos sempre nos apaixonar por outros, sem nunca tocar naquela pessoa.
Por já ter um compromisso.
Mas, nós humanos somos movidos por isso.
[19/3 15:15] Alinny de Mello: Agora, depois da segunda vez, é necessário rompimento.
[19/3 15:15] Alinny de Mello: Independente dos sentimentos
[19/3 15:15] Alinny de Mello: Eu gosto de escrever
[19/3 15:15] Alinny de Mello: Então serviria para as minhas inspirações melancólicas
Na vida, a gente não tem certeza de nada, só da partida, que ainda é incerta, porque não sabemos o dia, nem a hora.
Jesus falou isso, e todo mundo acha que se trata da volta dele, quando na verdade a metáfora se trata da morte.
[19/3 15:09] Alinny de Mello: Se a gente não tiver em paz e não for feliz por nós mesmos, ninguém vai conseguir fazer isso acontecer.
[19/3 15:10] Alinny de Mello: Eu já sou feliz.
[19/3 15:10] Alinny de Mello: Independente de tudo
[19/3 15:07] Alinny de Mello: Aprendi que ninguém precisa de ninguém para ser feliz.
O outro precisa nos encontrar feliz, para ser apenas o complemento.
[19/3 15:07] Alinny de Mello: Não devemos colocar todas as nossas cartas, nas mãos de outro humano
[19/3 15:07] Alinny de Mello: Todos somos errantes
[19/3 15:09] Alinny de Mello: Eu demorei muito para entender isso. Mas, quem ainda não sabe o que é felicidade, acha que precisa de outra pessoa, para fazer ela feliz. Quando na verdade, nós podemos já ser felizes com todas as nossas nuances.
Minha mãe, tinha uma vida difícil, filha de pais alcoólatras, casou com meu pai que sempre foi violento com ela, ela nunca estudou.
Na escola ela disse que chegou a ir, mas como precisava cuidar dos irmãos menores e ir para a roça trabalhar, ela parou, porque ela disse também que as mãos dela todos os dias voltavam vermelhas, porque era época da palmatória, e ela disse que doía muito, já era judiada pela vida e não ia para a escola mais, que ao invés de aprender, estava sendo espancada e torturada pela professora dela, na época. Então, hoje ela tem 55 anos. Perdeu todos os resguardos dos 5 filhos que teve, inclusive o pai dela obrigou ela a casar com meu pai aos 16 anos de idade. Então, ela na cabeça dela sempre sofreu dizendo que o casamento é para a vida toda, mesmo sendo torturada dia e noite.
Ela, é como uma criança.
A primeira filha dela nasceu morta, porque meu pai deu um chute na barriga dela, já estava com 3 dias em decomposição. Tempo de parteira. A parteira já falecida D. Jesus, salvou a vida dela.
Ela nunca se saiu dele, por obediência ao pai. Como eu disse, ela é igual uma criança.
Em todos os nascimentos dos outros filhos, ela se escondia dele para não ser morta.
Pulava cercas altas, após ser torturada com abusos psicológicos e agressões físicas, á noite inteira. Fugia, mas sempre teve medo de tudo e do mundo!! Porque nunca soube ler, nunca soube lidar com a insegurança dela. Muito ingênua.
Então, ela sempre retornava.
Minha tia, irmã dele pagou a passagem do meu irmão, porque o dinheiro não dava para todos.
19 de fevereiro de 2009!!
Sexta feira de carnaval!!
Chegamos em Teresina Piauí!!
Sem dinheiro, sem rumo, sem nada.
4 da manhã!! Esperamos o dia amanhecer na rodoviária.
Ás 6, saímos!!
Eu tinha 10,00 todinho. Comprei de lanche para meus 3 irmãos e dividi entre eles. Eu e minha mãe, ficamos com fome.
Éramos mais fortes na fome.
A meta era chegar na assistência social, que ficava no centro.
Mas, não tínhamos nenhum dinheiro.
E, era torcer para não estar fechada.
Retornamos, ao outro lado da avenida, pedimos carona no ônibus até certa distância.
Um motorista muito legal, entendeu a situação e pediu para que a gente entrasse.
Entramos, ele deixou a gente há pelo menos umas 2 horas de onde queríamos estar.
Mas, ao dar meio dia, perguntando todos que apareciam pela frente onde ficava o local, conseguimos chegar...
Avistei o segurança...
Mas, antes disso, passamos um dia inteiro e a noite em Timon, em outro abrigo. Onde conheci histórias de crianças violentadas sexualmente.
Havia um garotinho que havia acabado de ser operado do ân*s, porque havia sido violentado por um vizinho. Ele tinha uns 2 aninhos de idade!!
Eu conheci esse lado do mundo, que até então, não fazia ideia que existia. Então, foi quando senti medo de seguir sozinha.
