Poemas quando eu me Amei de Verdade
JOELHO DE PORCO COM CHUCRUTE
Aqui em casa eu mesmo queimo a lata - faço meus cozidos.
Mas, sabe como é... às vezes enjoa; então, estava mesmo determinado a comer um trem, lá na região central de Belo Horizonte.
Lugar escolhido, dia chegado... lá estava eu.
Sem olhar o cardápio porque a fome era muita, fui logo pedindo por gentileza ao garçom, que trouxesse-me uma porção de joelho de porco com chucrute.
Optei por aquele prato, mais por achar o nome do mesmo, sugestivo,diferente; e não por saber do seu verdadeiro conteúdo.
Não havia consultado previamente sobre o assunto...
Qual foi a minha surpresa?! Aquilo não era uma comida da culinária mineira,propriamente dita, como eu achava.
Nada mais era do que pé de porco com batata inglesa, acompanhado com uma iguaria de repolho picado,fininho, fermentado no vinho branco.
Trem de alemão. De mineiro não era. Comi aquilo pra não fazer desfeita... não achei grandes coisas!
Antes, tivesse degustado um franguinho com angu,quiabo e couve rasgada, aqui de Minas e do Brasil.
Teria sido mais interessante,mais nutritivo e mais em conta.
Não teria jogado meu dinheirinho fora; nem teria elevado o meu colesterol, já alto, à níveis ainda mais preocupante.
02.07.16
Entre um casal, um Eu Te Amo pode deixar o dia ou uma noite mais alegre...
Pena que nem todos sabem disso...
Utopia
Eu vi tudo escuro
E o mundo todo rodar
Escondi atrás do muro
Pra o meu sonho ninguém lapidar
Eu vi que a estrada era torta
Mais insistir em querer chegar lá
Correndo dos infortúnio
E me escondendo atrás da porta
E quando invadiram o meu quintal
Só levaram as rosas do jardim
E as pequenas flores de jasmim
Só deixaram as roupas do varal
E as pequenas celamim
Um roseiral inteiro balançou
Pois nunca tinha visto nada igual
Tentaram levar os nossos sonhos
Mas eles andam sempre
Tão bem guardados
Aqui presos dentro de nós
Já tão concebível e quase real
Pois um sonho,
É sempre indestrutível
E tão incapaz de alguém roubar
Ou fazer virar pó.
Retrato
Eu te vi da janela
Com um olhar flutuante
Estava sempre tão bela
Mas de mim tão distante
Eu te vi muito além
Correr entre o céu e a terra
E como um arco-íris
Lá no pé da serra
Eu vi o seu olhar
No meu olho também
E quando a brisa se levantou
Eu vi paixão correr pro terreiro
Com passos tão apressados
De quem quer ser o primeiro
Eu vi que a emoção
Ali também dançou
Como jamais ninguém
Ousou dançar
E quando o coração
Se abriu
O amor se libertou
E a menina sorriu.
O QUE SER?
Os rótulos não dizem quem eu sou
Quem eu sou diz quem eu poderia ser
Evidentemente não sou
Tudo aquilo que poderia ser.
Mas ser alguém é uma agressão
Ser ninguém é uma lástima
Quer que eu seja tu, o bobão?
Desculpa, prefiro ser uma lágrima.
Mas hoje, só quero ser meu
Quero ser o ser que sabe voar
Quero ser eu
Pelo menos até eu mudar.
EU VI DEUS...
Deus estava na flor, na bioindústria natural,
no inseto polinizador...
Na força do operário;
No mel da abelha, na matéria prima...
Na água da fonte,no rio a correr,
na centelha que ilumina,
o meu viver.
Vi Deus na estrela d'alva, na Natureza;
na união da família, na fé, e no café da manhã,
em volta da mesa.
O vi, no templo: no sermão do pregador,
na oração e no louvor... E, no evento da dor, estava no cântico dolente da despedida...
Vi Deus arrependido, desolado, chorando,
por ter dado tanta autonomia ao homem;
Inclusive, para pecar (desobedecê-lo).
Mas, vi um Deus alegre sorridente: onde numa grande festa, Ele, de braços abertos, recepcionava um povo de vestes brancas... Iluminado pelo perdão!
12.07.16
Tempo
Assim como passam as horas
O meu tempo eu também invento
Você eu quero é agora
E cada segundo
Eu há de fazer
Ele passar mais lento
Assim como passam as horas
Eu amarro também as cordas
Pra que o tempo ele nunca passa
Quando você do meu lado acordar
E pra nunca querer ir embora
Por isso eu faço
O meu tempo
Pra que ele não voa
Como os meus pensamentos
Tempo eu faço pra tudo
Pra tomar banho na lagoa
E curar alguns sentimentos
Pra beber a água da chuva
E conter as mágoas
Daqueles mendigos na rua
Sempre a padecer
Parado e calado na curva
Tempo eu faço pra você
Que chora de barriga cheia
Um dia vai faltar
Quem vem pra te ver
E vai perceber que aquela amizade
Era mais que uma ceia
Pois mesmo regada
A uma mesa farta
A beleza não vinha do pão
E sim da certeza
De uma sã e sincera união.
