Poemas quando eu me Amei de Verdade

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Eu vivo em um país onde os políticos não representam o povo, mas servem banqueiros, investidores, corporações e seus próprios interesses, ignorando as constituições que deveriam cumprir. Usam a mídia para manipular, criar valores falsos e me transformar em um consumista de coisas inúteis. Mas sei que meu valor não está em bens materiais, e sim naquilo que sou internamente.

Não é utopia aquilo que eu posso fazer por mim mesmo, mas é utopia aquilo que eu espero do mundo.

O mundo não é como eu quero, e talvez nunca seja. Cada um muda no seu tempo. É preciso respeitar e entender o tempo e a mudança de cada um. A vida dos outros não me pertence. Cada um tem a sua própria vida, suas próprias escolhas e suas consequências, sejam positivas ou negativas. O único mundo que eu posso mudar é o meu próprio mundo interno.

Meu pensamento é moldado pelo que eu quero, ele direciona minha mente para aquilo que escolho pensar. Ao pensar no que desejo sentir, passo a vivenciar as emoções geradas por esses pensamentos. Cada sensação que se manifesta, surge daquilo que pensei, e então me questiono sobre o motivo dessa sensação. Tento entender o que me levou a sentir o que sinto a partir do que pensei. E assim, continuo pensando, explorando e refletindo sobre esse ciclo constante entre o que penso e o que sinto.

Quanto mais eu vivo por aprovação social alheia, mais eu me abandono individualmente.

Tudo é como tem que ser. Se fosse diferente, não seria assim. E o que eu vejo e entendo depende de como escolho olhar para as coisas. O que vejo no mundo vem de dentro de mim. Se algo não acontece, é porque não deixei que fosse. No fim, tudo depende de como eu escolho enxergar e viver.

O sentimento que eu gostaria de viver, mas tenho medo de viver, é a vida que eu devo viver.

A vida é leve, um alívio, é solto, é livre;
O peso é só o que eu tento controlar, apegar, segurar, manter, prender.

Todo problema no sentimento faz parte da interpretação de um problema que eu mesmo criei na minha mente.

De todos conselhos que já ouvi do que devo fazer na vida, o melhor foi eu ter ouvido meu próprio sentimento.

Desde que nasci, eu nunca saí de dentro de mim; porque me iludir então, vivendo para o mundo longe de mim?

Não é importante eu lembrar de quem já fui, mas é importante eu enxergar quem estou sendo agora.

Não sinto falta do que eu fui, nem do que serei, pois minha falta é do que sou, da minha presença hoje, e hoje não tenho falta, pois no bem ou no mal, eu estou sempre presente comigo mesmo.

Sou rico daquilo que eu deixo para o mundo, sou pobre daquilo que eu guardo para mim.

Dentro de mim, vive o bem e o mal; o mal sou eu negando a mim mesmo; só eu posso me libertar do mal, me aceitando viver do jeito que eu sou.

Metáfora:
Eu sou a energia (vida) dentro dessa lâmpada (corpo); a lâmpada queima (morre), eu continuo sendo energia (vivo).

O que me faz entender minha mente não é o que eu penso, é o que eu coloco em prática daquilo que pensei, ou seja, tudo aquilo que eu faço, pois o que eu faço é que me dá sabedoria no que eu penso.

Depois que eu aprendi a amar o mal, quase nada me faz mal;
O mal é aquele bem que eu não aceitava em mim.

Até o desnecessário é necessário para mim; necessário para eu saber que é desnecessário.

O que eu quero viver não é o que minha família quer que eu viva, não é o que meus amigos querem que eu viva, não é o que a sociedade quer que eu viva; o que eu quero viver, somente eu quero, somente eu vivo.