Então, o ônibus chegou e nos pegou ás 6 da manhã do dia seguinte.
Chegamos na nossa cidade, meio-dia!!
Eu desci do ônibus, e não olhei para trás!!
Eu não queria ver os olhos dos meus irmãos, tomados por dor e angústia.
Porque aqueles 28 dias, foram os dias mais felizes das nossas vidas.
Você entra nesse mundo sem manual impresso na mão, mas logo descobre que existe um livro que atravessou milênios tentando cumprir exatamente esse papel. A Bíblia não se apresenta como um guia simples, direto, técnico. Ela se apresenta como um enigma vivo. Um texto que respira conforme quem o lê. Um espelho que nunca reflete duas consciências da mesma forma. E talvez esse seja o ponto que você evita encarar com profundidade. A Bíblia não foi feita para ser decorada, foi feita para ser atravessada. E atravessar algo é sempre diferente de possuir.
Você pode ler os mesmos trechos dezenas de vezes. Pode sublinhar, anotar, marcar páginas. Ainda assim, nunca será a mesma leitura. Porque quem muda não é o texto. É você. O que se transforma é o ponto de consciência que você ocupa no instante da leitura. E isso revela algo desconfortável para quem busca controle absoluto. Não existe interpretação final. Não existe leitura definitiva. Existe encontro. E todo encontro depende de quem chega.
A Bíblia não se oferece como um livro morto. Ela se comporta como um organismo simbólico. Suas histórias parecem simples à primeira vista, mas operam em camadas. Narrativas de pastores, reis, guerras, quedas, promessas, traições e redenções. Mas por trás da superfície histórica existe uma arquitetura psicológica e espiritual que continua se repetindo dentro de você e dentro de mim. Porque o jogo humano não mudou tanto quanto você gosta de imaginar. Mudaram as roupas, as ferramentas, os nomes. A estrutura interna permanece.
Quando você lê sobre o deserto, você não está lendo apenas sobre areia e calor. Você está lendo sobre períodos de escassez interna, sobre travessias sem garantias, sobre caminhar sem saber exatamente onde vai chegar. Quando você lê sobre o dilúvio, não é apenas água. É excesso. É saturação. É o colapso de um sistema interno que não se sustenta mais. Quando você lê sobre a cruz, não é só dor física. É confronto com limites, com escolhas irreversíveis, com o custo real de sustentar uma verdade até o fim.
E é aqui que o enigma começa a se aprofundar. Duas pessoas leem o mesmo trecho. Uma sente consolo. A outra sente confronto. Uma encontra esperança. A outra encontra acusação. Isso não acontece porque o texto é confuso no sentido vulgar da palavra. Acontece porque o texto funciona como um campo simbólico que ativa conteúdos internos diferentes em cada leitor e leitora. Ele não entrega respostas prontas. Ele provoca perguntas certas. E perguntas certas quase sempre incomodam mais do que respostas fáceis.
Você pode tentar enquadrar a Bíblia dentro de um sistema rígido de interpretação. Pode usar dogmas, tradições, instituições, teologias fechadas. Isso oferece uma sensação momentânea de segurança. Mas em algum ponto, se você for honesto ou honesta consigo, vai perceber que o texto escapa. Ele sempre escapa. Ele diz mais do que qualquer doutrina consegue conter. E isso não é falha. É intenção.
O arquiteto desse jogo não criou um manual técnico. Criou um mapa simbólico. Um mapa que exige consciência, responsabilidade e maturidade para ser lido. Porque se fosse um manual direto, você apenas obedeceria. Não haveria crescimento. Não haveria liberdade. Não haveria jogo. O enigma existe para impedir que você terceirize completamente sua consciência.
Cada metáfora bíblica é uma porta. Mas nenhuma porta se abre sozinha. Você precisa empurrar. E empurrar exige força interna, exige enfrentamento, exige disposição para ver coisas em você que talvez prefira manter escondidas. É por isso que muita gente lê a Bíblia buscando confirmação do que já acredita, e não transformação do que precisa ser revisto. O texto permite isso também. Ele respeita seu nível de disposição. Ele não invade. Ele responde conforme a pergunta silenciosa que você carrega.
Você não consegue decorar todos os trechos. Não porque sua memória falha, mas porque o livro não foi feito para caber inteiro na mente racional. Ele foi feito para ser vivido em ciclos. Há textos que só fazem sentido quando você perde algo. Há textos que só se revelam quando você envelhece. Há textos que só ganham peso quando você falha moralmente, quando você se vê pequeno ou pequena, quando suas próprias certezas desmoronam.
O erro comum é tratar a Bíblia como um livro que fala apenas sobre Deus. Ela fala também sobre você. Sobre seus mecanismos internos. Sobre seus padrões de fuga, de orgulho, de medo, de negação. Os personagens não são apenas figuras históricas. Eles são arquétipos psicológicos. O traidor vive em você. O justo vive em você. O covarde vive em você. O fiel vive em você. E o conflito entre eles é diário.