Brasileiro
Já que a vida ta ai pra viver
E cá no Brasil eu cair pra sofrer
Que façam valer
Esse meu único direito
Enquanto é direito por aqui se viver
Já que eu corrir
E não posso alcançar
Que façam valer
Esse meu único direito
Enquanto é direito
Por aqui se acabar
Se isso é a minha sorte
Qual serar a minha sina?
Serar a morte
Em meio a uma chacina?
Ou um corte na veia
Como se fosse vacina?
Já que a vida ta ai pra viver
E cá no Brasil eu cair pra morrer
Que façam valer
Esse meu único direito
Enquanto é direito
Por aqui padecer
Enquanto em mim
Ainda existir um peito
Que sirva de álibi ao país
Quando tudo perder o respeito
E ser arrancado pela raiz
Mesmo que o rosto
Alguém pinta com giz
O que fará esse moço
Com essa cicatriz
Novela ele já não assiste mais
Com vergonha
Daquela atriz
Na mesa já não senta pra almoço
E esconde até as suas digitais
Com vergonha do que passou
E com medo do que vem depois
Pois quando quebraram
Os seus cristais
Quebraram também
Os sonhos de nós dois
E nem ilusão aqui mais restou.
A Minha Voz No Vento
Eu solto a minha voz no vento
E deixo ela ser levada pra longe
Pra que ela vá de encontro
Ao teu sofrimento
Isolados em terra de monge
Eu solto a minha voz no vento
Como quem solta por ai
Algum pensamento
Na ponta da lingua
Um amor ciumento
E de tanto ser assim
Muitas vezes até cai
Só não morre a míngua
Porque tem documento
E o amor não é assim
Um ser lazarento
Quando eu solto
A minha voz no vento
É como quem dar mil saltos
E perde a noção do tempo
Na pressa eu já calço
Os sapatos
Pra dar chute na cara
De alguns ratos
Quando insistirem
No meu encalço
E se mesmo assim
Eles resistirem
No seu pescoço
Eu faço um laço
Depois amarro e dou um nó
E faço isso com um cadarço
Pois quando eu solto
A minha voz no vento
Eu também me revolto
E brigo pelo movimento
Mas se tu é meu amigo
E tem sentimento
Eu te dou o meu abraço
Pra que faça dele o teu abrigo.
Cabaré
Eu sentir um cheiro de cigarro
E vinha lá do cabaré
Ouvir também um escarro
E era de homem e mulher
Eu vi o seu fogo aceso
E era tanta fumaça
Que parecia uma chaminé
A sua boca parecia um vulcão
E o seu corpo derrubava
Como um furacão
Você era um perigo
A que se guardava
Um certo abrigo
Á sua perdição
Se ver uma mulher de capuz
E uma argola na orelha
Faça logo o teu sinal da cruz
E corra do mel dessa abelha
Se ela fala demais
Tape logo os seus ouvidos
E também as suas orelhas
Seja muito prevenido
E esconde até
As suas sobrancelhas
O cabaré é um canivete
Lugar onde se enfeitiça
E sai muito pivete
A mulher mascla sua língua
E o seu bolso também
Tudo isso ela faz
Sempre por um vintém
Como quem mascla um chiclete
E deixa morrer á mingua
O caberá é a navalha
E a mulher é a bebida
Chega o homem canalha
E a trata como mulher da vida
Ali corre sangue
E mesmo assim a mulher convida
Sempre em gangue
E quase não tem despedida
De corpo, alma e mente despida
Já quase enlouquecida
Não dispensa nem a gângster
E ainda banca a ensandecida
Á querer sempre mais
E nunca estar agradecida.
O Canto Da Sereia
Os meus passos
Eu deixo na areia
Pra que homens devassos
Não roubem o canto da sereia
Pois a minha presença
A eles faz pirraça
E quando eles caiem na cachaça
Assinam logo a sua sentença
Os meus passos
Se apagam com o vento
Mas não há tempo que apaga
Cada passo do meu sentimento
Pois a minha marca
Eu deixo no chão
Mas tudo que eu sinto
É guardado no coração
Os meus passos
Eu deixo no ar
Quando eu soubo
Em cima da árvore
E o vento me joga no mar
E quando eu piso
Na pedra de mármore
Eu vejo o mundo rodar
E todo que é riso mudar de lugar
Eu me rasgo na cerca de arame
Pois sou mais liso do que sabão
E quando eu soubo nesse tatame
Sempre me jogam de cara no chão.
O Frio Da Noite
Deixa eu tocar o meu tambor
Pra encantar o amor
E espantar essa dor
Que bole e remexe por dentro
Acompanhando
O tic, tac do despertador
Deixa eu tocar o meu tambor
Nessa noite fria
De coração gelado
Quero fazer do seu corpo
O meu cobertor
Como se a gente fosse namorado
Deixa eu tocar o meu tambor
Olhando dentro dos seus olhos
Pra te mostrar a batalha
Travada por um sofredor
De mão, braço
E perna amarrada
Congelado no breu
E no frio da madrugada.
O Barco Da Vida
O tempo passou
E eu ja nem lembro mais
Quem foi embora atracado ao cais
E na minha vida
Quem ficou pra trás
Sem dizer adeus
Ou até nunca mais
E quem atracou á minha alma
E não me abandonou jamais
Eu já nem lembro
Quem chorou mais
Quando o barco da vida sumiu
E o meu amor
Disse adeus e partiu
Com aqueles olhos
De quem sempre volta
Mas nas voltas que o mundo dar
Veio o asteroide e nos iludiu
E me deixou com o rosto
Todo amarrotado
Iludido de tanto esperar
Quando fechou o meu coração
Com tudo que ele tinha pra te dar.
Alvedrio
Hoje eu acordei
Querendo tocar o sol
E até duvidei que a minha alma
Era quem se escondia
Atrás daquele lençol
Com tanta calma que se perdia
A procura de um só farol
Que me service de guia
Hoje eu acordei
E dei de cara com meu passado
Foi tudo tão complicado
Mas confesso que não chorei
Guardei o que tinha sobrado
Pra mim nunca esquecer
Daquilo que um dia
Tem me feito chorar
E um dia por um triz
Quase me fez enlouquecer
E o giz por incrível que pareca
A nossa história
Ele também escreveu
E tudo tão bem guardado
Ficou lá no passado
Como se fosse um museu
Pra registrar o que passou
E mostrar o que se viveu.
É triste ficar sozinho sem ninguém contigo,
Em um mundo vasto de ódio e dor,
Mas eu sei que posso encontra alguém que eu possa segurar
Pra me conforta e deita ao seu lado,
Dividir sua dor e os momentos de felicidade.
Mas não se engane com rostos bonitinhos,
Pois o nosso mundo é assim cheios de ilusão,
Quando você perceber já puxaram um gatilho,
E você com a face no chão.
As flores do jardim já foram murchadas,
E você desesperadamente tentando recupera-las,
Não entendeu como isso foi acontecer,
As rosas lindas estavam virando espinhos.
Sinceramente eu não tenho problema com o passado de ninguém
Cada vida que se apresenta a mim eu tenho como nova.
Conte-me as suas histórias e eu serei grato por tamanha confiança.
Fale-me sobre o seu presente e eu o abraçarei com graciosidade.
E o futuro? ah, o futuro é o próximo minuto, a próxima história, o próximo abraço...
Já Diziam Eles que Eu Era Louco
Dizem que sou o Louco
Cercado de ordinárias
Sou eu, sou pouco
Sou indefeso em batalhas.
Penso diferente, com lamentos
Há algumas loucuras nos meus sentimentos.
Há mares de contentamentos
que se encontram nos meus pensamentos
E a primeira defesa na guerra chegou,
dizendo coisas surreais.
Uma Louca se juntou
Cheio de conotações complexas, mas mortais.
Nessas horas foi-se-me questionado.
Não seria eu o afortunado
bandido e amado
com o exército armado?
E batalhei.
Suei.
Amei.
Ganhei.
E ordinários aos poucos, tornaram-se Loucos.
Noite Oblíqua
Se eu te contasse
Que sou o último homem da Terra?
E a última alma que respirou?
Chorarias?
Maluquismo: A definição de Maluquismo e Maluquista.
Eu sou MALUQUISTA!
Maluquistas: São Defensores do Maluquismo.
''Defesa Contra o Preconceito é a nossa Arte de SOBREVIVÊNCIA.
Abra A Sua Mente, esse é o nosso Lema''. -Luangelys De Paula.
Não gosto de café. Mas café me lembra você, não sei ao certo o porquê, e agora eu sei o porquê. Sempre precisei de um pouco de café em minha vida, umas doses extras por dia se for necessário.
Café me lembra leveza, calorosas risadas e bordões que só são usados em boa companhia. Café me lembra dia frio, abraços debaixo da coberta, conversas ao pé do ouvido mesmo que não tenha mais ninguém no recinto – só pelo charme de pigarrear frases mal feitas.
Em alguns dias com mais duas colheres de pó, um pouco mais forte só para poder aguentar o tranco sem desfalecer. Ser firme, sem se desesperar quando olhar ao redor e só tiver as estrelas como companhia. “São dias difíceis para sonhadores”, como dizia a frase. Às vezes só quero um pouco mais aguado, pouco forte, ralinho, sabe? Mas na maior parte do tempo quero doce, com gotas de adoçante, açúcar mascavo ou refinado, como quiser. Mas que seja doce, com mel e creme, biscoitos e chocolate. Que me traga sorrisos que os dias conturbados me roubaram, que venha, e só venha, sem se importar em ficar, pra sempre. Café me deixa eletrico, mas sutilmente quieto. Alegre, com ânimo para descobrir um novo país escondido no mundo. Esperança que tudo vá dar certo. Café me lembra você. Tão confiante, aquele tipo de pessoa que quando abre um sorriso –que por sinal é muito bonito e branco, alias qual o nome do seu dentista? Anda fazendo um belo trabalho e todos em volta se cativam. Ilumina a alma. Está chovendo lá fora, e me lembrei que em dias assim nós costumávamos conversar um de frente pro outro e as vezes até cantava assitindo tv rsrs