Quando alguém afirma que sua interpretação é a única correta, essa pessoa revela mais sobre sua necessidade de controle do que sobre o texto em si. A Bíblia não se submete ao ego humano. Ela o atravessa. Ela o expõe. Ela o relativiza. Não existe leitura neutra. Toda leitura passa pelo filtro da história pessoal, das feridas, das crenças, das defesas. Por isso, duas consciências diante do mesmo versículo jamais estarão no mesmo ponto.
Isso não significa que tudo é relativo ao ponto de não haver verdade. Significa que a verdade é grande demais para ser capturada de uma vez só. Você acessa fragmentos conforme sua capacidade de sustentar aquilo que vê. O arquiteto do universo não errou ao fazer assim. A perfeição não está na rigidez. Está na adaptabilidade simbólica. Um texto que ainda conversa com você milhares de anos depois não sobreviveu por acaso.
Até hoje, pouquíssimos foram imortalizados. Pouquíssimos atravessaram séculos sendo lembrados, estudados, discutidos. Reis, filósofos, conquistadores, líderes espirituais. E mesmo esses são lembrados de forma fragmentada, distorcida, reinterpretada. A imortalidade histórica não preserva a pessoa, preserva um símbolo. Um recorte. Uma narrativa útil para algum tempo posterior.
Dentro desse cenário, Jesus Cristo se destaca de forma desconfortável. Não porque tenha sido o único a influenciar milhões, mas porque sua influência não dependeu de poder político, força militar ou herança genética. Ele não deixou filhos biológicos, não escreveu livros, não fundou exércitos. Ainda assim, seu nome atravessou dois milênios sem perder centralidade. Não existe outro ser humano que ocupe esse lugar simbólico com tamanha persistência.
Ele é apresentado como perfeito. Sem defeitos. Não no sentido ingênuo de alguém sem conflitos, mas no sentido de alguém que viveu alinhado entre discurso e ação. E mesmo assim, teve um final. Um final público, doloroso, definitivo do ponto de vista do corpo. Isso por si só já desmonta uma fantasia comum. A de que viver corretamente garante imunidade contra o sofrimento ou contra a morte. Não garante. Nunca garantiu.
A fé cristã afirma que ele vive. Não como corpo, mas como espírito. Afirma que ele é Deus. Que Deus criou a Terra. E que a Terra não é um teste improvisado, mas um jogo com regras. Um jogo duro, desigual, cheio de ruído, mas ainda assim um jogo estruturado. Se você aceita essa premissa, então nada aqui é aleatório. Nem o nascer, nem o morrer.
Sinto saudades, sim. Às vezes elas chegam de mansinho, como quem bate na porta da memória e pede um pouco de silêncio para ficar. No começo eu pensava que saudade era só ausência, um vazio que ninguém conseguia preencher. Mas com o tempo entendi outra coisa: algumas lembranças não foram feitas para voltar, foram feitas para morar dentro da gente.
Hoje eu olho para o passado com mais carinho do que dor. As pessoas, os momentos, as conversas simples que pareciam pequenas na época… tudo acabou virando parte de quem eu sou. E percebi que a melhor memória não é aquela que a gente tenta repetir, mas aquela que a gente guarda no coração, intacta, viva do jeito que foi.
Existe algo bonito nisso, quase como um segredo silencioso. Porque quando a lembrança mora dentro da gente, ninguém pode tirar. Ela não depende de lugar, nem de tempo, nem de circunstância. Está ali, quieta, mas forte, aquecendo o peito nos dias em que a vida parece um pouco mais fria.
Às vezes eu sorrio sozinha lembrando de algo que já passou. Outras vezes os olhos ficam marejados, mas não é tristeza pura, é um tipo de gratidão misturada com saudade. É como se o coração dissesse: valeu a pena viver aquilo.
Aprendi que sentir saudade também é uma prova de amor. Só sentimos falta do que, de alguma forma, nos tocou profundamente. E quando aceito isso, a saudade deixa de ser um peso e vira uma companhia delicada, que me lembra de tudo o que já vivi.
No fim, as melhores memórias não fazem barulho. Elas ficam guardadas no coração, quietinhas, esperando o momento certo de aparecer e me lembrar que a vida foi, e continua sendo, cheia de encontros que realmente importam.
Uma vez ia passando na avenida aqui, peguei uma manga verde pra comer com sal, o pé carregado! Lá se vem uma criatura de uns 50 anos, do outro lado da rua gritando, não é pra pegar... Eu disse, mas, não é público? Ele disse que não, que ele quem plantou, aí eu quis devolver a manga, aí ele disse que eu podia pegar mais uma...
Cada coisa!! Kkkkk
